Brasileiros seguem fora da lista de autorizados a deixar Gaza

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Um grupo de 599 estrangeiros foi autorizado a deixar neste sábado a Faixa de Gaza pela fronteira o Egito, porém, mais uma vez, nenhum brasileiro foi incluído na lista. Segundo o Itamaraty, o governo israelense garantiu que as 34 pessoas, entre brasileiros e parentes, que aguardam a autorização para sair do território palestino devem viajar para o Egito até quarta-feira. (g1)

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Na manhã deste sábado, um ataque aéreo israelense atingiu uma escola das Nações Unidas que estava servindo de abrigo a desalojados no norte de Gaza, matando 15 pessoas e ferindo mais de 70. A informação foi divulgada pela própria Agência da ONU de Assistência a Refugiados (UNRWA, na sigla em inglês), e as Forças Armadas de Israel não comentaram o incidente. Também no sábado, o enviado da ONU para assuntos humanitários, David Satterfield, afirmou que o número de palestinos que fugiram do norte de Gaza varia entre 800 mil e um milhão, o que agrava a crise humanitária no sul do território. (CNN)

E um dia depois de se reunir com o gabinete de guerra israelense, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se encontrou em Amã com os ministros do Exterior da Jordânia e do Egito. Em entrevista coletiva, Blinken disse que Gaza não poderá voltar ao status quo anterior, sob o controle do grupo terrorista Hamas, e enfatizou o apoio de Washington a uma solução de dois Estados (Israel e Palestina) e a um cessar-fogo humanitário para enfrentar a crise em Gaza. Ele ressaltou, porém o direito de Israel e se defender, dizendo que nenhum país do mundo aceitaria o massacre de seus cidadão, referindo-se aos atentados do Hamas em 7 de outubro, que deixaram 1.400 mortos em Israel. (BBC)

Para ler com calma. O escritor israelense Yossi Klein Halevi, autor de Cartas ao Meu Vizinho Palestino, é um conhecido militante pacifista em seu país, mas avalia que esta não é a hora de falar de paz. “Eu quero que Israel restaure a sua capacidade de dissuasão em relação aos seus inimigos no Oriente Médio. A região precisa saber que o que aconteceu no dia 7 de outubro foi uma aberração e não o princípio do fim da capacidade de Israel de se defender”, diz ele. Para Helevi, Benjamin Netanyahu está morto politicamente, mas continuara primeiro-ministro até o fim do conflito por falta de quem o substitua em seu partido. (Estadão)

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