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26 de agosto de 2019
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G7 quer ajudar contra incêndios na Amazônia


A Amazônia terminou sendo um dos assuntos dominantes da cúpula do G7, que ocorreu na cidade francesa de Biarritz. Atendendo a pedidos em particular da Colômbia, os chefes de Estado se prontificaram a ajudar o mais rápido possível os países da região amazônica. “O desafio da Amazônia para estes países e para a comunidade internacional é tal — em termos de biodiversidade, oxigênio, luta contra as mudanças climáticas — que nós precisamos fazer esse reflorestamento”, afirmou o presidente Emmanuel Macron. O francês também ressaltou uma crítica à inação de Jair Bolsonaro. (Estadão)

Os outros líderes, porém, não acompanharam o tom do francês. “Macron encontrou um ambiente menos receptivo do que esperava. Sua declaração expressa preocupação pela Amazônica, mas não se fala em ameaças e sim em abertura para o diálogo e a cooperação”, comentou Mauricio Santoro, da Uerj. “Merkel deixou claro que o confronto direto dificilmente ajudaria, ela sabe que isso só serviria para fortalecer a narrativa do presidente Bolsonaro e justificar posturas nacionalistas e teses de que o Brasil está sob ataque externo”, seguiu Oliver Stuenkel, da FGV. (Globo)

Um vídeo ilustra... Bolsonaro publicou, no Twitter, o instante da conversa à mesa do britânico Boris Johnson, da alemã Angela Merkel e Macron. Merkel informa que ligará para Bolsonaro. “Para não dar a impressão de que estamos contra ele”, ela diz. Johnson responde com um “Sim, acho importante”.

Pois é... A França é um dos países, por conta de sua produção agrícola, com mais resistências internas ao acordo EU-Mercosul. Como um dos critérios do acordo é o combate às mudanças climáticas, Macron aproveitou a crise e declarações de Bolsonaro para afirmar que passava a se posicionar contrário ao projeto de livre comércio entre os blocos. A Alemanha, que por sua vez tem interesse em exportar maquinário, considera a decisão de Macron inapropriada. (Globo)

Pois o presidente brasileiro também mudou o tom. Perante a grita internacional e a ameaça francesa, foi à TV na noite de sexta com novo discurso ambiental. “Somos um governo de tolerância zero com a criminalidade e na área ambiental não será diferente”, disse. “Incêndios florestais existem em todo o mundo e isso não pode servir de pretexto para sanções. O Brasil continuará sendo um país amigo de todos e responsável pela proteção de sua floresta amazônica.” Durante o pronunciamento houve panelaços. (G1)

Em Altamira, no Pará, em um grupo de WhatsApp envolvendo mais de 70 pessoas entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros combinou-se de incendiar as margens da BR-163 no que o conjunto batizou Dia do Fogo. O objetivo, segundo eles, seria demonstrar apoio ao projeto do presidente de afrouxar a fiscalização do Ibama. De fato, o 10 de agosto marcou o ápice local de novos focos de incêndio. (Globo Rural)

A denúncia da revista Globo Rural fez o presidente se mover e ordenar, ao ministro Sergio Moro, que envolvesse a Polícia Federal na investigação do Dia do Fogo. (Folha)

Via Twitter, o americano Donald Trump defendeu Bolsonaro.

Mas também via Twitter, Bolsonaro acirrou o desentendimento. Um comentário do brasileiro gerou desconforto na França. Um dos seguidores do presidente na rede publicou lado a lado fotos dos casais presidenciais de França e Brasil, comparando as duas primeiras damas. “É inveja do Macron”, afirmou. “Não humilha o cara, kkk”, lhe respondeu Bolsonaro. (Le Parisien)

De acordo com o Inpe, agosto já registra mais focos de queimadas na Amazônia que a média dos últimos 21 anos. (G1)

Três membros do Partido Novo no Rio apresentaram à direção nacional o pedido de suspensão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “O ministro tem atuado com grande convicção na adoção de condutas divergentes com o programa”, afirmam o deputado estadual Chicão Bulhões e os ex-candidatos a governador, Marcelo Trindade, e a deputado federal, Ricardo Rangel. “Demitindo profissionais qualificados, desdenhando de dados científicos e revogando políticas públicas sem qualquer debate prévio, aprofundado e responsável, reduzindo a capacidade de interlocução do país com seus pares internacionais.” (Globo)

Desafinou o coro entre o governo Bolsonaro e a Lava Jato. Uma ostensiva campanha se instaurou nas redes contra o coordenador da força-tarefa em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol. Ontem, o deputado e possível embaixador Eduardo Bolsonaro publicou uma série de 25 tweets sugerindo que Deltan é ligado a grupos de esquerda e ONGs. Incluiu um vídeo do escritor Olavo de Carvalho, no qual afirma que o combate à corrupção está sendo utilizado para “restaurar a fama e o prestígio moralizante da esquerda”. (Estadão)

Deltan Dallagnol: “Conseguimos colocar o pêndulo no sentido de combate à corrupção não importava quem fosse que tivesse praticado. Mas agora esse pêndulo está caminhando para o outro lado. Não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. No Legislativo, a passagem recente de uma Lei de Abuso de Autoridade. Todos nós somos contra o abuso de autoridade, mas essa lei tem uma série de pegadinhas que acabam intimidando a atuação exatamente contra as pessoas poderosas. Tivemos uma decisão recente da presidência do Supremo, que impediu investigações e processos que tenham informações fiscais, bancárias ou do Coaf e da Receita que não tenham sido precedidos uma decisão judicial. O Supremo ainda vai apreciar a questão da prisão em segunda instância pela quarta ou quinta vez ao longo de dois, três anos. Mas os movimentos contra a atuação do combate à corrupção não param no Legislativo e no Judiciário. Ações do presidente foram lidas como uma intervenção indevida na Polícia e na Receita Federal. Temos uma mudança no Coaf, que estava no Ministério da Justiça e foi para o da Economia. E agora para o Banco Central, retirando da chefia do Coaf uma pessoa dedicada e competente que mostrou seu valor e serviço à sociedade na Lava Jato, que é o Roberto Leonel. Vemos ainda que a própria prioridade no projeto anticrime deixou de ser uma prioridade para o Poder Executivo. Há ainda uma espécie de campanha difamatória contra a Operação Lava Jato. Muita desinformação tem acontecido e deturpações das supostas mensagens. Isso não é feito para atingir o Deltan; o interesse é impactar o coordenador da Lava Jato, enfraquecer o combate à corrupção e gerar um ambiente propício para reação.” (Gazeta do Povo)

Não será uma campanha fácil para o governo emplacar. Ontem, manifestantes vestindo verde e amarelo se reuniram em 46 cidades de 21 estados mais DF para protestar contra a lei de abuso de autoridade. Os protestos, convocados pelo Vem pra Rua, pedem a indicação de Deltan à Procuradoria-Geral da República. (G1)

Josias de Souza: “Jair Bolsonaro reagiu com um ruidoso silêncio à manifestação que seus simpatizantes fizeram. Foi a terceira incursão dos bolsonaristas às ruas desde o início do governo. Dessa vez, Bolsonaro e seu clã tomaram distância do meio-fio. Há método no silêncio. Bolsonaro e o pedaço do asfalto que lhe é fiel passaram a trafegar em faixas opostas. O presidente frita Sergio Moro, gruda em Deltan Dallagnol a pecha de esquerdista, hesita em vetar artigos da lei de abuso de autoridade. Tudo isso e mais a proximidade com Dias Toffoli. A rua enaltece Moro, sonha com Deltan na Procuradoria, pede o veto integral à lei anti-Lava Jato. E ainda exige o impeachment de Dias Toffoli.” (UOL)

A preocupação de Bolsonaro é a investigação de seu filho, Flávio. Em um momento, de acordo com o repórter Jaílton Carvalho, chamou Moro a seu gabinete. “Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe”, disse. (Globo)

Comece o dia com todo gás

Comece o dia com todo gás


A respiração é tradicionalmente considerada um processo automático dirigido pelo tronco cerebral - a parte do cérebro que controla funções de manutenção da vida, como batimentos cardíacos e padrões de sono. Mas pesquisas inéditas mostram que a respiração também pode mudar o cérebro. Dado que muitas terapias - Terapia Comportamental Cognitiva, terapia de trauma ou vários tipos de exercícios espirituais - envolvem focalizar e regular a respiração, o controle da inspiração e expiração tem algum efeito profundo no comportamento? Um estudo recente, conduzido por um renomado neurocirurgião do NorthShore University Hospital em Long Island, mostra que o controle volitivo de nossa respiração sincroniza as áreas do cérebro levando a um maior controle emocional. Essencialmente, a manipulação da respiração ativou diferentes partes, com alguma sobreposição nos locais envolvidos na respiração automática e intencional. Os resultados da pesquisa mostram que o conselho para "respirar fundo" não é apenas um clichê. As descobertas fornecem suporte neural para conselhos que os indivíduos receberam por milênios: durante períodos de estresse, ou quando é necessária uma maior concentração, concentrar-se em respirar pode de fato mudar o cérebro. Isso tem aplicação potencial para indivíduos em uma variedade de profissões que exigem foco e agilidade.

Adeptos do home office estão produzindo mais que funcionários de escritório. Na verdade, um estudo descobriu que o número de pessoas que não conseguem se concentrar em suas mesa aumentou 16% desde 2008. O número de quem diz não ter acesso a lugares calmos para fazer um trabalho focado também cresceu: 13%. Um dos motivos pelos quais trabalhadores remotos produzem mais, segundo Brian de Haaff, CEO do Aha!, é que a distância exige mais comunicação. "Sem poder se apoiar na proximidade física, os trabalhadores remotos devem se aproximar uns dos outros com frequência e com propósito. Isso leva a uma colaboração e camaradagem mais fortes". E todos aqueles chats de vídeo a longa distância? 92% dos trabalhadores dizem que a colaboração em vídeo realmente melhora o trabalho em equipe.

E duas horas de jazz para relaxar e focar no trabalho ou estudo.

Cultura


A escritora, roteirista e apresentadora de TV Fernanda Young, de 49 anos, morreu na madrugada de domingo, em Minas Gerais. A autora de séries de sucesso, como Os Normais, Minha Nada Mole Vida, Os Aspones e Shippados, teve uma crise de asma seguida de parada cardíaca. O corpo foi velado em São Paulo e o enterro ocorreu no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da capital. Ela tinha asma desde a infância e estava no sítio da família em Gonçalves (MG) quando passou mal. Reveja sua trajetória.

Fernanda Young, em sua coluna publicada hoje: “A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.” (O Globo)

Cotidiano Digital


A Apple, que em suas campanhas gosta de reforçar a imagem de empresa que respeita a privacidade dos usuários, é a companhia da vez. Segundo reportagem do Irish Examiner, terceirizados tinham a missão de ouvir ao menos mil áudios capturados pela assistente digital Siri por dia. A prática foi suspendida em julho, quando a primeira história do tipo veio à tona. Os detalhes sobre os usuários eram mantidos em anonimato. O objetivo — como nos casos de Google, Facebook e Microsoft — era transcrever para a inteligência artificial os trechos de áudio não compreendidos para refinar sua capacidade de interpretação. Pelo menos 300 pessoas envolvidas neste trabalho foram demitidas na última semana.

Viver


Conhecida como a Fênix Branca, porque foi destruída e reconstruída tantas vezes, Belgrado está sempre evoluindo. Estes são os 10 melhores lugares para conhecer na capital da Sérvia, uma cidade alimentada pelo desejo de viver ao ar livre o máximo possível.

Pela primeira vez no Brasil, um árbitro parou um jogo devido a gritos homofóbicos da torcida. Foi ontem, na partida entre Vasco e São Paulo. Veja o vídeo.





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