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Pesquisa Meio Ideia: Tarcísio é o mais competitivo contra Lula em 2026

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Em um cenário ainda polarizado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como a principal alternativa da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, além de Tarcísio, nomes ligados ao bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentam desempenho relevante, mas apenas o governador paulista mantém competitividade em uma eventual disputa direta com o petista. Os dados são da primeira Pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13.

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Na simulação de segundo turno entre Lula e Tarcísio, o presidente aparece com 44,4% das intenções de voto, contra 42,1% do governador de São Paulo. Brancos e nulos somam 7,2%, enquanto 6,4% dizem não saber em quem votar.

Entre Lula e Tarcísio de Freitas, em que você votaria se as eleições fossem hoje? (ESTIMULADA)

Michelle Bolsonaro também mantém desempenho competitivo, embora mais distante. No confronto direto com Lula, o presidente registra 46%, enquanto a ex-primeira-dama soma 39%. Os votos brancos e nulos chegam a 8,6%, e 6,5% permanecem indecisos.

Entre Lula e Michelle Bolsonaro, em que você votaria se as eleições fossem hoje? (ESTIMULADA)

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), aparece em seguida entre os nomes da direita testados no segundo turno. Contra Lula, marca 37%, ante 46% do presidente. Brancos e nulos representam 10,1%, e 7% dizem não saber.

Entre Lula e Ratinho Jr., em que você votaria se as eleições fossem hoje? (ESTIMULADA)

Nos demais cenários, a vantagem de Lula se amplia. Contra Ronaldo Caiado, o presidente soma 46,3%, enquanto o governador de Goiás registra 36,5%. Nesse confronto, 10,6% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 6,7% dizem não saber. Romeu Zema aparece com 36,1%, também diante de 46,3% de Lula, com 10,8% de brancos e nulos e 6,9% de indecisos.

Já Flávio Bolsonaro alcança 36% em um eventual segundo turno, contra 46,2% do petista; 9,8% declaram voto em branco ou nulo, e 8% permanecem indecisos.

Entre Lula e Flávio Bolsonaro, em que você votaria se as eleições fossem hoje? (ESTIMULADA)

Em meio à escassez de nomes competitivos no campo bolsonarista, o diretor de jornalismo do Meio, Pedro Doria, avalia que o primeiro retrato do ano eleitoral mostra que a direita “só tem um candidato competitivo: Tarcísio de Freitas. Aquele que o bolsonarismo escanteou”.

Os piores desempenhos aparecem nos confrontos com nomes menos conhecidos nacionalmente. Renan Santos (Missão), líder do MBL, soma 23,5%; o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD), 23%; e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 19%, enquanto Lula varia entre 45% e 46,5%. Nesses cenários, os percentuais de votos brancos, nulos e indecisos chegam a ultrapassar 25%.

A pesquisa Meio Ideia está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026 – BRASIL e ouviu 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em todas as regiões do país, por meio de entrevistas telefônicas realizadas entre os dias 8 e 12 de janeiro. A amostra é representativa do eleitorado brasileiro e o levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%. Em função de arredondamentos, a soma dos percentuais pode não totalizar exatamente 100%.

Primeiro turno ainda entre petismo e bolsonarismo

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem a apresentação prévia de nomes, o presidente Lula concentra 32% das intenções de voto. Mesmo fora do páreo — condenado e preso por tentativa de golpe de Estado —, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda é citado por 9,5%, à frente do filho Flávio Bolsonaro (6,6%) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (6,1%).

Michelle Bolsonaro aparece com 3,6%. Ratinho Jr. é lembrado por 1,7%; Eduardo Leite por 1,5%; e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), por 1,2%. Ronaldo Caiado soma 0,7%; Romeu Zema, 0,6%; Eduardo Bolsonaro (PL); 0,5%, e Renan Santos, 0,4%. O grupo de eleitores que ainda não sabe em quem votar chega a 27,4% na espontânea, enquanto 7,7% declaram voto branco, nulo ou em ninguém. “A pesquisa, através da pergunta espontânea de intenção de voto, revela que no imaginário coletivo da opinião pública a eleição ainda é essencialmente entre Lula e Bolsonaro. Os outros pré-candidatos precisam se apresentar ao país”, afirma Cila Schulman, CEO do Ideia.

Em 2026 teremos eleições para presidente do Brasil, se as eleições fossem hoje em quem você votaria? (ESPONTÂNEA)

Já nos cenários estimulados de primeiro turno, Lula lidera todas as simulações. Em um deles, o presidente figura com 40,2%, contra 32,7% de Tarcísio.

Em qual desses candidatos você votaria para Presidente da República se a eleição fosse hoje? (ESTIMULADA)

Nos cenários estimulados com Flávio Bolsonaro, Lula amplia sua vantagem. O senador fica 26,5% contra 39,7% de Lula quando Ratinho Jr. (7%) é testado junto.

Em qual desses candidatos você votaria para Presidente da República se a eleição fosse hoje? (ESTIMULADA)

Quando o candidato da centro-direita é Eduardo Leite (2,8%), Flávio aparece com 27,6% e Lula, com 39,6%.

Em qual desses candidatos você votaria para Presidente da República se a eleição fosse hoje? (ESTIMULADA)

Já Michelle Bolsonaro aparece com cerca de 29% nas simulações em que é apresentada e Ratinho Jr. está com 6%. Contra a ex-primeira-dama, Lula fica com 40%.

Em qual desses candidatos você votaria para Presidente da República se a eleição fosse hoje? (ESTIMULADA)

Romeu Zema e Ronaldo Caiado oscilam entre 3% e 5%, enquanto o percentual de indecisos varia entre 10% e 13%.

O levantamento também mediu a rejeição dos pré-candidatos. Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum para presidente, 40,8% dos entrevistados citaram Lula. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 30%, seguido por Michelle Bolsonaro (26,1%) e Tarcísio de Freitas (16,2%). Na sequência vêm Romeu Zema (12,8%), Ratinho Jr. (12,5%) e Eduardo Leite (12,1%). Renan Santos registra 11,6% de rejeição, enquanto Ronaldo Caiado soma 10,5% e Aldo Rebelo, 8,1%. Apenas 3,1% afirmam não se opor a nenhum dos nomes apresentados.

E se os candidatos fossem estes e a eleição fosse hoje, em quem VOCÊ NÃO VOTARIA DE JEITO NENHUM para presidente do Brasil? Mais algum? Algum outro? (Resposta Múltipla)

Apesar de o cenário eleitoral ainda estar em formação, a maioria do eleitorado afirma já ter uma decisão tomada. Segundo a pesquisa, 64,5% dizem estar decididos sobre o voto para presidente em 2026, enquanto 35,5% afirmam que ainda podem mudar de escolha. Para Mauricio Moura, fundador do Ideia, o levantamento demonstra a estreita margem de manobra com a qual as campanhas presidenciais terão de lidar. “Acreditamos que essa eleição será decidida por 3 pontos percentuais do eleitorado”, analisa.

Aliás, esse grau de definição convive com uma avaliação dividida do governo Lula. Para 15% dos entrevistados, a gestão é ótima, e para 20%, boa. Outros 20,5% classificam o governo como regular, enquanto as avaliações negativas somam 41,4%, sendo 18,6% ruim e 22,8% péssimo.

Como você avalia o governo de Lula até o momento?

A divisão também aparece na percepção sobre a atuação direta do presidente. Na pergunta direta sobre a condução do trabalho de Lula, 47% dizem aprovar sua atuação, enquanto 50% desaprovam. Ainda, para 46,9%, Lula merece continuar na cadeira após o pleito deste ano, contra 50% que discordam. Em ambos os casos, 3,1% dos entrevistados não souberam opinar.

Você aprova ou desaprova a maneira como Lula está lidando com seu trabalho como presidente?

As avaliações por área reforçam o quadro de fragmentação e insatisfação. Na economia, 32,2% classificam a atuação do governo como ótima ou boa, enquanto 43,4% a consideram ruim ou péssima; outros 21,5% avaliam como regular. A situação é mais delicada na segurança pública, que concentra o pior saldo: apenas 25,6% aprovam a atuação do governo, contra 48,7% de avaliações negativas, além de 22,4% que a classificam como regular. Na saúde, as opiniões positivas somam 32,1%, frente a 41,5% de avaliações negativas, com 23,2% de respostas regulares. Já na educação, o governo apresenta o melhor desempenho relativo, com 37,9% de avaliações ótimas ou boas, 39,1% ruins ou péssimas e 20,2% regulares.

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