Cultura

Oitenta anos, oito músicas: uma playlist de Chico Buarque feita por convidados do Meio

Oitenta anos, oito fãs, oito músicas. No aniversário de Chico Buarque, a convite do Meio, personalidades importantes do país tentam escolher uma única canção de um dos maiores e mais completos artistas de todos os tempos. “Missão impossível”, disse João Bosco, embora tenha conseguido. Fernanda Torres optou por duas, "um lado A e um lado B". São centenas de composições que passam por diversos estilos e compõem a trilha sonora do Brasil dos últimos 60 anos, desde que o artista lançou, em 1966, seu álbum de estreia, Chico Buarque de Hollanda – aquele mesmo em que ele aparece feliz e triste, em retratos de Dirceu Côrte Real, uma capa campeã de aplausos e memes. Os convidados foram, além de Bosco e Torres, a escritora Carla Madeira, a filósofa Djamila Ribeiro, o ator Fábio Porchat, o jornalista Nelson Motta, o neurocientista Sidarta Ribeiro e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou de pensar por um instante na reunião do Copom para “ver o capim, ver o baobá, e escolher Assentamento. São músicas “que o próprio tempo vai parar para ouvir. E nós também.

Peça é cancelada após ator Ian McKellen cair do palco e ser hospitalizado

Famoso por suas atuações na trilogia de O Senhor dos Anéis como Gandalf, Ian McKellen foi hospitalizado em Londres, após cair do palco, quando se apresentava na peça Player Kings, uma adaptação das duas peças de William Shakespeare Henrique IV, dirigida por Robert Icke. Ele estava em uma cena de batalha quando se desequilibrou e caiu. O público foi evacuado do teatro e o espetáculo foi cancelado, enquanto o ator foi encaminhado para o hospital. Um representante da casa de espetáculos informou que o artista de 85 anos “terá uma recuperação rápida e completa” e que está “de bom humor”. Para auxiliar na recuperação, a produção da peça decidiu cancelar a apresentação desta terça-feira “para que Ian possa descansar”. (Variety)

Executivo da Sony acende o mundo do cinema com declaração sobre último filme de Tarantino

Declaração de executivo da Sony enche de esperança os fãs de Quentin Tarantino

O décimo e último filme de Quentin Tarantino antes de sua prometida aposentadoria pode ser retomado. Ontem em Barcelona, no primeiro dia da feira de cinema CineEurope, o presidente de distribuição internacional da Sony, Steven O'Dell, encheu de esperança os fãs do diretor de Pulp Fiction de que um projeto pode sair do papel em breve. O executivo da Sony, que lançou Era Uma Vez em Hollywood em 2019, disse ao apresentar os próximos filmes do estúdio que espera voltar a trabalhar com Tarantino. “Esperamos que Tarantino faça seu último filme conosco”, disse O'Dell ao público presente.

Morre Anouk Aimée, estrela de ‘Um Homem, Uma Mulher’

O cinema francês perdeu um de seus maiores mitos com a morte da atriz Anouk Aimée, aos 92 anos, estrela de filmes clássicos como Um Homem, Uma Mulher (1966), de Claude Lelouch, que lhe valeu um Globo de Ouro de melhor atriz e a indicação ao Oscar. A informação, sem detalhes sobre a causa da morte, foi compartilhada nas redes sociais pela filha dela nesta terça-feira. Anouk nasceu Judith Dreyfus em 1932, filha de um casal de atores. Durante a ocupação nazista da França, adotou o sobrenome da mãe, Durand, para disfarçar a origem judaica e escapar de perseguições. Estreou no cinema em 1947 em La Maison Sous la Mer vivendo a adolescente Anouk, de onde tirou seu nome artístico – Aimée é “amada” em francês. Dois anos depois, estrelou Os Amantes de Verona, adaptação de Andre Cayette para Romeu e Julieta. Ao longo das décadas seguintes, estrelou longas antológicos como La Dolce Vita e Oito e Meio, ambos de Fellini, e O Encontro, de Sidney Lumet, e se tornou mundialmente famosa com o clássico de Lelouch. Retomou o papel em duas continuações, Um Homem, Uma Mulher, 20 anos depois, de 1986, e Os Melhores Anos de Uma Vida, de 2019, seu último trabalho. (Hollywood Reporter)

‘Problema dos três corpos’ vai ganhar filme dirigido por Zhang Yimou

Após alcançar um público maior com o sucesso recente de uma série na Netflix, uma nova adaptação dos romances de ficção científica O Problema dos Três Corpos agora vai virar um filme dirigido pelo veterano cineasta chinês Zhang Yimou, conhecido por A Grande Muralha (2016), e vencedor de um Urso de Ouro de Berlim e dois Leões de Ouro de Veneza. Publicado pela primeira vez em 2008, o livro é o primeiro de uma série do romancista chinês Liu Cixin, que conta a história do primeiro contato da humanidade com uma civilização alienígena. De acordo com o CEO da Enlight Media da China, o longa está em fase de pré-produção. (Deadline)

Morre a atriz Jacqueline Laurence, aos 91 anos, no Rio de Janeiro

Morreu na madrugada desta segunda-feira a atriz Jacqueline Laurence, aos 91 anos, no Rio de Janeiro. De acordo com o Hospital Municipal Miguel Couto, ela teve uma parada cardíaca. Nascida em Marselha, na França, chegou ao Brasil ainda na adolescência com o pai, que era jornalista. Mas foi nas telas de TV que encontrou seu próprio caminho, interpretando papéis de mulheres sofisticadas em novelas da Globo, como Dancin’ Days, Guerra dos Sexos, Cambalacho, Senhora do Destino e Babilônia. Sua última participação em folhetins foi em Salve-se Quem Puder. Nos palcos, dirigiu o Besteirol, um dos movimentos teatrais mais simbólicos do Rio de Janeiro nos anos 1980, que revelou nomes como Miguel Falabella e Mauro Rasi. (g1)

Tony Awards premia os melhores espetáculos de teatro dos Estados Unidos

A atriz e cantora Maleah Joi Moon venceu como melhor atriz de musical em sua estreia na Broadway

Foi noite de festa no Lincoln Center, em Nova York, na cerimônia do 77º Tony Awards, o grande prêmio de teatro dos Estados Unidos, neste domingo. “Stereophonic”, que fala sobre uma banda de rock e a tensão entre arte e show business, venceu como melhor peça, e “The outsiders”, adaptação de um romance da escritora S.E. Hinton sobre um grupo de adolescentes briguentos de Oklahoma, conquistou a estatueta mais desejada da Broadway como melhor musical. Veja a lista completa de premiados.

Chico Buarque completa 80 anos de vida e arte em diferentes formatos

Um dos maiores nomes da música brasileira, o cantor, compositor e escritor Chico Buarque completa 80 anos nesta quarta-feira. Contemporâneo dos principais movimentos musicais das últimas décadas, como a Jovem Guarda e a Tropicália, o músico inaugurou sua carreira ainda em 1966, ao lançar o álbum Chico Buarque de Hollanda, que incluía faixas que se tornaram clássicos nacionais, como A Banda, que venceu o II Festival de Música Popular Brasileira na voz de Nara Leão. Filho do historiador, sociólogo e escritor Sérgio Buarque de Hollanda, cresceu em meio à intelectualidade do país, o que não lhe deu certeza imediata do que fazer da vida. “Quis ser palhaço, bombeiro, intelectual, jogador de futebol, padre, deputado, ladrão de automóveis, galã e arquiteto. Nada deu certo, e acabei mesmo tocando violão”, contou, em entrevista à Fatos e Fotos, em 1967. As agitações políticas pelos quais o Brasil passou na ditadura entre as décadas de 1960 e 80 também foram usadas como combustível para a criatividade e poesia de Chico, com sambas como Apesar de Você, Construção e Acorda Amor, mas também sendo um dos porta-vozes da esperança, com Vai Passar, hino do movimento Diretas Já. Versátil, passeou por outros estilos, como o rock em Jorge Maravilha, a valsa de João e Maria e o infantil Saltimbancos. (Globo)

Lilia Schwarcz homenageia Lima Barreto em cerimônia de posse na ABL

A historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz assumiu a cadeira 9 da Academia Brasileira de Letras nesta sexta-feira em cerimônia realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro. Ela sucede o diplomata e historiador Alberto da Costa e Silva, grande estudioso sobre África e seu mentor. Em seu discurso, Schwarcz lembrou ser apenas a 11ª mulher na ABL, fundada em 1897 e que só aprovou a entrada feminina em 1976. “A agenda da diversidade, aquela em que me formei, na história e na antropologia, diz respeito à variedade e à convivência de ideias, com vistas à alteridade”, disse. “Ainda vivemos, porém, em um país que é o quinto maior na triste marca dos feminicídios e o campeão em transfeminicídios; que penaliza mais o aborto do que o estupro; que desrespeita reservas e direitos indígenas conquistados por quem vive há milênios em paz com a floresta; que sistematicamente destrói seu meio ambiente”, continuou.

Deep Purple anuncia show em SP antes do Rock in Rio

O Deep Purple (Spotify) anunciou um novo show no Brasil, que deve ocorrer no Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 13 de setembro. A apresentação será dois dias antes da banda de heavy metal subir ao palco Sunset do Rock in Rio, enquanto prepara o novo álbum, =1, previsto para ser lançado em julho. A banda retorna ao país, após ter se apresentado na edição brasileira do Monsters of Rock, em abril do ano passado. Os ingressos para o show na capital paulista custam entre R$ 350 e R$ 850,00 e começam a ser vendidos no site da Ticket 360 a partir desta segunda-feira. (Estadão)