Ainda não é assinante? Assine. Não custa nada.

 
 


26 de novembro de 2019
Consultar edições passadas

Bolsonaro quer Exército no Campo, Guedes fala de AI-5


O presidente Jair Bolsonaro planeja enviar ao Congresso um projeto que crie uma GLO do Campo. Previstas na Constituição, as operações de Garantia da Lei e da Ordem ocorrem quando, em momentos extremos, o presidente da República acha necessário autorizar o uso das Forças Armadas após o esgotamento das estruturas de segurança pública. “Tem alguns estados em que, mesmo a Justiça determinando a reintegração de posse, é o governador que faz”, explicou seu raciocínio. “Isso é protelado. Tem um estado aí, não quero falar qual é, depois de oito anos que os caras invadiram fica mais difícil fazer reintegração.” (G1)

O presidente também acenou com excludente de ilicitude para GLO no caso de protestos no Brasil. Para Bolsonaro, as manifestações chilenas foram equivalentes a atos de terrorismo. “Protesto é uma coisa”, ele disse, “vandalismo, terrorismo, é outra completamente diferente.” (Globo)

Aliás... Em entrevista nos EUA, o ministro da Economia Paulo Guedes criticou o ex-presidente Lula. “Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua?”, indagou, sugerindo que esta é a demanda do líder petista. “Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”, seguiu o ministro. (Estadão)

De acordo com o Painel, Lula tem dito internamente que não mudará o tom de suas críticas ao governo. (Folha)

Reinaldo Azevedo: “Bolsonaro disse que vai mandar um projeto de lei para o Congresso autorizando operações de GLO para efetivar a reintegração de posse de áreas invadidas no campo. Se uma estrovenga como essa fosse aprovada pelo Congresso, coisa de que duvido, seria barrada pelo Supremo. Tratar-se-ia de uma inconstitucionalidade arreganhada. Note-se que, na semana passada, Fernando Azevedo e Silva entregou outro projeto de lei de que garante excludente de ilicitude nessas operações. Somando-se as duas coisas, tem-se que Bolsonaro quer soldados das Forças Armadas, associados à Força Nacional de Segurança, às divisões da Polícia Federal e das polícias militares e civis metidos em operações de reintegração de posse, que são de competência dos estados, com carta branca para matar. O que quer Jair Bolsonaro? Parece haver mesmo a disposição de empreender um processo de radicalização no país. Assim, em vez de o governo federal investir na paz e na distensão, faz o contrário. Há uma ação deliberada, resta evidente, para atrair as esquerdas e os movimentos sociais para o confronto.” (UOL)

O Banco Central está apostando que novas tecnologias poderão reduzir o custo do crédito. A implantação do sistema de open banking, que permitirá a bancos trocarem dados instantaneamente, deve aumentar a competitividade das fintechs. Outro projeto é o pagamento instantâneo, conhecido como ‘zap de pagamentos’, que possibilita transferências mais rápidas não importa o dia da semana, por apps de celular, sem uso de cartão ou maquininha. segundo o diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, está na pauta ainda tornar o cheque especial menos ineficiente, redesenhando-o de forma semelhante ao cartão de crédito rotativo, que teve redução dos juros de 455% ao ano para 300%. (Estadão)

A entrada de brasileiros em solo americano pode ficar mais fácil. O governo brasileiro anunciou que fará testes para participar do programa americano Global Entry. Na prática, a parceria não eliminará a necessidade de visto, mas permite que turistas brasileiros frequentes não precisem passar pela longa fila de imigração. Previamente cadastrados, os participantes poderão registar sua entrada nos EUA por meio de quiosques automáticos em aeroportos selecionados. Mas, por enquanto, a fase de teste será feita apenas com 20 executivos participantes do Fórum de Altos Executivos, realizado ontem (25/11) em Washington. Segundo a Casa Civil, essa primeira etapa permitirá identificar as necessidades técnicas e operacionais para o lançamento de uma fase piloto, e depois estender o programa para todos de forma plena. A medida é considerada importante para a maior fluidez nas viagens de negócios. (Estadão)

O Brasil reivindica a entrada no programa desde 2012. A inclusão chegou a ser assinada em 2015, mas não avançou. Alguns dos 11 países participantes do programa são: Alemanha, Países Baixos, Panamá, Coreia do Sul, México e Canadá. (UOL)


Janaína Figueiredo: “A pergunta que não quer calar desde domingo à noite no Uruguai é por que a diferença de votos entre o candidato de centro-direita à Presidência, Luis Lacalle Pou, e o esquerdista Daniel Martínez foi tão menor que a esperada. A reposta não é simples e envolve uma série de fatores, entre eles a quantidade de uruguaios que moram na Argentina, têm a dupla cidadania, e desta vez decidiram atravessar o Rio da Prata para participar da eleição em sua terra natal. Paralelamente, uma série de atitudes e acontecimentos despertaram dúvidas sobre a aliança eleitoral de Lacalle Pou, especificamente sobre o senador e ex-candidato presidencial Guido Manini Rios, até março passado chefe do Exército uruguaio. Após ser afastado e passado para a reserva pelo governo do presidente Tabaré Vázquez por suspeitas de acobertamento de militares que confessaram terem cometido violações dos direitos humanos na última ditadura (1973-1985), o senador lançou o partido Cabildo Abierto e obteve 11% dos votos no primeiro turno das presidenciais. Tornou-se, assim, peça-chave na aliança de centro-direita liderada por Lacalle Pou e é quem poderá, eventualmente, lhe garantir maioria parlamentar. Dois dias antes do segundo turno, Manini Ríos gravou um vídeo que viralizou em todas as redes no qual praticamente ordenava que os militares votassem em Lacalle Pou e acusava os governos da Frente Ampla de terem tratado os membros das Forças Armadas como ‘carne com olhos’. Instalou-se a sensação de que um dos principais sócios políticos de Lacalle Pou chefia um partido militarista e autoritário e que sua presença num eventual governo de centro-direita poderia implicar uma volta ao passado.” (Globo)

dasa_1

HealthTech


Paciente de ELA, a Esclerose Lateral Amiotrófica, o general Eduardo Villas Bôas lança entre 4 e 5 de dezembro uma entidade cujo trabalho será divulgar informação sobre tecnologias assistivas para pessoas com doenças raras, crônicas ou deficiências. O Instituto General Villas Bôas entrou ontem no Twitter. No lançamento, o grupo que cerca o ex-comandante do Exército trará ao Brasil o médico britânico Mick Donegan, fundador da SpecialEffect, que desenvolve equipamentos para quem tem dificuldades motoras poder jogar videogames.

Há um ano no Brasil, a startup francesa Ignilife quer trazer mais qualidade de vida para funcionários de empresas através de uma plataforma digital. É nesta plataforma que as pessoas trocariam orientações de psicólogos, educadores físicos, nutricionistas ou enfermeiros num sistema que lembra um game. Junto com ações offline, caso de workshops ou palestras presenciais, as primeiras experiências revelaram que 52% dos usuários mudaram pelo menos um hábito de vida. A plataforma não disponibiliza os dados dos funcionários para os empregadores e ainda pode ser personalizada com soluções de outras startups cadastradas em um marketplace. No limite, a empresa pode reduzir os custos das empresas com os planos de saúde, já que a maioria dos serviços médicos são utilizados para doenças crônicas que podem ser evitadas com hábitos de vida mais saudáveis.

Foi na última hora que o Google cancelou a publicação online de 100 mil raios-X de tórax. Assim, no limite, a empresa se tocou de que os exames continham informações que poderiam identificar os pacientes, como as datas de quando foram feitos e acessórios pessoais visíveis nas imagens. O incidente aconteceu em 2017, em uma parceria do Google com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA. A ideia era publicar online os exames para desenvolver ferramentas de diagnósticos com inteligência artificial. O Google já investiu em um banco de dados semelhante a esse para prever o risco de doenças cardíacas com base em exames oculares e detectar câncer de mama a partir de biópsias. Mas a quase divulgação aponta para uma brecha de segurança e contribui com as crescentes acusações de que a companhia estaria colocando em risco a privacidade de pacientes com a coleta de dados sensíveis. Às vezes, sem permissão.

Cultura


Os 10 filmes mais influentes da década (e outros vinte) segundo os editores do New York Times. A lista é variada a conta com um documentário, no caso Blackfish, e uma animação, Frozen. Jogos Mortais e Boyhood também estão lá.

E deu Brasil no Emmy Internacional, que premia profissionais e produções da televisão mundial. Disponível na Netflix, o especial de Natal do Porta dos Fundos, Se Beber, Não Ceie, foi escolhido como melhor comédia, na noite de ontem, em Nova York. Outra produção brasileira premiada foi Hack the City, da National Geographic, escolhida a melhor série curta.

Viver


Voos mais baratos entre o Brasil e Londres. É o que prevê o bilionário inglês Richard Branson com a entrada da Virgin Atlantic, companhia aérea que fundou há 35 anos, na rota entre São Paulo e a capital londrina. O primeiro voo entre as duas cidades está previsto para 29 março de 2020. (O Globo)

O número de mortes pela polícia bateu recorde em 2019 no estado do Rio de Janeiro. De janeiro a outubro, já foram contabilizadas mais mortes pelo estado do que em qualquer ano nas últimas duas décadas. Até outubro, 1.546 pessoas foram mortas pela polícia, maior número para o período desde 1998, quando o dado começou a ser contabilizado. Foram 18% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado. Desde o início do ano, seis crianças morreram vítimas de bala perdida no Rio. Na semana passada, a Polícia Civil concluiu que quem atirou e matou a menina Ágatha Félix, 8, foi um policial militar.

Pois é...os números vêm na esteira do discurso promovido pelo governador Wilson Witzel, eleito sob a bandeira do endurecimento na segurança pública. As estatísticas de outubro foram divulgadas ontem pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) e seguem tendência já apresentada nos meses anteriores.

Um estudo do Ministério Público, divulgado no mês passado, afirma que o aumento do número de mortes em ações policiais não tem relação direta com a redução da criminalidade no estado. A pesquisa diz que a letalidade policial não provoca queda no número de crimes.

A doação de órgãos, manifestada ainda em vida por Gugu Liberato, tem intrigado por conta de um número alto: 50 receptores poderiam ser beneficiados graças à decisão da família de cumprir a vontade do apresentador. Além dos órgãos sólidos – coração, pulmões, fígado e rins, entre outros – também podem ser transplantados tecidos, como pele, válvulas cardíacas, ossos e cartilagens. A quantidade que vem ganhando as manchetes, portanto, é viável.

Entenda o transplante e doação de órgãos em seis pontos.

Cotidiano Digital


O braço digital da Industrial Light & Magic, empresa especializada em efeitos especiais de cinema, pôs nas lojas um produto inédito. Nem série, nem videogame, mas um misto de ambos. Vader Immortal (trailer) se passa entre o último filme da primeira trilogia de Guerra nas Estrelas e o primeiro da segunda. Tem três episódios e é produzido para os equipamentos da Oculus, hardware de realidade virtual que pertence ao Facebook. A história segue um personagem principal, um contrabandista, por cujos olhos o espectador a vê se desenrolar. Em determinados momentos, ele precisa participar de batalhas. Mas, em outros, apenas observa a história. No episódio final, o protagonista terá de lutar contra Darth Vader.





Bem-vindo ao Meio. A assinatura básica é gratuita, comece agora mesmo.




26 de novembro de 2019
Consultar edições passadas