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13 de novembro de 2019
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Bolsonaro deixa PSL para criar Aliança pelo Brasil


Foi pelo Facebook que o presidente Jair Bolsonaro anunciou ter deixado em definitivo o Partido Social Liberal. “Agradeço a todos que colaboraram comigo no PSL e que foram parceiros nas eleições de 2018”, afirmou. Bolsonaro rompeu, no mês passado, com o presidente da sigla, Luciano Bivar. No centro do conflito estavam mais de R$ 400 milhões aos quais a legenda tem direito para estrutura e campanha eleitoral. O PSL foi o oitavo partido de Bolsonaro, que agora parte para o nono. Nascerá do zero e vai se chamar Aliança pelo Brasil. (Facebook)

O caminho não é simples. No TSE há uma lista de 76 partidos que já comunicaram estar em processo de formação. A maioria não consegue. Num prazo de dois anos, é necessário apresentar as assinaturas de 0,5% dentre os eleitores registrados, todos nomes que não podem ser filiados a outra legenda. Hoje, seriam 491.967. Estes apoios também precisam estar distribuídos por ao menos um terço dos estados. (G1)

Pois é... Bolsonaro não contou, na fotografia de lançamento da Aliança pelo Brasil, com o filho Carlos Bolsonaro. Ontem cedo, quem buscou as contas nas redes sociais de Zero Dois não as encontrou. Ele as apagou. Segundo Bela Megale, o presidente vinha se queixando das críticas feitas pelo filho ao STF. Pois brigaram. As investigações a respeito de Flávio, o Zero Um, ainda estão lá. (Globo)

Enquanto isso... Bolsonaro também editou uma medida provisória que extingue o DPVAT, seguro obrigatório para todos os motoristas, que serve para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. A decisão atinge diretamente o presidente do PSL. Bivar é controlador de uma das seguradoras autorizadas pelo governo a gerir este seguro. (Estadão)

Estão chegando hoje, ao Brasil, os chefes de Estado do Brics para a 11ª Cúpula, que ocorrerá no Palácio do Itamaraty, em Brasília. São eles Xi Jinping, presidente chinês; Narenda Modi, premiê indiano; Vladimir Putin, presidente russo, e Cyril Ramaphosa, presidente sul-africano. (G1)

Jim O’Neill, criador da sigla Brics: “Eu disse a um amigo na semana passada: ‘alguém notaria se não houvesse reunião do Brics?’ Acho importante que eles comecem a pensar mais seriamente nas coisas que poderiam fazer juntos. Por que eles não buscam acordos comerciais mais sérios entre si? Por que eles não buscam mais iniciativas conjuntas em áreas da saúde, particularmente de doenças infecciosas? O que é necessário é que o Brasil reduza sua dependência das commodities — o que é fácil de falar, mas difícil de fazer. Também é importante reduzir a participação do governo na economia e criar um ambiente para estimular investimentos privados.” (BBC News)

Veja a agenda de atividades e os temas que serão discutidos na Cúpula.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, levantou ontem a sugestão de fazer uma nova Constituinte. Foi rechaçado pelo presidente da Câmara. “Uma nova Constituição é uma sinalização ruim, vai gerar insegurança grande”, afirmou Rodrigo Maia. “Temos uma Constituição que tem coisas boas, que tem coisas que podem ser modificadas.” (Estadão)

Thomas Traumann: “A polarização está dada desde janeiro. O presidente atua abertamente para intimidar o Congresso, o Supremo, o Ministério Público e a mídia. Nesses dez meses, os candidatos que se colocam como opção a Bolsonaro e Lula tiveram seguidas oportunidades para se contrapor à escalada autoritária, apresentar alternativas econômicas e melhorar o nível do debate político. O que se ouviu de Ciro Gomes, Luciano Huck, João Doria, Wilson Witzel e João Amoêdo? Com a notável exceção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, os candidatos à alternativa de Bolsonaro e Lula variariam entre o silêncio e o pesar protocolar. Não se colocaram. Agora reclamam de uma polarização que deixaram acontecer. Alguns dos possíveis candidatos ao nem-Bolsonaro-nem-Lula não se posicionaram porque gostam da política econômica de Paulo Guedes, outros por medo da milícia digital Bolsonaro, alguns por não saberem o que dizer. Mas todos de alguma forma queriam evitar a antecipação do debate eleitoral de 2022. Só que não cabe a eles decidir. Bolsonaro se lançou a reeleição e a volta de Lula reorganiza o PT. Faltam três anos para as próximas eleições. A faixa política nem-Bolsonaro-nem-Lula pode ficar lamentando a polarização ou arregaçar as mangas e oferecer uma alternativa aos dois candidatos. Ou irá chegar a 2022 e escolher entre Bolsonaro e o PT.” (Poder 360)


A segunda vice-presidente do Senado boliviano, Jeanine Añez, assumiu interinamente a presidência do país. Todos com postos acima dela renunciaram. Apenas um terço do Parlamento, menos do que o quórum necessário, estava presente. O MAS, partido do ex-presidente Evo Morales, tentou obstruir o voto para impedir a escolha de um novo mandatário. Em seu discurso, Añez prometeu convocar novas eleições o mais rápido possível. (El País)

Steven Levitsky, autor de Como as democracias morrem (Amazon): “Evo Morales errou no cálculo. Se tivesse respeitado a Constituição e saído depois do terceiro mandato teria passado para a História como o melhor presidente da Bolívia. Mas, primeiro, decide que quer um quarto mandato, faz um referendo, não respeita o referendo, o que é como insultar o povo. Depois de tudo isso, cometem-se irregularidades na eleição, como apontam observadores e especialistas, o país mergulha numa crise delicada. Finalmente, sim, foi um golpe, porque o comandante das Forças Armadas sugeriu a saída do presidente. Mas temos de ver se será um golpe que fortalecerá a democracia ou a enfraquecerá. Em muitos países latino-americanos existe uma longa tradição de intervenção militar. Em alguns, sobretudo na América Central e na região andina, são 200 anos de intervenções militares. O nível de golpismo caiu, mas não desapareceu. Os militares são menos propensos a governar, não vão tomar o poder como nos anos 1970, mas intervir sim.” (Globo)

Cultura


Um retorno de Friends está supostamente em andamento. Fontes disseram ao The Hollywood Reporter que as negociações para um episódio especial com todo o elenco original pode sair pela HBO Max.

E Sandy e Junior anunciaram mais uma novidade na celebração de 30 anos da carreira da dupla: uma série documental com imagens inéditas captadas em 2019, ano que os irmãos fizeram 18 shows pelo país. Haverá também imagens "raras" do arquivo pessoal. A série da Globoplay tem estreia prevista para 2020.

No Spotify, o brega-funk era "desconhecido" até o sucesso de Envolvimento, de MC Loma e as Gêmeas Lacração, no começo de 2018. Foi quando o gênero musical ganhou uma playlist oficial no serviço de streaming. A empresa escolheu o ritmo recifense como temática do segundo episódio da série Música pelo Brasil. Intitulado O Brega-funk Vai Dominar o Mundo, foi publicado ontem no canal do Spotify Brasil no YouTube. Para representar o ritmo, o documentário de 19 minutos exibe entrevistas com Shevchenko e Elloco, Loma e as Gêmeas, Dadá Boladão, MC Troia, MC Lia, o coletivo de artistas A Tropa e o grupo de dança Magnatas do Passinho S.A. Também acompanha as rotinas de shows e gravações em estúdios.

Viver


Veneza registrou na noite de ontem sua maior inundação desde 1966. No início da noite, 82% do solo do centro histórico estava debaixo d'água. A Praça San Marco, ponto mais alagável da capital do Vêneto, está submersa por um metro de água e apenas barcos da Polícia Municipal e da Proteção Civil circulam pela região. "Enfrentamos uma maré mais que excepcional. Todos estão mobilizados para manejar a emergência", tuitou o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro. "Necessitamos que todos nos ajudem a lidar com o que é claramente o impacto da mudança climática", acrescentou.

Em imagens, o impacto da "acqua alta" na cidade. Nível da água chegou a 187 cm.

O óleo derramado na costa do Nordeste já alcança sete praias do Espírito Santo e autoridades temem que ele possa chegar ao Rio de Janeiro nos próximos dias. A direção e intensidade das correntes marítimas e ventos na superfície do mar serão determinantes para a chegada do óleo ao Rio, alerta Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas. O governo do Estado criou um grupo de trabalho especial para a vigilância da costa fluminense.

A produção de uma festa, de um show ou palestra causa impacto, gera lixo e consome energia elétrica. E a tendência é que eventos de médio a grande porte sejam produzidos, cada vez mais, de maneira consciente e sustentável. Realizado ontem, em São Paulo, o Instagram Summit não utilizou copos ou canudos plásticos e o cardápio ofereceu opções veganas como alternativa. E isso não é tão difícil ou caro quanto se pode imaginar. Produtoras e organizações têm girado a chave e investido na mudança do modelo. A ideia é sempre diminuir o impacto e conscientizar as pessoas envolvidas: não apenas o público, mas os convidados e quem trabalha na produção também. No próximo sábado, em Recife, o festival de música No Ar Coquetel Molotov também abraçou o conceito. Desde 2017, o evento tem uma parceria com o Projeto Evento Neutro, que calcula o quanto de gás carbônico foi gerado em função do festival e neutraliza essas emissões. Em 2019, uma área será iluminada a partir de uma estação de energia solar dentro do festival. Essa e outras iniciativas.

Brumadinho: a Vale foi condenada a pagar R$ 8 milhões a parentes de uma família. A tragédia aconteceu no dia 25 de janeiro e mais de 250 pessoas morreram.

Para curtir com calma... Como a gentileza no dia a dia pode fazer você viver mais e servir de antídoto à polarização. "Nossa observação parte do ponto de vista científico. Estamos falando da psicologia, da biologia e das interações sociais positivas", diz Daniel Fessler, diretor do instituto Bedari Kindness da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos.

E conheça a Forever Figurines, uma empresa que faz miniaturas de casas customizadas para presentear. No Etsy, a procura é tanta que a artista por trás do negócio alerta que as entregas podem demorar oito semanas.

Cotidiano Digital


O Instagram anunciou ontem um novo recurso: o Cenas. A ferramenta, que ainda não apareceu para todos os usuários, é integrada aos Stories e permite usar opções criativas para vídeo como música, controle de velocidade, temporizador e a ferramenta fantasma. Lembra bastante o chinês TikTok.

O Twitter está convocando o público a opinar sobre como deveria ser uma política voltada para deepfakes — vídeos que são manipulados de forma realista, fazendo parecer que pessoas dizem ou fazem algo que não ocorreu de fato. Uma das dúvidas que a plataforma apresenta é: estes vídeos devem ser simplesmente removidos, ou basta que ganhem um selo que indica manipulação? Em essência, é uma rede social abrindo consulta pública para saber como se portar perante a definição do que é informação falsa e verdadeira circulando, uma das principais polêmicas no mundo das redes sociais.

A Apple está para botar, nas lojas, um notebook com tela de 16 polegadas. Esta nova máquina deverá substituir o MacBook Pro de 15, um dos mais tradicionais computadores de sua linha profissional. O teclado, alvo de queixas de muitos usuários, também foi redesenhado. O preço ficará na mesma faixa, que nos EUA começa a partir dos US$ 2.399.





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