Nos EUA e Europa, maioria decide abortar quando filho tem síndrome de Down
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Nos Estados Unidos e na Europa, são muitos os que decidem pelo aborto de criança com Síndrome de Down. Estima-se que nos EUA o número de abortos de fetos assim diagnosticados seja de 67% (estatística do período entre 1995 e 2011). Na França, 77% (2015), no Reino Unido, 90% (2011), na Dinamarca, 98%. No Estadão, Marcelo de Araújo, professor e Ética e Filosofia do Direito da UFRJ e da UERJ, escreve a partir dos dados: “Nos países em que o aborto não é proibido, muitas pessoas, que não são contra o aborto de modo geral, vêm se posicionando contra a decisão de abortar nos casos em que o exame pré-natal é positivo para trissomia 21. Alegam que apenas por preconceito somos levados a supor que a vida com uma criança que tem síndrome de Down é ruim para as crianças e um fardo para a família. Elas alegam também que o aborto nesses casos é uma afronta à dignidade das pessoas com síndrome de Down, uma forma velada de dizer que a vida delas é menos valiosa. Mas essas alegações são justificadas? Parece-me que não”.






























