Master: Fachin arquiva relatório da PF contra Toffoli
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, arquivou o relatório da Polícia Federal que apontava conexões entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Dias Toffoli, então relator da investigação sobre supostas fraudes na instituição financeira. Mesmo com a relatoria tendo passado para André Mendonça, Toffoli ainda poderia ser considerado impedido, mas, com a decisão de Fachin, poderá votar normalmente nos processos envolvendo o Master. (CNN Brasil)
Mendonça, aliás, convocou para hoje uma reunião com delegados da PF responsáveis pelas investigações sobre o banco de Vorcaro. Na pauta estão as informações já apresentadas pela PF sobre o andamento da investigação e os próximos passos do caso. Segundo agentes, ainda falta ser feita perícia em 100 telefones celulares apreendidos. Na semana passada, Mendonça liberou à PF o acesso a todo o material do caso, derrubando as restrições impostas por Toffoli. (Estadão)
Enquanto fortalece a PF na investigação do Master, o ministro deixa de cabelo em pé o mundo político, como conta Malu Gaspar. As decisões do ministro dão fôlego à CPMI do INSS, foco de desgaste do governo, e fragiliza políticos do Centrão, em particular o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Daniel Vorcaro deveria depor hoje à CPMI, mas não comparecerá, amparado por uma liminar do ministro Mendonça. (Globo)
E o Palácio do Planalto já identificou que o escândalo do Master tem potencial negativo para o governo. Pesquisas apontam que o caso fez com que corrupção voltasse a ser uma das principais preocupações dos eleitores, independentemente de quem são os investigados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vinha ressaltando a ação contra banqueiros, foi aconselhado a tocar menos no assunto. (Folha)
Para ler com calma: Lula deu carta branca à PF para investigar Dias Toffoli, afirma Vera Rosa, o que aumentou dentro do Executivo o prestígio do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A ação criou mal-estar no Judiciário, enquanto no Legislativo, a despeito de o discurso ainda ser de “investigar tudo, doa a quem doer”, há um movimento para abaixar a temperatura. (Estadão)






























