Toffoli deixa o caso Master; Mendonça é o novo relator

Exposto por um relatório da PF, ministro tentou até o fim se manter à frente do inquérito, mas foi convencido a deixar a relatoria após uma reunião longa e tensa com os demais integrantes do Supremo. TSE rejeita, por unanimidade, ações que questionavam homenagem de escola de samba do Rio a Lula. Alertas de desmatamento caem na Amazônia e no Cerrado, diz Inpe. MPF dá cinco dias para X bloquear nudez criada com o Grok. E confira as dicas off-Carnaval da agenda cultural para Rio e São Paulo.
Celular de Vorcaro menciona pagamento a Toffoli

Material contendo referências ao ministro foi entregue pela PF ao presidente do STF, Edson Fachin, que intimou o colega a se explicar. Toffoli diz ser alvo de ilações e que pagamento se referia à venda de parte de um resort a fundo ligado ao Master. Pesquisa Genial/Quaest confirma polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Governo revoga edital que permitia a criação de novos cursos de Medicina. Empresas brasileiras vão liderar investimentos em IA em 2026, aponta estudo. E confira as estreias desta quinta-feira nos cinemas.
Reinventar a democracia
Em recente artigo publicado no Financial Times, Martin Sandbu propõe uma releitura crítica da obra de Michael Sandel a partir de uma confissão intelectual geracional. Ex-aluno do filósofo em Harvard e participante direto do universo tecnocrático que moldou o liberalismo pós-1989, Sandbu retorna às advertências formuladas desde os anos 1980 contra a neutralização moral da política e pergunta, retrospectivamente, por que elas foram ignoradas justamente no momento em que pareciam mais pertinentes. O artigo não pretende oferecer um diagnóstico definitivo do populismo contemporâneo, tampouco uma teoria geral da crise democrática; seu interesse está em iluminar, a partir da trajetória de uma geração, os limites históricos de um tipo específico de democracia liberal que se consolidou durante o ciclo da globalização e hoje dá sinais inequívocos de esgotamento.
STJ afasta ministro acusado de assédio sexual

Marco Buzzi foi denunciado por uma jovem de 18 anos, filha de amigos do magistrado, e por uma ex-assessora dele. O ministro nega as acusações e diz estar em tratamento médico. Maioria dos diretórios do MDB é contra aliança eleitoral com Lula. Massacre deixa dez mortos, incluindo a suposta atiradora, em cidadezinha do Canadá. Branqueamento de corais atingiu cerca de 80% dos recifes do planeta, diz estudo. Edição de 2026 da Flip vai homenagear a poeta Orides Fontela, morta em 1998. E o Chile lança modelo de IA para a América Latina, a fim de fugir do viés de sistemas dos EUA.
Motta apresenta PEC com fim da escala 6×1 e enterra CPI do Master

Presidente da Câmara apresenta PEC mudando a escala de trabalho, mas governo prefere um projeto de lei, que necessita de menos votos no Plenário. Pedido de CPI para investigar o Banco Master vai para o fim da fila, enquanto a PF consegue desbloquear o celular de Daniel Vorcaro. Anvisa alerta para o risco do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico. O Agente Secreto vence seis prêmios da International Cinephile Society. E o Google passa a permitir recuperação de conta por vídeo selfie.
Portugal diz não à extrema direita

Socialista António José Seguro é eleito presidente com votação histórica, vencendo o extremista André Ventura em todas as regiões do país. Lula busca atrair o PSD e o Centrão para isolar Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. Seattle Seahawks vencem o Super Bowl com direito a show de Bad Bunny e crítica de Trump. À espera do Oscar, O Agente Secreto passa dos 2 milhões de espectadores no Brasil. E a Anthropic lança Claude Opus 4.6, capaz de depurar sozinho o próprio código.
Edição de Sábado: Valsa brasileira

Pouco mais das 18h30, o presidente Lula (PT) desembarcou do carro oficial. Não foi direto cumprimentar seus convidados no salão reservado para a confraternização. Antes, se dirigiu ao quarto da Granja do Torto, residência de veraneio da presidência, e trocou de roupa. Deixou ali o terno e a pompa que sustentara durante o dia cheio, com três reuniões e a cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Colocou jeans e uma camisa azul clara pouco ajustada ao corpo, deixou-a para fora da calça mesmo. Vestiu-se de informalidade, o tom com que redigiria a noite. Cerca de dez minutos depois, finalmente foi dar as boas-vindas a seus ministros, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), a líderes partidários e deputados petistas que enchiam as seis mesas com oito cadeiras cada. A conversa próxima nas rodinhas abocanhou boa parte do jantar. Só então, quando todos já se sentiam à vontade, Lula iniciou o discurso mais formal.
Dino suspende pagamento de penduricalhos a servidores públicos

Decisão, que abrange os Três Poderes em todos os níveis, aconteceu após o Congresso aprovar aumento salarial e regras “fura-teto” para os próprios servidores. Em entrevista, Lula critica Conselho da Paz de Trump, diz que filho irá “pagar o preço” se estiver envolvido com fraudes no INSS e sinaliza que não repetirá a dobradinha com Geraldo Alckmin em outubro. Desastres climáticos causaram prejuízos de R$ 28 bilhões ao Brasil em 2025. OpenAI lança plataforma para levar agentes de IA a empresas. E confira as dicas da agenda cultural para São Paulo e Rio.
Moraes e Toffoli reagem a código de conduta no STF

Ministros defendem direito de darem palestras e serem sócios de empresas e fazendas para aumentar a renda — eles recebem o teto do funcionalismo, R$ 46.366. Após as críticas, Edson Fachin cancelou almoço que discutiria regras para o Supremo. Planalto tenta se distanciar do aumento salarial concedido pelo Legislativo aos próprios servidores. Governo lança campanha contra o feminicídio sem medidas de peso. ChatGPT associa atributos negativos ao Nordeste, aponta estudo de Oxford. E confira as estreias de hoje nos cinemas.
Eleições 2026: atores e tendências
O longo ano de 2026 parece entrar em sua reta final. Tal assertiva, longe de ser premonitória, se coloca em linha com os movimentos que são cada vez mais visíveis em torno daquele que é o cálice sagrado da política brasileira desde a promulgação da Constituição de 1988: as eleições para o Congresso, governadores e presidente da República.