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20 de setembro de 2019
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Operação da PF encurrala Bolsonaro entre Moro e Senado


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, questionou duramente a ação da Polícia Federal, que de posse de um mandado assinado pelo ministro Luís Roberto Barroso entrou na Casa para vasculhar o gabinete do líder do governo, Fernando Bezerra Coelho. A investigação é sobre desvio de dinheiro público nas obras de transposição do Rio São Francisco durante o governo Dilma. Bezerra era ministro da Integração Nacional. “Uma operação que a Procuradoria-Geral da República disse pra não ser feita”, ressaltou Alcolumbre, sugerindo que a sustentação do pedido seria frágil. “Diante de tudo o que o Senado tem feito, com certeza é a diminuição do Senado Federal. Não vou deixar.” Barroso respondeu. “A decisão foi técnica, baseada em relevante quantidade de indícios da prática de delitos.” O líder colocou seu cargo à disposição do Planalto. (Poder 360)

O presidente Jair Bolsonaro convocou de presto o ministro da Justiça Sergio Moro. Queria saber se ele estava informado da operação. “A PF tinha razão para a busca ou está fora de controle?”, lhe perguntou, de acordo com Tales Faria. O momento é ruim para o presidente, pois ele espera o endosso do Senado para a indicação de seu filho caçula como embaixador. Bolsonaro havia chegado a um acordo com Moro para manutenção do delegado Maurício Valeixo no comando da instituição. A operação é vista como um movimento de busca de forças da Lava Jato. O presidente está encurralado. Ou mantém Bezerra na liderança, ou o diretor da PF. (UOL)

Foi coincidência. O pedido de busca e apreensão foi feito entre maio e junho, diz a Coluna do Estadão. Antes, portanto, da fritura de Moro. (Estadão)

Talvez... Mas a ofensiva lavajatista está a toda. Antecipando-se ao presidente Dias Toffoli, o ministro Edson Fachin pautou uma ação que obrigará a Segunda Turma do STF a reavaliar o uso de dados do Coaf em investigações. Toffoli havia suspendido este uso e postergava trazer ao pleno o caso. (Folha)

Outra crise no Planalto, esta dividindo a própria família presidencial, é destaque tanto no Estadão quanto na Folha. O foco são Tercio Arnaud Tomaz, José Salles Gomes e Mateus Diniz — os três rapazes, entre 25 e 31, que comandam em nome de Carlos Bolsonaro as redes sociais do Planalto, com apoio do assessor internacional Filipe Martins. Um jornal os batizou ‘gabinete do ódio’, outro de ‘gabinete da raiva’. Estão diretamente ligados à queda de dois ministros, por incitarem as redes contra Gustavo Bebianno e o general Santos Cruz. Flávio Bolsonaro considera que atrapalham. Foram eles que sugeriram ao presidente ir cortar cabelo numa live ao invés de se encontrar com o chanceler francês, o início de uma crise internacional. Consideram a agressividade constante a melhor estratégia política. Mas a queda de popularidade recente do presidente faz com que o próprio Jair comece a hesitar ouvi-los.

O Festival Piauí de Jornalismo, que ocorre em São Paulo, na FAAP, entre os dias 5 e 6 de outubro, vai focar no tema Quando a Imprensa se Torna o Adversário. Porque o assunto se tornou importante para quem é da área, jornalistas pagam meia-entrada na compra de cinco ou mais ingressos. Basta juntar uma turma. Veja a programação.


O premiê israelense Benjamin Netanyahu, do Likud, procurou ontem o líder do Kahol Lavan — Azul e Branco —, Benny Gantz, para iniciar conversas sobre uma coalizão para governar. Gantz afirmou que topa o diálogo — desde que esteja claro para Bibi que ele deixará o comando do governo. “Prometo, esta noite, iniciar uma jornada de cura para a sociedade israelense”, discursou Gantz, ontem. “Buscaremos o que temos em comum, somos um povo e uma sociedade. É hora de deixar a polarização e as divisões para trás.” O político, que comandou as Forças de Defesa de Israel, já começou a conversar com os dois partidos da esquerda sionista para uma coalizão e procurará a centro-direita representada por Avigdor Lieberman, do Yisrael Beiteinu. Lieberman tem uma condição: não quer que a Lista Conjunta, uma união de partidos árabes que chegou em terceiro, faça parte do gabinete. Gantz tem boa relação com os árabes. Com os árabes, sem Lieberman, chega a 58 cadeiras. Precisa de 61. Sem os árabes, com Lieberman, fica em 53. Na costura, abriu também conversas com partidos religiosos, que ficam bem mais à direita. Netanyahu, enquanto isso, ainda discursa garantindo que permanecerá no cargo. “Vamos evitar a formação de um perigoso governo antissionista”, falou, “que dependa de partidos árabes que neguem a própria existência de Israel como um Estado judaico.” O premiê também lançou mão da retórica de campanha. “Precisamos enfrentar a ameaça representada pelo Irã, contando com meu amigo, o presidente Trump.” (Haaretz)

Na Edição de Sábado: Se há um marco zero na ascensão de uma direita mais agressiva, ele é do ponto de vista de marketing político o pleito que levou Netanyahu ao governo de Israel, em 2009. A guinada radical israelense, um país que por boa parte de sua história foi governado pela centro-esquerda, é uma das histórias fundamentais para compreender o mundo político atual. E esta história que contaremos na edição de amanhã, para os assinantes Premium. Você já sabe. Sai por quase nada. Assine. É uma boa história de ler, e interessante de compreender, todos os sábados.

Aliás... A Colt suspendeu a fabricação de fuzis AR-15 para o mercado civil. (AP)


Sortudos do Partido dos Trabalhadores podem parar de trabalhar

Tony de Marco

 
Mega-sena

Histórias para ouvir

Histórias para ouvir


Toda semana, às sextas, o Meio recomendará algo de interessante para ouvir na Storytel. E os leitores do Meio têm direito a experimentar o serviço por 30 dias. Sem custo. Tem audiobooks, podcasts, séries em áudio — histórias de todo tipo, narradas por bons atores e locutores. Experimente.

Chico Buarque, Para Todos é o primeiro perfil biográfico do compositor, poeta e cantor que, por tímido, por muito tempo se recusou a dar entrevistas de forma mais longa. Mas, para a amiga Regina Zappa, cedeu. Responsável por uma obra consistente, muito lírica, com a poesia em alguns momentos particularmente sofisticada, no Brasil polarizado Chico também virou polêmico. Afinal, é profundamente ligado ao Partido dos Trabalhadores. Por isso, o Itamaraty proibiu a exibição de um filme a seu respeito em um festival uruguaio que tinha apoio da Embaixada brasileira. Certamente por horror à censura, é nossa dica de hoje. Carla Pompilio faz uma narração intimista que bem encaixa no personagem. Ouça.

Cultura


Em São Paulo, no Centro Cultural Fiesp, a art nouveau é o foco com uma individual do artista tcheco Alphonse Mucha. Em cartaz até 15 de dezembro. O Sesc Consolação exibe desenhos, croquis e fotografias de Jorge Wilheim, um dos urbanistas mais importantes nas mudanças da cidade de São Paulo durante o século 20. O Jazz Nos Fundos recebe a partir de hoje o festival JazzTempo, com shows dos italianos Nicola Conte e Spiritual Galaxy, Franceso Ciniglio Quartet e Gaetano Partipilo e Boom Collective. Douglas Germano toca na Casa de Francisca hoje e amanhã. No Sesc Ipiranga, estreia montagem de Fim de Partida, de Beckett. Denise Fraga estrela Eu de Você, monólogo que reinaugura o Teatro Vivo. O festival Agora É Que São Elas ocupa o CCSP neste final de semana com bate-papos, mostra de filmes de Barbara Hammer, shows e performances. Veja a programação completa e faça a sua inscrição, gratuita. Chico César lança O Amor É Um Ato Revolucionário nesta sexta-feira no Sesc PinheirosBlack Alien volta a apresentar Abaixo de Zero: Hello Hell na cidade, desta vez de graça no Sesc Itaquera, domingo. No sábado, tem festa Mamba Negra com participação de Gavin Rayna Russom, do LCD Soundsystem.

No Rio tem Festa Jamaicana de Música Brasileira de graça, no centro do Rio. No sábado, Carlos Lyra, João Donato, Marcos Valle e Roberto Menescal fazem show beneficente no Parque Lage, em prol da Escola de Artes Visuais (EAV). Estreia nesta sexta-feira a dança-instalação Aquilo que Foge, da bailarina Babi Fontana. Hamilton de Holanda e Alexandre Caldi se apresentam hoje na Sala Cecília Meireles, tocando músicas de Chico Buarque, enquanto a Petrobras Sinfônica se apresenta no Theatro Municipal, com regência de Isaac Karabtchevsky e Antonio Meneses no violoncelo. O CCBB-RJ recebe parte da programação dos filmes da Mostra Eco Falante – confira a programação. O Parque Lage exibe de sexta a domingo a instalação A Medida da Voz, de Maria Laet, que mede reverberações de falas pela terra, a partir de um trabalho com vasos de barro. E seguem, até domingo, as mostras em diversas galerias – como a de Sarah Morris na Carpintaria – além da exposição coletiva na Marina da Glória, na programação da ArtRio. Para mais dicas culturais, assine a newsletter da Bravo!

Dizem que será o último filme da saga do herói. Rambo - Até o fim (trailer) chega ao circuito e, segundo quem viu, consegue recuperar as boas ideias do primeiro filme. Além de atuar, Sylvester Stallone é corroteirista de uma história pensada por ele que apresenta um Rambo envelhecido, ainda tentando fazer as pazes com seu passado. Outro destaque é O mal não espera a noite – Midsommar (trailer). Na sinopse, um casal viaja, com um grupo de amigos, para uma vila no interior na Suécia para um famoso festival, e o que começa como um retiro idílico se transforma num culto pagão. Ari Aster, nova sensação de Hollywood, teve ideia para o filme após um término de relacionamento e parte da trama para comentar vários assuntos, como adultério, luto e indiferença. Vale ler a crítica. E uma animação pra aliviar. Em Asterix e o segredo da poção mágica (trailer), Louis Clichy e Alexandre Astier apresentam uma história divertida: após cair de uma árvore, Panoramix, líder dos druidas, decide que chegou a hora de encontrar um sucessor. E, apenas no circuito paulistano, Tsé (trailer) é o doc de Fábio Kow que narra uma delicada história da sobrevivência ao Holocausto à construção de uma vida — e uma família — em São Paulo.

Brasil e Reino Unidos lideram indicações ao Emmy Internacional 2019, que tem produções de 21 países. Alemanha, Austrália, Bélgica, Argentina, Hungria e Índia são os outros países com mais de uma indicação.

Destaque para a atriz Marjorie Estiano, que concorre por seu trabalho na segunda temporada de Sob Pressão.

Viver


Michael Jackson x HBO. Ontem, o juiz George Wu emitiu uma decisão provisória negando o pedido da HBO para arquivar o caso. Espera-se que Wu faça a decisão final até o final de setembro. O documentário Leaving Neverland, de quatro horas, apresenta alegações de dois homens, James Safechuck e Wade Robson, que dizem ter sido abusados sexualmente por Jackson ao longo de vários anos quando eram crianças. A defesa de Jackson argumenta que a HBO não incluiu sua refutação às alegações no filme e foi a um tribunal tentando obrigar um julgamento público pela disputa de um contrato de 1992 envolvendo a turnê Dangerous. A HBO disse que o contrato de 26 anos não se aplica mais.

A Greve Mundial Pelo Clima deve levar milhões às ruas hoje e foi inspirada pela jovem ativista sueca Greta Thunberg: Brasil contará com atos em diferentes estados; em São Paulo, protestos acontecem na avenida Paulista. Há manifestações marcadas em mais de 130 países para exigir dos governantes ações concretas contra as mudanças climáticas. Segundo especialistas ouvidos pelo The Guardian, esse pode ser o maior protesto de massa na história da crise climática.

Uma boa dica é consultar o site Fridays for Future Map, que mostra em detalhes como será a movimentação em milhares de localidades diferentes em todo o mundo. Também é possível fazer buscas no Twitter usando a hashtag #climatestrike.

Cotidiano Digital


Está na praça desde ontem, para baixar, a versão 13 do iOS. Para iPhones SE, 6S ou superiores. Esta versão do sistema também não roda em iPads — os tablets ganham, a partir deste ano, seu próprio iPad OS, que será distribuído a partir do dia 24 — terça-feira que vem.





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