Humor e raquetadas premiadas nas telas dos cinemas

Receba as notícias mais importantes no seu e-mail
Assine agora. É grátis.
Você não gosta de biopics nem filmes de esportes? Então pode ver Marty Supreme, de Josh Safdie, sem sustos. Ok, teoricamente é a biografia do campeão de pingue-pongue (tá, tá, tênis de mesa) Marty Reisman (1930-2012), mas Safdie mudou o sobrenome do personagem para Mouser a fim de ter mais liberdade criativa, e o longa dedica pouco ou nenhum tempo aos detalhes do esporte. O foco são as aventuras e desventuras do protagonista, papel que deu a Timothée Chalamet o Globo de Ouro de melhor ator em comédia. Sim, a pegada do filme é cômica, com as vigarices e peripécias amorosas de Marty, perseguições (de carro, a pé etc.) e movimentos surreais, mas verdadeiros, com a raquete e a bolinha.
Um dos maiores cineastas das últimas décadas, o sul-coreano Park Chan-Wook nos brinda com A Única Saída, uma comédia de humor sombrio que lida com a cultura de competição e o consumismo da sociedade capitalista. Durante 25 anos, Man-Su foi o funcionário exemplar de uma empresa, dando uma vida confortável e até com alguns luxos para a esposa e os filhos. Até que a firma é vendida para americanos e ele se vê desempregado. Uma nova vaga aparece, mas há dezenas de outros candidatos igualmente qualificados, o que o leva a uma solução drástica: matar todos.
Chris Pratt e a sempre ótima Rebecca Ferguson estrelam Justiça Artificial, de Timur Bekmambetov. Trata-se de um thriller de, por enquanto, ficção científica sobre uma sociedade em que a aplicação da lei foi entregue à inteligência artificial e o princípio da presunção de inocência virou letra morta. O detetive Chris Raven (Pratt) está preso em uma cadeira diante da Juíza Maddox (Ferguson), uma IA que ele próprio ajudou a desenvolver e que atua como promotora, júri, juíza e executora. O policial é acusado de matar a própria esposa e terá acesso a todos os sistemas de dados da cidade para provar a própria inocência em 90 minutos. Do contrário, será morto ali mesmo. Mas talvez Raven seja apenas o bode expiatório para julgar o sistema.
Lançado em 1999 pelo lendário estúdio Konami, o videogame Silent Hill mostrou que jogos de terror podiam ser mais assustadores que os melhores filmes do gênero — a franquia chegou a ser adaptada para as telonas em 2006 e 2012. Eis que chega agora mais uma versão cinematográfica, Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno, de Christophe Gans. Trata-se de uma adaptação direta do jogo Silent Hill 2, de 2001. James (Jeremy Irvine), que não conseguiu superar a perda de sua amada Mary, encontra um dia uma carta dela pedindo-lhe que volte para “o lugar deles”, o que o leva à assombrada cidadezinha do título. O que acontece dali em diante é para os que não têm medo do medo.
E para as crianças há a animação Monarcas: O Conto das Borboletas, de Sophie Roy e Jean-François Pouliot. Patrick é uma borboleta monarca macho que sonha em fazer a grande migração de sua espécie para o sul. O problema é que uma de suas asas é atrofiada, o que o impede de voar, mas não de sonhar. Com seus melhores amigos, a lagarta Marty e Jennifer, uma monarca que não voa por medo de altura, ele vai dar um jeito de ir para o sul — e enfrentar os predadores no caminho.
Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)


