Bolsonaro usa militares e youtubers para inflar o 7 de setembro
As Forças Armadas participarão do ato de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL), programado para ocorrer na próxima quarta-feira, 7 de setembro, na orla do Rio de Janeiro. A Marinha organizará uma parada naval, a Força Aérea exibirá a esquadrilha da fumaça e os canhões do Forte de Copacabana farão uma saudação. Aproveitando-se da confusão com o bicentenário da Independência, o ato eleitoral contará ainda com uma exibição de paraquedistas do Exército e da Aeronáutica, além de bandas militares. Tradicionalmente, os presidentes participam apenas da parada militar em Brasília. Bolsonaro é o primeiro a misturá-lo com uma ação eleitoral. Na última sexta, o Ministério Público Federal enviou pedidos aos comandos Militar do Leste, do Primeiro Distrito Naval e do Terceiro Aéreo Regional para que informem que providências tomarão para impedir que a festa se confunda com ação político-partidária. Ainda não houve resposta. (Estadão)
Brasileiro tenta assassinar Cristina Kirchner
Um brasileiro de 35 anos pôs, ontem à noite, uma pistola calibre 32 a centímetros do rosto da vice-presidente argentina Cristina Kirchner. Puxou o gatilho — que falhou. Havia cinco balas no pente. Quando o tiro falhou, Fernando Andrés Sabag Montiel jogou a arma no chão e tentou fugir, mas foi perseguido e preso por pessoas nas ruas. Assista ao vídeo. O atentado ocorreu no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, quando Cristina conversava com apoiadores à porta de sua casa. Montiel, que trabalha como motorista de aplicativo, tem antecedentes criminais — foi detido com uma faca, em março. Em suas contas nas redes sociais, apagadas na noite de ontem, o suspeito se identificava como Salim e exibia tatuagens com símbolos associados ao nazismo. O presidente Alberto Fernández atribui o atentado aos discursos de ódio e decretou feriado nacional “para que o povo possa se expressar em paz”. A oposição criticou a medida, acusando o presidente de buscar mobilizar a militância peronista. (Clarín)
Moraes faz acordo com militares por urnas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, aceitou a sugestão das Forças Armadas para elaboração de um projeto-piloto para assegurar a integridade das urnas eletrônicas, um dos principais pontos de atrito de seu antecessor, o ministro Edson Fachin, com os militares. O acordo foi firmado em reunião ontem com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e, segundo nota do TSE, uma das sugestões a serem incorporadas é o uso da biometria de eleitores reais em algumas urnas indicadas para o teste. (CNN Brasil)
PF acusa Abin de interferir em investigação sobre Jair Renan Bolsonaro
A Agência Nacional de Inteligência (Abin) atrapalhou o andamento de uma investigação por tráfico de influência contra Jair Renan Bolsonaro, filho Zero-Quatro do presidente da República. A acusação consta de um relatório da Polícia Federal, responsável pelo inquérito. Segundo depoimento de um agente da própria PF cedido à Abin e flagrado coletando informações, o objetivo era impedir “riscos à imagem” de Jair Bolsonaro. O filho do presidente e o seu preparador físico, Allan Lucena, são suspeitos de terem recebido um carro elétrico de um empresário do Espírito Santo interessado em contratos com o governo. O agente Luiz Felipe Barros Felix disse que seguia Allan Lucena para saber se o veículo estava sendo usado. Segundo a PF, o investigado devolveu o carro após o incidente, o que comprometeu o inquérito. Ainda assim, a polícia concluiu que não houve crime por parte de Jair Renan. A Abin diz que não há registro dessa operação, já o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a agência “fez seu trabalho”. (Globo)
Simone e Soraya se tornam alvos das redes bolsonaristas
Responsáveis pela reação à agressão machista do presidente Jair Bolsonaro (PL) à jornalista Vera Magalhães do debate da Band, as candidatas e senadoras Simone Tebet (MDB-MS) e Soraya Thronicke (União Brasil-MS) se tornaram alvos de ataques nas redes bolsonaristas. Entre a noite de domingo e a manhã de segunda foram identificadas 33 correntes de mensagens no WhatsApp contra as duas. Elas foram chamadas de “loucas”, “agressivas” e “ditadoras”. Algumas postagens distorciam uma fala de Tebet na CPI da Covid para dizer que era contra investigar governadores. Já Thronicke, eleita na onda bolsonarista de 2018, foi chamada de traidora por romper com o presidente durante a pandemia. (Aos Fatos)
Para indecisos, Simone Tebet venceu debate; Bolsonaro perdeu
A senadora Simone Tebet (MS), candidata da coligação de MDB, PSDB/Cidadania e Podemos, foi considerada a vencedora do primeiro debate entre os concorrentes ao Planalto, segundo pesquisa do Datafolha com eleitores indecisos. Já o pior desempenho foi do presidente Jair Bolsonaro (PL). Organizado pela Band, a TV Cultura, a Folha e o UOL, o debate (íntegra) foi tenso, com Bolsonaro atacando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e quem chamou de “ex-presidiário”, ao que o petista respondeu se dizendo “mais limpo que os parentes” do presidente. Lula tentou o tempo todo desviar do tema corrupção e focar nas ações de seu governo. Quando a senadora Soraya Thronicke (União Brasil) disse não ter visto esse país que ele descrevia, o petista respondeu que o motorista, a empregada e o jardineiro dela viram. Na maior parte da noite o alvo preferencial foi Bolsonaro, que se irritou quando Ciro Gomes (PDT) lembrou sua declaração de que não havia fome no Brasil e com as críticas de Tebet e Thronicke a seu comportamento na pandemia. Felipe D’Ávila (Novo), candidato mais rico, com patrimônio declarado de R$ 24,6 milhões, virou meme ao se apresentar como “um cidadão como você”. Confira as principais falas de Tebet, Ciro, Bolsonaro e Lula. (UOL)
Lula admite corrupção na Petrobras
A corrupção durante os governos petistas foi, se não o tema central, o primeiro assunto que William Bonner e Renata Vasconcellos abordaram na entrevista (íntegra) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Jornal Nacional ontem. O candidato não negou casos como o mensalão e o petrolão, mas enfatizou que eles foram investigados de forma independente pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. “A corrupção, ela só aparece quando você permite que ela seja investigada”, afirmou. Lula não se comprometeu com a nomeação de um procurador-geral da República oriundo da listra tríplice, como nos governos petistas anteriores, mas disse que não deseja um PGR leal a ele. Indagado sobre a política econômica do governo Dilma Rousseff, ele afirmou que governará à sua maneira. Lula criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “bobo da corte”, afirmando que este não tem controle sobre o Orçamento. Disse que, se eleito, irá dialogar com o Congresso para rever o “Orçamento secreto”. O ex-presidente atribuiu sua dificuldade junto ao agronegócio às políticas de preservação da Amazônia e do Cerrado, e fez uma defesa do “novo MST”. Hoje o JN encerrará o ciclo de entrevistas com Simone Tebet (MDB). (g1)
Onda de fake news mira o TSE
Nos últimos 20 dias, mensagens falsas atribuindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a iniciativa de barrar a chapa de Jair Bolsonaro (PL) foram enviadas mais de 92 mil vezes em contas do WhatsApp. Entre outras informações falsas, as mensagens afirmam que o presidente tem 62% das intenções de votos, contra 17% do petista Luiz Inácio Lula da Silva, cenário que não é apontado por qualquer pesquisa registrada no TSE. Com a participação maior dos militares no processo de apuração, as publicações desviam das críticas às urnas eletrônicas e passam a jogar suspeitas sobre os integrantes da Corte. Segundo as mensagens, disparadas para 228 grupos, os únicos caminhos para impedir a eleição de Bolsonaro no primeiro turno seriam matá-lo ou cassar sua candidatura. (Folha)
Ação da PF contra golpistas põe Moraes em choque com Aras
A Polícia Federal cumpriu ontem mandados de busca e apreensão em endereços de oito empresários bolsonaristas que, como revelou Guilherme Amado no Metrópoles, defendiam em um grupo de WhatsApp um golpe de Estado no caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Entre eles estão Luciano Hang, da Havan, José Koury, do Barra World Shopping e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. A ação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, dentro do inquérito das milícias digitais. Ele determinou ainda a quebra dos sigilos bancário e telemáticos dos investigados e o bloqueio de suas contas em redes sociais. Enquanto isso não acontece, Luciano Hang usou o Instagram para reclamar da apreensão de seu celular. “Hoje, fui tratado novamente como um bandido! Nunca falei sobre golpe!”, escreveu. (UOL)
Nas redes, entrevista de Bolsonaro tem mais críticas que elogios
Ao longo de 40 minutos de entrevista a William Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu mentiras tradicionais e acrescentou novas, além de condicionar o apoio ao resultado das eleições de outubro. Bolsonaro negou ter xingado ministros do STF, dizendo que “atacou apenas um”, apesar de ter ofendido publicamente Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes – com quem, agora, diz que a relação “parece pacificada”. Disse que as urnas eletrônicas não são auditáveis, quando elas são, e entidades como a Polícia Federal participam das auditorias. Voltou a falar de um ataque hacker ao sistema do TSE em 2018, embora a ação não tivesse tocado nos sistemas de contagem de votos ou segurança das urnas. Negou que tivesse mandando suspender a compra da CoronaVac em 2020, embora a ordem esteja registrada em vídeo. Sobre a defesa que alguns de seus apoiadores fazem de um golpe de Estado, disse que são exercício de liberdade de expressão e defendeu a aliança com o Centrão para a aprovação de projetos. “Se eu deixar de lado, vou governar com quem?”, respondeu. “Você está me estimulando a ser um ditador.” Hoje é o candidato do PDT, Ciro Gomes, que será submetido à sabatina do Jornal Nacional. (g1)