Estados Unidos apresentam plano de três etapas para a Venezuela
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Washington delineou um plano de três etapas para a Venezuela após a deposição do presidente Nicolás Maduro. Inicialmente, a estratégia prevê a “estabilização” do país, para evitar “que a situação descambe para o caos”. Em seguida, viria a supervisão da recuperação econômica, com a garantia de acesso “justo” de empresas americanas e ocidentais ao mercado venezuelano. “Ao mesmo tempo, iniciaremos o processo de reconciliação nacional na Venezuela, para que as forças de oposição possam ser anistiadas e libertadas das prisões ou repatriadas, e para que se comece a reconstruir a sociedade civil”, disse. “E a terceira fase, claro, será a de transição.” Rubio não mencionou a realização de novas eleições nem detalhou como se daria a transição de poder. A estabilização passa pelo isolamento de Caracas do mercado internacional, em uma “quarentena”, e pela apreensão de petroleiros, afirmou Rubio. (New York Times)
Mais cedo, as Forças Armadas americanas interceptaram dois navios petroleiros ligados à Venezuela. Um deles, o Marinera (antigo Bella 1) navegava sob bandeira russa no Atlântico Norte. O outro, o M/T Sophia, sem bandeira, operava no Caribe e foi acusado pelos EUA de realizar “atividades ilícitas”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, escreveu no X que “o bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o autorizado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor — em qualquer lugar do mundo”. A apreensão do Marinera provocou reação de Moscou, que acusou os EUA de violar o direito marítimo e citou a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar. De acordo com o Wall Street Journal, o navio havia recebido escolta de um submarino russo nos últimos dias, o que eleva o risco de escalada entre Washington e o Kremlin. (Guardian e Wall Street Journal)
O anúncio de que até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, antes destinados à China, seriam entregues aos EUA e vendidos sob controle direto da Casa Branca pressionou os preços globais do petróleo ontem. O barril recuou cerca de 1% nos principais mercados, diante da expectativa de aumento da oferta. A China acusou Washington de intimidação, alegando que o uso da força para controlar recursos energéticos venezuelanos viola normas internacionais. (Folha)
Donald Trump conversou ontem por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, no primeiro contato entre os dois após uma escalada de ataques públicos. O teor da conversa não foi divulgado e os líderes ainda não comentaram o telefonema. Uma fonte do gabinete de Petro, no entanto, descreveu a ligação, que durou mais de 30 minutos, como “cordial” e “respeitosa”. No domingo, o republicano afirmou que uma operação militar contra a Colômbia “soava bem”. Petro reagiu dizendo que Trump tem um “cérebro senil”. (UOL)
Depois de a Casa Branca admitir que discute caminhos para assumir o controle da Groenlândia, Trump afirmou que os EUA “sempre apoiarão a Otan”, mas disse duvidar que a aliança militar faça o mesmo por Washington. Já o secretário Marco Rubio informou que se reunirá com líderes dinamarqueses na próxima semana e disse que a intenção é comprar a Groenlândia, e não invadi-la. (g1 e UOL)
Pedro Doria: “Donald Trump representa a ruptura com o modelo liberal do mundo. Com a ideia de que os EUA se dão bem com livre-comércio. Com a ideia de que a ordem liberal é melhor para todos. Pode parecer com outras ações americanas no passado, mas o que guia a ação é outra coisa. Trump não acredita que mais democracias são melhores para os americanos. Não acredita em nada do que todo presidente americano do século 20 acreditava. Ele acredita em império, em tomar, em crescer assim”. Confira a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)

























