Zelensky e líderes europeus se encontram com Trump por fim da guerra na Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu pela primeira vez que pode abrir mão de parte do território ocupado pela Rússia nas negociações de paz. A declaração foi feita depois de encontro com Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Europeia, em Bruxelas. De lá, os dois seguiram para Washington onde se reúnem de novo hoje. Além de von der Leyen, uma espécie de força-tarefa europeia acompanha Zelensky no encontro com o presidente americano Donald Trump: o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; o presidente finlandês, Alexander Stubb; e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O Central Meio recebe o cientista político e professor de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio.
EUA vetam proposta do Brasil no Conselho de Segurança
Os Estados Unidos vetaram no fim da manhã desta quarta-feira a proposta do Brasil no Conselho de Segurança da ONU para uma resolução sobre o conflito entre Israel e o Hamas. Como um dos cinco membros permanentes – ao lado de Rússia, França, Reino Unido e China – os EUA têm o poder de barrar qualquer proposta. A representante de Washington no conselho, Linda Thomas-Greenfield, disse que seu governo estava desapontado pela ausência no texto do direito de Israel à autodefesa. Ela também criticou a inclusão, por sugestão da Rússia, de um pedido de cessar-fogo imediato. Doze países, incluindo China e França, votaram a favor da proposta brasileira, enquanto Rússia e Reino Unido se abstiveram. (g1)
Dossiê acusa Rússia de usar fome como arma de guerra na Ucrânia
Um grupo internacional de advogados vai encaminhar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) um dossiê acusando a Rússia, em particular o presidente Vladimir Putin, de crimes de guerra. Segundo o documento, os invasores russos estão deliberadamente provocando fome na Ucrânica, atacando linhas de suprimentos para civis e a infraestrutura de distribuição de alimentos, água e energia. A acusação vem dias depois de um o relatório oficial apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmar que a Rússia usa sistematicamente tortura e maus tratos nas regiões ucranianas ocupadas. (Guardian e UN News)