Escritórios do X são alvo de buscas na França; Grok segue gerando imagens sexualizadas sem consentimento
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Os escritórios franceses do X, empresa de Elon Musk, foram alvo de uma operação da promotoria de Paris no âmbito de uma investigação que apura suspeitas como extração ilegal de dados e possível cumplicidade na posse e distribuição de pornografia infantil. O procurador informou que Musk e a ex-CEO da empresa, Linda Yaccarino, foram intimados a depor em abril. A apuração, iniciada em janeiro de 2025 com foco no funcionamento de algoritmos da plataforma, foi ampliada para incluir o Grok, chatbot de IA acusado de gerar deepfakes sexuais sem consentimento. Não parou na França: em paralelo, o órgão britânico de proteção de dados abriu uma investigação própria sobre o Grok, citando riscos à privacidade. O X voltou a classificar as investigações como ataques à liberdade de expressão. (BBC)
Aliás, o Grok continua gerando imagens sexualizadas de pessoas mesmo quando os usuários avisam explicitamente que elas não consentem, mostrou uma investigação da Reuters. Após o X anunciar restrições públicas ao sistema, depois de uma onda global de indignação, repórteres testaram o Grok em dois momentos distintos e constataram que, fora das publicações abertas na plataforma, o chatbot seguiu atendendo pedidos desse tipo, inclusive quando informado de que as imagens seriam humilhantes ou envolveriam pessoas vulneráveis. Em testes comparativos, ferramentas concorrentes como ChatGPT, Gemini e Llama se recusaram sistematicamente a produzir conteúdos não consensuais e exibiram alertas éticos claros. (Reuters)


























