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Não é o PIB que vota. É a fatura do cartão
O famoso escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo criou um personagem de humor conhecido como analista de Bagé. Para esse personagem, a economia tinha uma filosofia bastante simples: “Inflação é quando o dinheiro que está no seu bolso não vale nada, recessão é quando vale mas não está no seu bolso”. E dinheiro no bolso (ou falta de) é um tema central dessa eleição.
A eleição de 2026 passa pelas mulheres
Toda reeleição é um julgamento retrospectivo. A pergunta central não é quem promete o futuro mais sedutor, mas se a experiência recente merece continuar.
É a agenda que escolhe o candidato
A eleição de 2026 já tem dois problemas definidos antes mesmo de ter candidatos: a oposição ainda não tem projeto, e o governo já tem fragilidades claras em segurança pública e ainda patina na economia. Para o campo oposicionista, o problema é duplo: a dificuldade de definir nomes competitivos e, sobretudo, a ausência de um projeto de país que vá além do antipetismo e que não fique atolado somente nas demandas do bolsonarismo. Para o governo, o desafio é mais objetivo: a pesquisa Meio/Ideia de fevereiro indica que suas maiores fragilidades estão nas avaliações negativas em segurança pública e na economia, dois temas que caminham para se tornarem a agenda da sociedade neste ciclo eleitoral. E, segurança pública, por exemplo, é um tema que puxa para baixo a aprovação e avaliação geral do atual governo.
Eleições presidenciais 2026: 3 vetores e 3 pontos percentuais
A primeira pesquisa do ano eleitoral de 2026, realizada pelo Meio Ideia com 2.000 entrevistas, revela três vetores que devem orientar a dinâmica eleitoral até outubro. O primeiro é a incapacidade do eleitor de apontar, a nove meses do pleito, um candidato preferido na pergunta espontânea. Sem estímulo, a maioria consegue citar apenas Lula (32%) e Jair Bolsonaro (9.5%), ainda que este último não possa concorrer. Isso indica não apenas que os nomes da oposição ainda não estão colocados, mas que os potenciais candidatos permanecem desconhecidos nacionalmente. No Brasil, onde o eleitor precisa chegar à urna já sabendo em quem votar, esse dado tem peso estrutural e mostra a desconexão entre imaginário da opinião pública e o varejo da política de Brasília.