Meio/Ideia: 70% de quem conhece caso Master diz que STF perdeu credibilidade

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A terceira edição da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, indica que a maior parte da população brasileira ainda não tem clareza sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam conhecer o episódio, enquanto 30% dizem que talvez tenham ouvido falar, mas não têm certeza. Outros 22% declararam desconhecer completamente o caso. Entre os que dizem estar informados sobre o assunto, o Supremo Tribunal Federal (STF) aparece como a instituição mais associada ao escândalo, citado por 35% dos participantes. Já 21,3% relacionaram o episódio ao governo federal, 17,9% ao Congresso Nacional e 25,8% afirmaram que o caso envolve os três Poderes. O Supremo Tribunal Federal (STF) continua no centro do debate político, sobretudo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo relacionado à trama golpista. Os resultados da pesquisa também mostram que a maioria do eleitorado não acredita que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado. Segundo o levantamento Meio/Ideia, 54% dos entrevistados rejeitam essa hipótese, enquanto 39% afirmam que Bolsonaro teria planejado um golpe. Outros 7% disseram não saber opinar. A pesquisa também buscou medir possíveis efeitos eleitorais. Para 44% dos entrevistados, candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do STF têm maior probabilidade de receber seu voto. Por outro lado, 15,5% consideram que essa posição reduz as chances de apoio a um candidato. Já 33% afirmam que isso não influencia sua escolha, e 7,5% disseram não saber responder. A pesquisa eleitoral Meio/Ideia está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 10 de março de 2026, com 1.500 entrevistas representativas em todo o país. O estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. (Meio)
A pesquisa Meio/Ideia está disponível em sua íntegra aqui.
No cenário eleitoral, a pesquisa Meio/Ideia indica um quadro praticamente estável em comparação ao levantamento de fevereiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança tanto na pesquisa espontânea quanto em todos os cenários simulados de primeiro e segundo turnos. No levantamento espontâneo, Lula registra 33,4% das intenções de voto, um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. Na segunda posição está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou de 16,3% em fevereiro para 18,5% em março. Nos quatro cenários estimulados de primeiro turno avaliados, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com vantagem significativa sobre os demais candidatos.
A pesquisa também avaliou os índices de rejeição dos possíveis candidatos à Presidência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nesse indicador: 43,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. O senador Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com rejeição de 34,5%. Os demais nomes testados apresentam taxas significativamente menores. Na projeção de confronto direto entre os dois, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45,3%. Outros 4,1% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 3,2% dizem não saber ou não responderam.
O levantamento ainda mediu a percepção dos eleitores sobre o governo e as expectativas para a eleição de 2026. Ao serem perguntados se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria permanecer no cargo após o término do atual mandato, 50,6% dos entrevistados disseram que não, enquanto 46,7% afirmaram que sim. Para 50,5% dos entrevistados, Lula não conduz de forma satisfatória seu trabalho à frente do Palácio do Planalto, enquanto 47,2% aprovam sua atuação.
Entre as áreas avaliadas pela pesquisa, a segurança pública é apontada como o setor com pior desempenho do governo. Nesse tema, 54,3% dos entrevistados classificam a atuação como ruim ou péssima. Na área econômica, 44,1% fazem uma avaliação negativa da condução do governo, ao passo que 32,3% enxergam a gestão de forma positiva. Em relação à saúde, 41,5% dos entrevistados classificam o desempenho do governo como ruim ou péssimo, enquanto 29% avaliam a atuação como ótima ou boa.
Mauricio Moura e Cila Schulman: “A campanha de 2026 começa a se dividir por gênero. Entre homens, a diferença entre quem acha que o presidente Lula merece continuar e quem prefere interrupção é de menos 14,5 pontos: 41,8% dizem que Lula merece continuar; 56,3% defendem a mudança. Entre mulheres, o sinal se inverte. A diferença é positiva em 5,9 pontos: 51,3% apoiam a continuidade e 45,4% preferem encerrar o ciclo”. (Meio)
Flávia Tavares: “A esquerda criou o ‘BolsoMaster’. A direita rebateu com o ‘LulaMaster’. Mas quem mais se machuca com o escândalo do Banco Master é o Supremo — e é aí que a coisa fica complicada para os dois lados. Tentar encaixar o maior escândalo financeiro do Brasil numa dicotomia ideológica é tentador, mas é ingênuo, contraproducente e impede o país de debater o que realmente importa”. Confira no Cá Entre Nós. (Meio)
E no Meio Político desta semana, exclusivo para assinantes premium, Ana Carolina Evangelista mostra como a divisão do eleitorado evangélico, quase equilibrada em 2010, se acentuou em favor da direita nas três últimas eleições. Faça agora uma assinatura premium e receba o Meio Político hoje, às 11h.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu cancelar sua participação na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, marcada para hoje, em Valparaíso. O Brasil será representado na cerimônia pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O convite para a presença de Lula havia sido feito por Kast durante um encontro bilateral entre os dois líderes no Panamá. No Palácio do Planalto, a eventual viagem era interpretada como um gesto pragmático de política externa. Nos bastidores, o comentário é de que Lula cancelou a ida ao Chile ao saber que Flávio Bolsonaro também havia sido convidado e participaria da posse. (Poder360)
E mesmo com os esforços diplomáticos e o envolvimento direto do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos voltou a afirmar que considera as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como ameaças com impacto regional. No comunicado, o governo americano afirma que “as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e outras atividades de crime transnacional”. O temor do governo brasileiro é de que os EUA classifiquem as facções como organizações terroristas, o que ampliaria a possibilidade de ações militares americanas em território nacional. (g1)
Viver
Dos 197 países signatários do Acordo de Paris, que busca limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, apenas 46 possuem algum tipo de planejamento para descarbonizar o setor elétrico e só 11, incluindo o Brasil, estudam também limitar ou reduzir a oferta de petróleo, gás e carvão. O relatório publicado nesta terça-feira, com participação do Observatório do Clima, tem como finalidade pressionar governos a avançarem na produção do chamado “mapa do caminho”, plano iniciado na COP30 para a transição energética. (Globo)
Enquanto isso, diferentes cidades de vários países estão proibindo anúncios de produtos com alto consumo de carbono, como carros a diesel ou gasolina, e cruzeiros ou voos para destinos distantes. Haia, na Holanda, foi a primeira do mundo a adotar tal medida por meio de uma lei local, mas a capital sueca, Estocolmo, e a cidade italiana de Florença também são exemplos. Em 2024, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a todos os países que vetem a publicidade da indústria de combustíveis fósseis em seus territórios. (g1)
A missão Dart, lançada pela Nasa em 2021, para testar a capacidade de desviar um objeto que pudesse atingir a Terra, não apenas alcançou seu objetivo de segurança interplanetária. Um novo estudo publicado na revista Science Advances mostra que desviar um corpo celeste ao redor do Sol seria o suficiente para evitar uma catástrofe planetária no futuro, mesmo causando uma mudança muito pequena na trajetória do objeto. O impacto da sonda Dart contra o pequeno asteroide Dimorfo, ocorrido em 2022, alterou a trajetória do corpo celeste, conforme esperado pela agência espacial. (Folha)
Cristian Ribera entrou para a história do esporte, ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha para o país em Paralimpíadas de Inverno. Ele ficou com a prata no sprint sentado do esqui cross-country, nesta terça-feira, pelos jogos de Milão-Cortina, na Itália. (ge)
Cultura
Bon Jovi vai ganhar uma cinebiografia produzida pela Universal Pictures mostrando os anos de formação da banda de Nova Jersey, que vendeu mais de 130 milhões de álbuns e entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll e dos Compositores. Com roteiro de Cody Brotter, o longa será produzido por Kevin J. Walsh e Gotham Chopra e terá a participação do líder Jon Bon Jovi. O foco do filme será a trajetória da banda até o lançamento de seu terceiro álbum, Slippery When Wet (Spotify), que vendeu 30 milhões de cópias e incluía os hinos de estádio Livin' On A Prayer e You Give Love A Bad Name. (Deadline)
A literatura hispano-americana sofreu mais uma perda, nesta terça-feira, com a morte do escritor peruano Alfredo Bryce Echenique, aos 87 anos. Autor de Um Mundo para Julius e Não Me Espere em Abril, era considerado o narrador peruano mais bem-sucedido ainda vivo, após o vencedor do prêmio Nobel Mario Vargas Llosa, falecido no ano passado. Publicou seu último livro, a autobiografia Permiso para Retirarme, em 2001, terceiro volume de suas chamadas “Antimemórias”. Nascido em Lima, Bryce Echenique foi professor universitário em Paris e Montpellier, na França, retornando a seu país no início do século, tendo vivido longe da atenção pública em seus últimos anos. (Globo)
A edição 2026 do João Rock já tem as primeiras atrações confirmadas, com Os Paralamas do Sucesso, CPM 22 e Detonautas na programação. Com um leque mais abrangente de estilos, também foram escalados Zé Ramalho, Marina Sena, Criolo e Armandinho para o festival que acontece no dia 1º de agosto, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. No total, serão 27 nomes distribuídos em cinco palcos ao longo de 14 horas ininterruptas de música. A pré-venda de ingressos começa no próximo dia 17 pelo site do evento. (Rolling Stone)
Cotidiano Digital
O Ministério da Justiça enviou um ofício ao TikTok exigindo explicações, em até cinco dias, sobre a disseminação da trend “se ela disser não”, na qual homens encenam atos violentos como reação a possíveis rejeições de mulheres. A pasta argumenta que houve uma falha sistêmica no dever de cuidado da plataforma e cobra o detalhamento das medidas de moderação proativa, auditorias nos algoritmos de recomendação e informações sobre a monetização desses vídeos. O movimento ocorre em paralelo a um inquérito da Polícia Federal, que já derrubou perfis envolvidos. (g1)
O Google anunciou nesta terça-feira uma integração profunda da inteligência artificial Gemini em todo o seu ecossistema de produtividade, transformando Docs, Sheets, Slides e Drive em colaboradores ativos. A novidade é que a IA agora passa a conseguir ler e cruzar dados de diferentes fontes, como buscar informações em e-mails no Gmail ou atas de reunião no Drive, para criar rascunhos, planilhas orçamentárias e apresentações visuais completas de forma automática. No Drive, a busca por arquivos evoluiu para um sistema de perguntas complexas, permitindo que o usuário peça resumos sem precisar abrir um PDF. As ferramentas começam a ser liberadas hoje em versão beta para assinantes dos planos Pro e Ultra. (TechCrunch)
E o YouTube expandiu seu sistema de detecção de semelhança para um grupo piloto de jornalistas e políticos, permitindo que eles rastreiem deepfakes que usem seus rostos com uma ferramenta que funciona como um Content ID facial. No entanto, a plataforma avisou que sátiras e paródias de líderes mundiais devem permanecer no ar para preservar a liberdade de expressão. Embora o foco atual seja o combate à desinformação, o YouTube já estuda formas de permitir que figuras públicas autorizem e até monetizem seus próprios clones de IA no futuro. (The Verge)
Meio em vídeo. No novo episódio de Pedro+Cora, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai discutem os limites do uso de dados armazenados pelas IAs, após o recente conflito do governo estadunidense com a Anthropic e com a OpenAI. Saiba tudo sobre o assunto. (YouTube)
A desinformação não é apenas ideológica — muitas vezes, é lucrativa. No curso Golpes, deepfakes e IA: como se proteger na era da desinformação você aprende, com Sérgio Lüdtke, como operam golpes virtuais, quem são os agentes por trás dessas estratégias e quais táticas de persuasão são usadas para explorar medo, urgência e autoridade. Vem garantir sua vaga e saber mais detalhes aqui.



