Mortes em protestos no Irã disparam e governo fala em “acolher queixas”, mas repressão continua
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Diante da crescente onda de protestos contra o governo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu acolher as queixas econômicas dos manifestantes, mas não deu sinais de que vá recuar na repressão. Grupos de direitos humanos afirmam que o número de mortos subiu para quase 500 nos últimos dias, ou possivelmente muito mais. “Nossa responsabilidade é resolver e atender às queixas do povo. Mas também temos o dever de não permitir que os manifestantes desestabilizem o país”, disse o presidente em entrevista à televisão estatal iraniana no sábado. (New York Times)
Para ler com calma. Os governantes do Irã não enfrentam apenas uma onda de protestos internos. Os últimos dois anos de conflitos na região tornaram a República Islâmica mais vulnerável. Seus aliados no Líbano e na Síria foram eliminados ou enfraquecidos, enquanto os ataques ousados de Israel dentro do Irã ilustraram a fragilidade e o comprometimento do regime. O líder supremo do país, Ali Khamenei, ainda fala do Estado iraniano na vanguarda da “resistência” contra a hegemonia americana e as conspirações israelenses, mas um número crescente de iranianos comuns enxerga um establishment corrupto, fechado em si mesmo, assolado pela incompetência e incapaz de manter o país seguro. (Washington Post)






























