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27 de junho de 2019
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Bolsonaro chega para reunião do G-20 sob pressão ambiental


Jair Bolsonaro chega hoje ao Japão, para sua primeira reunião do G-20, sob críticas. Philip Alston, o relator especial da ONU para pobreza extrema e direitos humanos criticou, em relatório, a política ambiental do novo governo brasileiro. “Muitos países estão dando passos de pouca visão na direção errada”, pôs no texto. “No Brasil, o presidente Bolsonaro prometeu abrir a Floresta Amazônica para a mineração, acabar com a demarcação de terras indígenas e enfraquecer as agências e proteções ambientais.” Em Amsterdã, para aumentar a visibilidade da questão, o grande painel que formava o slogan ‘Iamsterdam’ foi substituído por outro — ‘Iamazonia’. Não é só no entorno que a questão ambiental ganha peso no Brasil. A premiê alemã, Angela Merkel, afirmou que pretende ter uma conversa com Bolsonaro a respeito do desmatamento brasileiro. “Assim como vocês, vejo com grande preocupação as ações do presidente brasileiro.” (G1)

Pois é... Bolsonaro respondeu quando desembarcava em Osaka. “O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores”, disse a repórteres, “que vieram para ser advertidos por outros países. A situação aqui é de respeito com o Brasil. Não aceitaremos tratamento no passado como alguns chefes de Estado tiveram aqui.” (Estadão)

O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, da Força Aérea Brasileira, foi preso em Sevilha, na Espanha, por tráfico de drogas. Ele estava no avião reserva da Presidência e fazia parte da comitiva levada por Jair Bolsonaro para a reunião do G-20, que será no Japão. De acordo com a Guarda Civil espanhola, havia 37 tijolos de cocaína, no total 39kg, em sua mala de mão. O sargento sequer se deu ao trabalho de esconder — mas não contava com ter de passar obrigatoriamente pelo controle alfandegário na escala europeia. Silva Rodrigues está preso, sem direito a fiança. (El País)

De acordo com agentes da Polícia Federal ouvidos pelo repórter Allan de Abreu, Silva Rodrigues burlou o raio-x da base aérea da FAB, em Brasília. A quantidade de cocaína que levou é rara — mulas costumam transportar entre um e dois quilos. Estes 39 quilos podem chegar a € 2 milhões no mercado europeu. (Piauí)

Desde 2011, o sargento fez ao menos 29 viagens no Brasil e no exterior, muitas como parte do staff presidencial. Destas, 14 foram no governo Michel Temer e, quatro, no período Dilma Rousseff. Ele costumava trabalhar como comissário. (Folha)

Bolsonaro segue caminho para o Japão. Via Twitter, comentou o episódio. “Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio de ontem, ocorrido na Espanha, é inaceitável”, opinou. “Exigi investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB. Não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso país!”

A Folha de S. Paulo publicou ontem um editorial que pondera a respeito dos impactos possíveis dos vazamentos de mensagens entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato trazidos à tona pelo Intercept Brasil. No conjunto, o texto busca equilíbrio — mas uma frase provocou intenso debate em algumas redações. “Não menos importante”, escreveu o editorialista, “ainda não se atestou a autenticidade das mensagens.” Editoriais representam a opinião do jornal. E a Folha é a primeira parceira do Intercept na publicação do conteúdo. (Folha)

Hoje, o jornal entra em mais detalhes. Lembra que seus repórteres encontraram, no acervo, conversas que tiveram com integrantes da força-tarefa. O jornalista Glenn Greenwald, cofundador do Intercept, afirma ter confiança na integridade. “É um material tão extenso que seria impossível alguém falsificar.” Sem que os procuradores cedam seus celulares, porém, uma perícia para confirmar autenticidade seria muito difícil, de acordo com um perito da Polícia Federal. Mesmo que os aparelhos sejam funcionais, há um debate jurídico a respeito da privacidade das comunicações. Seria possível, talvez, através dos chamados metadados, que armazenam informações como horário — aí é o caso de comparar horários dos diálogos com os dos metadados. Mas, para isso, seria necessário acesso ao acervo do Intercept. (Folha)

Lembrança do colunista Lauro Jardim: ontem Fabrício Queiroz completou seis meses sumido. Na última vez em que foi visto, deu uma entrevista ao SBT. Desde então, nada. (Globo)

Cultura


A Ancine decidiu normalizar os processos de análise e liberação de verbas para projetos audiovisuais por meio de programas de incentivo à produção nacional. Ao todo, 68 projetos pré-aprovados, que somam o orçamento total de R$ 196,635 milhões, estavam com tramitação suspensa. A maioria dos projetos está relacionada à produção de filmes e séries (Valor).

Mais de dois meses se passaram desde o incêndio que destruiu grande parte do teto da catedral de Notre-Dame, em Paris. Exceto pelo fato de que, como se suspeitava desde o início, não houve intenção criminosa, pouco se sabe sobre a causa. Em um comunicado, o procurador de Paris, Rémy Heitz, disse que as investigações realizadas não permitem, hoje, determinar as causas do incêndio. A possibilidade de que o fogo tenha começado por uma “falha no sistema elétrico” ou por “um cigarro mal apagado” estão entre as hipóteses mais valorizadas pelos investigadores.

Mundo: vovós japonesas fazem performance de hip hop para dar as boas vindas aos líderes do G20.

Viver


O movimento contra a vacinação é fruto de ignorância e ameaça uma das maiores conquistas da humanidade no século 20. A avaliação é do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), em entrevista à BBC News Brasil Mandetta destacou que o Brasil tem feito um esforço para conter epidemias, com vacinação em massa, e diz que o sistema de imunização brasileiro é referência internacional. "É um patrimônio que a gente tem que zelar”. Sul-matogrossense da capital Campo Grande, o atual ministro da Saúde é médico formado pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro (RJ).

Em 2010, quando as multas pela falta do uso da cadeirinha começaram a ser aplicadas no Brasil, 346 crianças, com até 9 anos, morreram nas rodovias. Em 2017 (dados mais recentes), foram 279, um número 19,4% menor. O estudo é do Conselho Federal de Medicina, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com base em dados do Ministério da Saúde. Isso quer dizer que as mortes de crianças em acidentes nas estradas diminuíram quase 20% desde que a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas nos carros passou a ser fiscalizada. O número de internações de crianças em estado grave também caiu: foram 814 em 2010 e 549 em 2017.

Pesquisadores brasileiros descobriram uma nova espécie de dinossauro que viveu na região noroeste do Paraná há 90 milhões de anos. A novidade foi anunciada ontem por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), da Universidade de São Paulo (USP) e do Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste. A nova espécie foi batizada pelos pesquisadores de Vespersaurus paranaensis e comprova que dinossauros habitaram a região do estado pelo menos 30 milhões de anos antes da extinção de grandes espécies. Na época, a região era um deserto. O animal tinha em torno de um metro e meio, era bípede e é, por enquanto, o mais completo dinossauro carnívoro a ser descoberto em território brasileiro. Além das lâminas nas patas, o caçador tinha uma característica inusitada na hora de correr. Tal como os cavalos, ele era funcionalmente monodáctilo —ou seja, apoiava todo o peso do corpo num único dedo dos pés.

É o primeiro dinossauro do Paraná. Na década de 70, agricultores encontraram os primeiros fósseis na região. Os materiais foram guardados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e somente 40 anos depois eles foram analisados. Em 2014, pesquisadores de Santa Catarina confirmaram que os fósseis eram de Pteurossauros, répteis voadores. As características dos pés desse fóssil ajudaram os pesquisadores a identificar que essa espécie de dinossauro é única no mundo. O estudo sobre o primeiro dinossauro "100% paranaense" foi publicado no periódico científico Scientific Reports. Confira vídeo da descoberta.

Cotidiano Digital


O presidente americano Donald Trump partiu para cima da comissária europeia de competição, Margrethe Vestager. “Ela odeia os Estados Unidos”, afirmou em entrevista à Fox News. Responsável pela política antitruste da União Europeia, Vestager impôs multas pesadas a Google, Amazon e Apple, além de conduzir investigações por conta de evasão fiscal com Apple e Amazon no centro. “Ela está processando todas nossas empresas”, seguiu Trump. “Nós deveríamos estar processando Google e Facebook e tudo o mais, o que talvez façamos.” Os EUA podem. A Europa, não. Assista.

Ninguém usa o sistema de status do WhatsApp — similar aos Stories de Instagram e Facebook. Pois a empresa agora testa a possibilidade de permitir que estes ‘stories’ do app de mensagens possam ser compartilhados com o Facebook. (É mais um passo na violação da promessa feita à EU que só autorizou a compra do WhatsApp na condição de que não haveria integração com Facebook.)

A página de sugestões do Instagram, onde baseado nas pessoas que o usuário segue o sistema oferece perfis semelhantes, ganhará publicidade. Após clicar em uma foto ou vídeo, anúncios aparecerão já a partir das próximas semanas.

O novo celular da chinesa Oppo, apresentado pela primeira vez ontem ao público, traz um avanço técnico: a câmera de selfie está atrás da tela. Assim, o Oppo Find X não tem o recorte comum em smartphones de ponta — a moldura em cima e embaixo é mínima, e pelas laterais a tela curva como os modelos Galaxy S, da Samsung. Para que os usuários não percam a posição da câmera, no momento de tirar uma selfie surge uma animação indicando para onde olhar.





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