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Cultura

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Adversário de ‘Ainda Estou Aqui’, filme iraniano foi feito na clandestinidade

Imagine se Walter Salles tivesse de fugir a pé do Brasil e se refugiar na Europa para lançar Ainda Estou Aqui na Alemanha. Foi o que aconteceu com o diretor iraniano Mohammad Rasoulof, com seu filme A Semente do Fruto Sagrado, que concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional, além de ser vencedor do prêmio especial do júri no Festival de Cannes de 2024.

‘O puro suco do Carnaval carioca’

Fotos: Andre Arruda

Num quarto sem ar-condicionado nos fundos de uma casa no subúrbio de Marechal Hermes, Jairo Gomes Junior, o Jairinho Madruga, glittera com paciência as máscaras das fantasias de Bate-bolas. Uma por uma. A glitteração é a parte nobre do ofício artesanal das fantasias. É basicamente o processo de acabamento manual de passar cola sobre desenhos rascunhados e aplicar purpurina, bater o excesso, esperar secar e repetir a operação, camada por camada. Jairinho é o principal pintor de máscaras do universo Bate-bola carioca, que reúne dezenas de milhares de pessoas pelos subúrbios, longe da fama dos blocos-empresa e da elite do grupo especial da Sapucaí.

Filme ‘Emilia Pérez’ é o grande vencedor do César Awards 2025

Musical policial de Jacques Audiard, o longa Emilia Pérez foi o grande vencedor do César Awards 2025, equivalente ao Oscar francês, na noite desta sexta-feira, ao levar as estatuetas de melhor filme, diretor, roteiro adaptado e cinematografia. Indicada na categoria de melhor atriz, Karla Sofía Gascón fez sua primeira aparição pública, após a polêmica envolvendo postagens antigas de cunho discriminatório nas redes sociais. Mas a estatueta ficou com Hafsia Herzi por sua atuação em Borgo. O prêmio de melhor filme internacional ficou com Zona de Interesse, de Jonathan Glazer. Por conta da data de estreia, Ainda Estou Aqui não concorreu à 50ª edição do César, sendo elegível para a disputa do ano que vem. (Variety)

Campanha de ‘Ainda Estou Aqui’ ao Oscar é incalculável, dizem fontes

A disputa pelo Oscar levou a equipe do filme Ainda Estou Aqui a uma verdadeira maratona de estreias em cinemas e festivais pelo mundo. Mas o produtor Rodrigo Teixeira explica que “Não existe ‘a’ campanha para o Oscar” ou um orçamento específico para isso. “Se há uma estratégia nisso que chamam de campanha é fazer com que o filme seja visto pelo maior número possível de pessoas”, afirma a produtora Maria Carlota Bruno, que está na VideoFilmes, empresa de Salles, desde 1989. Os valores investidos nessa caminhada não são colocados por uma única empresa, como acontecia no modelo criado por Harvey Weinstein. Por se tratar de um investimento privado e haver cláusulas contratuais de sigilo, o total empenhado não é oficialmente divulgado, mas profissionais ligados à produção dizem que foi desembolsado ao menos de R$ 45 milhões, e não US$ 1,5 milhão, (cerca de R$ 8 milhões), informado pelo site IMDb. Com a vitória no Globo de Ouro, distribuidores passaram a investir mais nas campanhas locais, fazendo com que o orçamento de divulgação na disputa pelo Oscar se tornasse incalculável. (Folha)

Framboesa de Ouro elege ‘Madame Teia’ como pior filme do ano

Tradicionalmente entregue na véspera do Oscar, o Framboesa de Ouro anunciou, nesta sexta-feira, o longa Madame Teia como o pior filme do ano, além de pior roteiro e atriz, com Dakota Johnson. Coringa: Delírio a Dois também foi lembrado, levando pior sequência e combo em tela, com Joaquin Phoenix e Lady Gaga. Já o cineasta Francis Ford Coppola foi eleito pior diretor com seu projeto pessoal Megalópolis, que também venceu na categoria de pior ator coadjuvante com Jon Voight. Coppola agradeceu pelo prêmio sátira, em comunicado. “Estou muito feliz ao aceitar o Framboesa de Ouro em tantas categorias importantes, e pela honra especial de ser indicado como pior diretor, pior roteirista e pior filme em uma época em que tão poucos têm a coragem de enfrentar as tendências que prevalecem no cinema contemporâneo”, escreveu. (g1)

Mortes de Gene Hackman e esposa são chamadas de ‘suspeitas’ em mandado de busca

Investigadores acreditam que as mortes do ator Gene Hackman e sua esposa Betsy Arakawa são “suspeitas”, de acordo com um mandado de busca divulgado ontem. Hackman, 95, e Arakawa, 63, foram encontrados mortos na casa onde viviam em Santa Fé, Novo México, na tarde de quarta-feira. A causa das mortes não foi determinada, embora o Gabinete do Xerife do Condado de Santa Fé tenha dado a entender que não havia indícios de um crime. Em um requerimento para um mandado de busca, o detetive Roy Arndt disse a um juiz que as circunstâncias são “suspeitas o suficiente para exigir uma busca e investigação completas”. Os corpos foram encontrados por dois trabalhadores da manutenção que passavam pela rua. Arakawa estava deitada no chão do banheiro, com um frasco de remédio aberto e pílulas espalhadas por perto. Hackman estava na sala, ao lado da cozinha, com seus óculos escuros no chão. Pareceu ao detetive que ambos tinham caído de repente. Um cachorro morto também foi encontrado no armário do banheiro, perto do corpo de Arakawa. Havia outros dois cachorros saudáveis na propriedade. A porta da frente da casa estava aberta, embora não houvesse sinal de entrada forçada. O Corpo de Bombeiros e a empresa de gás foram chamados para verificar se havia vazamento de gás natural, o que poderia causar envenenamento por monóxido de carbono, mas nada foi detectado. Hackman venceu dois Oscar e será homenageado pela Academia na cerimônia de domingo. (Variety e CNN)

Osesp inicia temporada na Sala São Paulo com obras de Leonard Bernstein e Richard Strauss

Foto: Laura Manfredini

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) começa oficialmente a temporada de apresentações na Sala São Paulo entre os dias 13 e 15 de março com uma programação especial. O diretor musical e regente titular, Thierry Fischer, traz ao palco Crucifixus, de Antonio Lotti; a Sinfonia nº 5, de Gustav Mahler; e Quatro Últimas Canções, de Richard Strauss, tendo como convidada a soprano sul-africana Masabane Cecilia Rangwanasha.

John Lithgow confirma escalação como Dumbledore em ‘Harry Potter’ da HBO

Conhecido por seu trabalho em filmes como The World According to Garp (1982) e Laços de Ternura (1983), que lhe renderam duas indicações ao Oscar de melhor ator coadjuvante, o ator John Lithgow confirmou que interpretará Alvo Dumbledore na série de TV Harry Potter, projeto de longa duração da HBO e que será lançado entre fim de 2026 e início de 2027. O comentário de Lithgow, em entrevista ao site ScreenRant, faz dele o primeiro ator a ser confirmado para o elenco da série, que tem Francesca Gardiner como showrunner. Embora o ator, que tem 79 anos, não tenha revelado nenhum detalhe sobre a série, ele admite que a decisão de aceitar foi desafiadora por causa do imenso compromisso de tempo nesta fase de sua vida. “Bem, foi uma surpresa total para mim, não foi uma decisão fácil porque vai definir o último capítulo da minha vida”, disse. “Terei 87 anos na festa de encerramento, mas eu disse ‘sim’.” A HBO já confirmou que as filmagens da série começarão no verão de 2025 no Warner Bros. Studios Leavesden, no Reino Unido. (ScreenRant)

‘NYT’ aposta em dois Oscar para ‘Ainda Estou Aqui’

Foto: Divulgação

Totalmente ansiosos para domingo. O Brasil fará história se vencer seu primeiro Oscar com Ainda Estou Aqui, indicado a melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz. O New York Times aposta em Ainda Estou Aqui para vencer o prêmio de melhor filme internacional e Fernanda Torres para melhor atriz. Na categoria de melhor filme, no entanto, Anora sairá vencedor, acredita o jornal. Já segundo o Guardian, o filme de Walter Salles merece ganhar o prêmio máximo na cerimônia de domingo. Os argumentos são de que o longa possui “linda trilha sonora brasileira, atuações extraordinárias e empáticas e trabalho de câmera comovente”. Além disso, a temática dialoga com o presente. “O filme atingiu um acorde, no Brasil e ao redor do mundo, enquanto o público luta contra uma nova era autoritária, liderada por homens fortes obcecados por si mesmos, não muito diferentes daqueles que governaram o país durante o regime militar retratado”, afirma o diário britânico. (New York Times e Guardian)

Música da melhor qualidade e K-Pop nas telas

Timothée Chalamet encarna Bob Dylan em início de carreira. Foto: Divulgação

Música no cinema não é necessariamente sinônimo de musicais no estilo Noviça Rebelde, e as estreias desta semana são prova disso. Candidato em oito categorias do Oscar, Um Completo Desconhecido traz Timothée Chalamet, de Duna, como Bob Dylan em seu início de carreira. O documentário Becoming Led Zeppelin nos apresenta, com entrevistas e imagens inéditas de arquivo, às origens de uma dos mais importantes grupos de rock de todos os tempos. E, para os fãs de pop coreano, há um show inteiro da girl band IVE. Confira todas as estreias e veja os trailers.