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28 de outubro de 2019
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Peronismo volta ao poder numa Argentina polarizada


Alberto Ángel Fernández é o novo presidente da Argentina. Advogado criminalista de formação, chefe de gabinete do presidente Néstor Kirchner e depois de sua viúva, também presidente, Cristina Kirchner, conquistou próximo de 48% dos votos válidos. A legislação argentina estabelece que se um dos candidatos ultrapassa a barreira dos 45%, não há segundo turno. Fernández, tido como moderado, governará um país dividido. Seu principal adversário, o atual presidente Maurício Macri, ultrapassou os 40%, estabelecendo uma diferença menor do que a esperada inicialmente. Macri acenou com uma trégua, convidando o vencedor para um café da manhã, hoje, para já planejarem a transição. Fernández, por sua vez, divulgou nas redes sociais um vídeo no qual festeja com amigos: “Um brinde a Macri, que está morto”, cantam. Em seu discurso de vitória, quando já passava das 23h, amenizou o tom. “Como disse o presidente Macri, me reunirei com ele amanhã para começarmos a conversar, lembrando que até 10 de dezembro é ele o presidente.” Cristina Kirchner também retorna ao governo, agora como vice-presidente. (La Nación)

O PIB argentino caiu 2,5% em 2018 e deve seguir no mesmo ritmo este ano. A inflação dos últimos doze meses chegou a 53,5%. A taxa básica de juros da economia está em 40% ao ano. Entre o segundo semestre do ano passado e primeiro deste, aumentou de 6,7% para 7,7% o número de pessoas em situação de indigência. Em setembro, o Congresso pôs o país em estado de emergência alimentar, o que lhe permitiu o aumento de 50% nos valores para programas de assistência que mantém a população sem fome. (G1)

Um grupo de deputados de oposição já têm o número necessário de assinaturas para iniciar uma acusação constitucional contra o presidente chileno Sebastián Piñera e o ministro do Interior, Andrés Chadwick. Eles serão investigados por violações aos direitos humanos durante o período em que o país esteve sob Estado de Emergência, que se estendeu até o início da madruga desta segunda. A princípio, Piñera tem margem suficiente tanto na Câmara quanto no Senado para evitar que o processo termine na cassação de seu mandato. Há acusações de agressões físicas, tortura e até de estupros por parte da polícia e dos militares. Na sexta-feira, 1,2 milhão de pessoas fizeram contra o governo o maior protesto da história do Chile. (El Mercúrio)

Na sexta, o ponto alto da manifestação foi quando a multidão cantou El Baile de los que Sobran, clássico da banda de rock Los Prisioneros, lançado em 1986, últimos anos da ditadura Pinochet. A música descreve o lamento de quem estudou mas não consegue emprego apesar disto. “É muito triste que ainda a cantemos”, afirmou seu compositor, Jorge González. “Esta canção foi composta nas mesmas condições de sexta. Sob toque de recolher e com balas disparadas.” (El Mercúrio)

Conheça a letra ou ouça no Spotify.

O Uruguai também realizou eleições presidenciais neste domingo. O governista Daniel Marinez chegou em primeiro com sua Frente Amplia, de centro-esquerda, seguido de Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, os blancos, de centro-direita. Devem disputar segundo turno, no próximo dia 24 de novembro. (UOL)

Uma equipe de elite das Forças Armadas americanas promoveu no sábado um ataque cirúrgico, na Síria, do qual saiu morto Abu Bakr al-Baghdadi, líder do ISIS. O presidente Donald Trump foi gráfico na descrição da cena, em um anúncio na manhã de domingo. “Ele não morreu como um herói”, afirmou. “Morreu como um covarde. Chorando, gemendo, gritando e levando com ele para a morte três garotos. Ele estava em pânico.” (NBC News)

A União Europeia concordou em estender para 31 de janeiro de 2020 o prazo para que o Reino Unido deixe a comunidade. (Twitter)


Ao menos em julho, o ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, estava preocupado. “O cara lá está hiperprotegido”, comentou em um áudio que enviou por WhatsApp, “eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. É só porrada. O MP tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente.” O ex-policial militar, afastado da família presidencial depois que seu nome foi ligado a um esquema de rachadinha com Flávio, não deixa explícito quem ele considera hiperprotegido. O ex-assessor também contou, num áudio de março, que o presidente da República tratou com ele da demissão de uma laranja no gabinete de Carlos Bolsonaro. “O Jair falou para mim que ele ia exonerar a Cileide porque a reportagem estava indo direto lá na rua e para não vincular ela ao gabinete”, explicou a um interlocutor. Os arquivos foram obtidos pelos repórteres Ana Luiza Albuquerque, Catia Seabra e Italo Nogueira. “Isso é mudança normal, não tem nada para espantar”, disse Jair Bolsonaro, que passava por Abu Dhabi. “O pessoal quer pegar fantasma e rachadinha o tempo todo”, ele continuou. “Mas a Cileide não é fantasma.” O presidente se enxerga como a pessoa a quem Queiroz se refere. “Depois do que aconteceu, me afastei porque poderia ser acusado de tentar obstruir a Justiça. Ele diz que está abandonado, não é? Não é que seja abandonado. Não estou casado com ele, está certo? Espero que seja feliz na sua defesa. Se for inocente, que volte à vida normal.” (Folha)

Aliás... O procurador-geral da República Augusto Aras terá de afirmar o que pretende fazer com um inquérito instalado pelo MP para investigar se a filha de Queiroz, Nathalia Queiroz, foi funcionária fantasma do presidente. É seu primeiro teste de independência, lembra Lauro Jardim. (Globo)

Elio Gaspari: “As investigações sobre o assassinato de Marielle Franco podem ter batido em algum nome protegido pelo foro privilegiado e, com isso, teriam chegado ao Supremo Tribunal Federal.” (Globo ou Folha)

Morreu de pneumonia, sábado no Rio, o decano da ciência política brasileira, Wanderley Guilherme dos Santos. O professor ganhou destaque ainda antes da ditadura, quando em 1962 publicou o artigo Quem Dará o Golpe no Brasil? — em essência prevendo o que estava por vir. Professor aposentado da UFRJ, foi um dos fundadores do Iuperj — hoje Iespe-Uerj — e lecionou em Stanford. Vinha acompanhando com muita preocupação o momento. “Nunca me deparei com uma circunstância de crise política igual à atual”, comentou em uma entrevista. “Não apenas no Brasil. Há uma desestruturação tão grande no sistema político, uma multiplicação de centros autônomos de decisão arbitrários, que, todavia, não podem ser domesticados. O destino, aqui, quem vai resolver é o acaso. O papel do imponderável, hoje, é enorme.” Dexia viúva a ex-ministra da Cultura Anna de Hollanda, três filhos e três netos. Wanderley tinha 84 anos. (Valor)

Comece o dia com todo gás

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De acordo com um estudo de 2011, regiões específicas do cérebro ficam mais envolvidas quando ouvimos músicas que já conhecemos e gostamos. Em seu livro de 2013, On Repeat: How Music Plays the Mind, a psicóloga Elizabeth Hellmuth Margulis defende ouvir uma música repetidamente como uma maneira de melhorar o foco e impedir sua mente de vagar. Um estudo de 2009 descobriu que os radiologistas que ouviam música barroca experimentaram melhora no humor e na produtividade e fizeram diagnósticos mais eficientes e precisos. Um artigo do LifeHacker aponta como funciona o processo para encontrar sua própria música "de produtitividade".

Quando Marc Randolph teve a ideia da Netflix, a primeira reação que recebeu de dezenas de pessoas — incluindo da mulher — foi ‘nunca funcionará’. No seu novo livro, That Will Never Work: The Birth of Netflix and the Amazing Life of an Idea (Amazon), ele conta que todo empreendedor passou pela mesma experiência. Pensa em algo, conta para os parentes, e recebe a mesma resposta: ‘Não vai dar certo’. Depois de fundar mais de meia dúzia de startups bem-sucedidas (a Netflix foi a sétima), Randolph tem três palavras para qualquer empresário cuja ideia seja recebida com ceticismo: ‘Ninguém sabe nada’. A chave para entender Hollywood e as startups é um insight que pegou depois de ler o livro do roteirista, William Goldman, de Butch Cassidy e Sundance Kid: roteiros com diretores e atores premiados e um orçamento de US$ 50 milhões, como Heaven’s Gate podem fracassar, enquanto roteiros com atores desconhecidos e um orçamento de US$ 50 mil, como Blair Witch Project, arrecadam US$ 250 milhões.

Pois é...O filme de Will Smith, Gemini Man, está caminhando para perder US$ 75 milhões, apesar de um diretor vencedor do Oscar e uma das estrelas mais populares do mundo. A realidade é que ninguém sabe nada.

Sobre jet lag... Christophe Georges, CEO da Bentley Motors Inc. - divisão das Américas da Bentley - viaja frequentemente entre a América do Norte e a Europa. Como manter a produtividade assim? Priorizando o exercício pela manhã. Em entrevista ao Business Insider, Georges disse que pedala 45 minutos todas as manhãs na academia. E defende que a rotina o energiza e combate o cansaço que sente nas viagens internacionais. Os benefícios da rotina matinal de Georges são apoiados pela ciência. Participantes de vários estudos demonstraram benefícios mentais e fisiológicos após o exercício matinal. Um estudo de 2019 do British Journal of Sports Medicine concluiu que os exercícios de manhã melhoravam a capacidade de seus participantes de se concentrarem e tomarem boas decisões. E um estudo de 2019 do International Journal of Obesity descobriu que os participantes que se exercitavam de manhã tendiam a perder mais peso do que aqueles que se exercitavam à tarde.

Cultura


O ator e diretor Jorge Fernando morreu neste domingo, aos 64 anos. Ator, diretor, escritor e humorista, foi um artista completo que ajudou a revolucionar a forma de se fazer televisão no Brasil. Na TV, ele estreou como ator em 1978, no seriado Ciranda, Cirandinha. Desde então, dirigiu 34 novelas, minisséries e seriados.

Sylvia Plath dedicou sua vida especialmente à poesia, mas em 1963 – mesmo ano de sua morte, por sinal – teve seu primeiro e único romance publicado, A redoma de vidro (Amazon). A escritora americana foi homenageada ontem, data do seu aniversário, com um Google Doodle.

Ela já foi chamada de “Marilyn Monroe da literatura moderna” e apontada como ícone fashion. Mas foi a maneira franca de sua escrita que fez de Sylvia Plath um fenômeno em todo o mundo. Editores falam de uma certa “Sylvialatria” — semelhante à chamada Fridolatria, que leva a imagem da pintora mexicana Frida Kahlo a paredes, almofadas e blocos de carnaval. São ambas artistas cultuadas pela relação entre vida e obra, que produziram a partir de dores pessoais.

Por que ler Plath? Um TED.

Viver


Depois de 14 anos, o Brasileirão voltou a ter uma mulher no apito. E ela faz planos ainda mais ambiciosos para a carreira que demorou a decolar. Edina Alves,39 anos, a única árbitra na elite do futebol sonha apitar uma Copa masculina. Firme e discreta, ela não se deixa abalar diante da pressão de jogadores. Consciente de que seu exemplo, uma presença feminina em atividade dominada por homens, pode inspirar outras mulheres, ela explica que a busca por igualdade é o maior legado que pretende deixar para o esporte.

Cotidiano Digital


O fotógrafo Richard Parry desmonta gadgets eletrônicos em suas várias partes e produz imagens que sequer parecem fotos de suas muitas partes.





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