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26 de abril de 2022
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Conselho aceita oferta e Musk comprará o Twitter


Elon Musk, o homem mais rico do mundo de acordo com a revista Forbes, vai comprar o Twitter por US$ 44 bilhões (R$ 215 bilhões). O conselho de administração da empresa havia inicialmente rejeitado a proposta mas, sob pressão dos acionistas, capitulou. O negócio deve fechar o capital da rede social pela qual hoje transitam, diariamente, 217 milhões de pessoas. É pouco perante os bilhões que frequentam Facebook, Instagram ou TikTok, mas entre os usuários pessoalmente ativos no Twitter estão os mais influentes políticos, jornalistas, cientistas e artistas de boa parte das democracias. Os acionistas receberão US$ 54,20 por ação, segundo o Twitter. “Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando os bots de spam e autenticando todos os humanos”, escreveu Musk em comunicado sobre a aquisição na própria plataforma. O Twitter foi lançado em 2006 e vale US$ 40 bilhões. Em novembro de 2021, o cofundador Jack Dorsey deixou o cargo de CEO, passando o comando da empresa para Parag Agrawal, ex-diretor de tecnologia. (New York Times)

O próprio Dorsey é um dos principais entusiastas do negócio. “Por princípio, não acho que qualquer pessoa deveria ser dona do Twitter”, ele escreveu. “Ele deveria ser um bem comum, não uma companhia. Como esta não é uma saída, Elon é a solução na qual mais confio. Seu objetivo de criar uma plataforma ‘de máxima confiabilidade e amplamente inclusiva’ é o correto.” (Twitter)

Musk tem sido vago a respeito dos planos mas é claro a respeito de quatro pontos. O primeiro é que pretende eliminar a presença de bots na plataforma, os usuários automatizados que não são gente mas software, robôs. Em segundo lugar, deseja autenticar todos os usuários. Isto é lido como a exigência de comprovar identidade para cadastro. O código do algoritmo de recomendação, o programa de inteligência artificial que decide o que cada usuário vê, seria tornado público para o escrutínio de todos. No conjunto, em sua visão, estas três medidas levariam a um ambiente de mais livre expressão que ele deseja. (Verge)

Ainda assim... Há um problema por resolver. Com a empresa fora do mercado de ações, a pressão externa por lucro a cada trimestre desaparece. Mas o Twitter continua sendo um negócio. Por ser muito menor em escala do que as outras grandes redes, jamais conseguiu entrar pesado e de forma consistente no ramo da publicidade. Um dos caminhos para Musk é aumentar o número de usuários, portanto. Outro, sugere o analista Peter Kafka, é vender acesso. O Twitter teria uma assinatura para quem deseja tuitar — mas não para os leitores. O modelo de sustento é um dos problemas por resolver. (Vox)

Pois é... Muito tem se especulado sobre o futuro da plataforma. Com a aquisição, entre os pontos principais de preocupação estão a possível interferência do bilionário nas funcionalidades e quais são os seus planos a respeito do discurso de ódio e políticas de moderação. (Núcleo Jornalismo)

Com uma fortuna estimada em US$ 279 bilhões, Elon Musk também é dono da empresa de exploração espacial SpaceX e da fabricante de carros elétricos Tesla. Excêntrico e capaz de mexer nas estruturas do mercado financeiro internacional, ele vinha questionando como o Twitter lida com a liberdade de expressão e já cogitou criar sua própria rede social. (g1)

E a aquisição do Twitter numa linguagem na qual os usuários — e o próprio Musk — entendem muito bem: a dos memes. (g1)

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Prêmio Nacional do Seguro

Prêmio Nacional do Seguro


Quando tinha 30 e poucos anos, o rockeiro Mick Jagger disse que preferia estar morto a cantar Satisfaction, um dos maiores sucessos dos Rolling Stones, quando tivesse 45 anos. Era a década de 1970 e, na época, passar dos 40 era sinônimo de começar a envelhecer. Em 2022, Jagger completa 79 anos e certamente deve cantar Satisfaction na turnê europeia que comemora os 60 anos da banda. O astro do rock acabou se tornando um dos expoentes de um fenômeno vivido por pessoas de diferentes origens e profissões ao redor do mundo. O aumento da longevidade já foi visto como um risco para as finanças públicas de qualquer país, mas o chamado terceiro dividendo demográfico — população acima dos 65 anos que cresce mais do que a média e continua trabalhando —, tem muito a contribuir com a economia dos países. O trabalho depois da aposentadoria foi tema desta reportagem da revista Exame, escrita pelos jornalistas Luciano Pinheiro de Pádua, Giuliana Napolitano, Patrícia Valle e Naiara Bertão, vencedores do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros em 2017. (Exame)

E as inscrições para um dos maiores prêmios de jornalismo do país estão abertas. Participe do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros em diversas categorias. Ao todo, são R$ 120 mil aos ganhadores. Acesse premiodejornalismo.ens.edu.br.

Política


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão divididos em relação ao atrito entre Luís Roberto Barroso e o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Durante uma palestra, Barroso disse que as Forças Armadas “estão sendo orientadas” a atacar o processo eleitoral. Em resposta, Oliveira divulgou uma nota chamando a declaração de “ilação” e “ofensa grave”. Parte dos ministros do STF acha que Barroso agiu corretamente ao conclamar os militares a não aderirem ao “varejo da política”. Outra ala, porém, acha que a fala “colocou lenha na fogueira” e prejudica a posição da Corte em julgamentos delicados de um ano eleitoral. (CNN Brasil)

A nota divulgada pelo general Oliveira foi antes submetida ao presidente Jair Bolsonaro (PL), ao Alto Comando do Exército e a militares em cargos-chave do Ministério da Defesa. Fontes do ministério, porém, dizem que não houve ingerência do Planalto no documento. Já Barroso adotou o silêncio, embora diga e interlocutores que não se arrepende da declaração. (Folha)

Bela Megale: “Diferentemente de outras crises com o STF, Bolsonaro não deu aval para que integrantes do governo façam gestos para distensionar a relação com a corte. Dois integrantes do governo confirmaram à coluna terem procurado magistrados do Supremo, mas pediram anonimato, pois afirmam que o movimento aconteceu à revelia do presidente e que o gesto iria desagradá-lo.” (Globo)

Ricardo Rangel: “Apesar de não fazer crítica aos militares, Barroso cometeu um erro crasso. O ministro entrou no ‘varejo da política’ (justamente o terreno que recomendou aos militares evitar), fez uma acusação vaga sem apresentar prova e tocou no assunto tabu que são as Forças Armadas. O ministro da Defesa emitiu uma nota dura que escala o mal-estar entre as Forças Armadas e o Supremo. A nota é meio sem pé nem cabeça, pois defende a corporação de um ataque que não ocorreu.” (Veja)

A ministra do STF Rosa Weber deu dez dias para o presidente Jair Bolsonaro (PL) explicar o indulto concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a quase nove anos de prisão e perda do mandato. Ela é relatora de ações da oposição contra a medida. (UOL)

Sob o pretexto de livrar Silveira, parlamentares bolsonaristas querem, literalmente, legislar em causa própria. A deputada Carla Zambelli (PL-SP) prepara um projeto que anistia todos os investigados por crimes de natureza política entre 1º de janeiro de 2019, início do governo Bolsonaro, até a semana passada. Se aprovada, a anistia retroativa beneficiaria outros parlamentares e militantes, como o blogueiro Allan dos Santos, investigados no STF por atos antidemocráticos. (Estadão)

Enquanto isso... O governo do Distrito Federal informou que a bateria da tornozeleira eletrônica de Silveira está descarregada e que não localiza o deputado para trocá-la. (Metrópoles)

PSDB, MDB, União Brasil e Cidadania adiaram para hoje o jantar em que pretendem negociar uma candidatura única ao Planalto. Nem os presidenciáveis nem pessoas diretamente ligadas à campanha vão participar do encontro em Brasília. Luciano Bivar, presidente e pré-candidato do UB, será representado por seu vice, Antonio de Rueda. (Poder360)

O PT anunciou ontem o novo marqueteiro da pré-campanha do ex-presidente Lula. É o baiano Sidônio Palmeira, que cuidou da campanha de Fernando Haddad em 2018, entre outras. Outra novidade é a inclusão de petistas históricos, como o ex-ministro Gilberto Carvalho, no comando da campanha. (Metrópoles)

Meio em vídeo. Caiu o comando de publicidade da campanha petista. Agora vai ter TikTok e Kwai, que estavam em falta. Por isso mesmo é importante compreender o nível de profundidade com o qual o bolsonarismo trabalha as redes. Confira no Ponto de Partida. (YouTube)

Mensagens analisadas pela Polícia Federal mostram que empresários procuravam Jair Renan Bolsonaro, que não tem cargo no governo do pai, para conseguir audiências com o presidente e outras autoridades. O filho Zero Quatro nega que tenha feito tráfico de influência e diz que seu nome foi usado indevidamente. (Globo)

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disparou acidentalmente uma arma de fogo num balcão do Aeroporto de Brasília. Segundo o próprio Ribeiro, a arma disparou dentro de uma pasta quando ele tentou descarregá-la. Uma funcionária foi ferida por estilhaços. (g1)


O ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, acusou ontem os EUA de travarem uma “guerra por procuração” com seu país. A acusação veio após a visita dos secretários de Estado e de Defesa americanos, Antony Blinken e Lloyd Austin, visitarem Kiev e oferecem mais ajuda financeira e militar à Ucrânia. “A Otan está, em essência, travando uma guerra com a Rússia através de um fantoche. Guerra significa guerra”, afirmou. (BBC)

E a invasão da Ucrânia pela Rússia fez com que Suécia e Finlândia concordassem em apresentar em maio um pedido conjunto de adesão à Otan. Caso sejam aceitas, qualquer agressão a uma delas será considerada um ato de guerra a toda a aliança. (Guardian)

Viver


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou ontem a suspensão da exigência de comprovante de vacinação contra covid-19 para a entrada em ambientes fechados na cidade. Embora já viesse falando há dias na medida, Paes afirmou estar atendendo a uma recomendação do comitê científico municipal e que o documento pode voltar a ser exigido caso o cenário epidemiológico mude. Última medida contra a pandemia em vigor na cidade, o passaporte vacinal era necessário para entrar em cinemas, restaurantes, teatros e outros ambientes do tipo. (CNN Brasil)

Panelinha no Meio. Alguns acompanhamentos chegam a ofuscar o prato principal, como este viradinho de milho-verde com salsinha. O detalhe é que ele pode ser feito com milho congelado, o que poupa o trabalho de limpar e debulhar a espiga.

Cultura


A invasão da Ucrânia pela Rússia obrigou o cineasta francês Michel Hazanavicius, vencedor de uma montanha de Oscars em 2011 com O Artista, a mudar o nome de seu mais novo filme, escolhido para abrir a edição deste ano do Festival de Cannes. Z (Comme Z) (Z, Como Assim, em tradução livre) é uma comédia sobre a equipe que faz um filme de zumbis e se vê às voltas com mortos-vivos de verdade. O problema é que a letra Z virou uma espécie de símbolo das forças invasoras russas, pintada em tanques e uniformes. O filme agora se chama Coupez (Cortar). Confira o trailer, ainda com o título original. (Globo)

Morreu ontem no Rio, aos 89 anos, a atriz Suzana Faini, um dos mais conhecidos rostos das telenovelas. Paulistana, ela era bailarina desde os 19 anos e só começou a atuar aos 34. Em 1969 estreou nas novelas, com Rosa Rebelde, da TV Globo, e no cinema, com Os Paqueras, dirigido por Reginaldo Farias. Ao longo de década de carreiras, Suzana participou de novelas que marcaram a tv, como Irmãos Coragem, Dancing Days e Pai Herói, além de minisséries como Chiquinha Gonzaga. Jamais foi a protagonista, mas era aquele tipo de coadjuvante que valoriza as tramas. Segundo a família, a atriz morreu devido a complicações da Doença de Parkinson. (g1)

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