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11 de dezembro de 2019
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Filho de Lula é alvo de nova fase da Lava Jato


Anunciada ontem, a nova fase da Operação Lava Jato pretende investigar R$ 132 milhões que teriam sido repassados entre 2004 e 2016 pela Oi/Telemar para o Gamecorp/Gol, grupo controlado pelo filho do ex-presidente Lula, o Lulinha. A Oi teria contratado a empresa por preços acima dos valores de mercado e sem realizar cotação com outros fornecedores. O grupo não só não tinha mão de obra suficiente para realizar os serviços, como muitos sequer foram entregues. Os valores pagos pela operadora de telecomunicações teriam funcionado para uma troca de favores. A companhia fosse beneficiada pelo governo Lula, como mudanças legislativas que permitiram a aquisição da Brasil Telecom. A Vivo também é investigada pelo pagamento de R$ 40 milhões para as empresas do Lulinha. Parte desses recursos teriam sido utilizados na compra do sítio de Atibaia. Dois sócios de Lulinha são apontados como proprietários de terrenos. O ex-presidente foi condenado a mais de 17 anos de prisão, em segunda instância, por lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o imóvel. (Globo)

Para o ex-diretor comercial da GameCorp, Marco Aurélio Vitale, as empresas tinham contratos sem lógica comercial e funcionavam como fachada. “Nunca ficou claro quanto e pelo quê a Oi pagava.” (Folha)

A Polícia Federal chegou a pedir, em 2018, a prisão temporária de Lulinha e dois sócios. O pedido foi negado pelo Ministério Público e a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara de Curitiba, concordou com os procuradores. Ela autorizou, porém, uma busca e apreensão. (Crusoé)

Lula respondeu tuitando: “O espetáculo produzido pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família.” (Twitter)

Desde 2016, quatro filhos do Lula já foram alvos da Lava Jato. Mas, até agora, apenas um deles, Luis Claudio, virou réu por negociações irregulares no contrato de compra de caças suecos e em medida provisória que estendeu incentivos fiscais para montadoras. (Globo)

O Superior Tribunal de Justiça determinou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, seja posto em liberdade com tornozeleira eletrônica. Ele foi preso em novembro do ano passado, réu na Lava Jato no estado, acusado de participar do esquema de corrupção chefiado pelo também ex-governador Sérgio Cabral. A sexta turma do STJ afirmou não ter encontrado “sinais de relevante alteração patrimonial ou de estilo de vida típico de pessoas que ocupam postos de liderança em esquemas de corrupção”. Até o fechamento desta edição, Pezão ainda não havia deixado o presídio. (G1)

A juíza Selma, senadora pelo Mato Grosso apelidada ‘Moro de saias’, teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ela é acusada de abuso de poder econômico e uso de caixa dois em sua campanha pelo cargo. Os suplentes também perdem direito ao mandato. A parlamentar pode recorrer, mas o afastamento é imediato. (Poder 360)

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o pacote anticrime, que agora caminha para votação no plenário. Para acelerar a tramitação, o texto é o mesmo que foi alterado na Câmara e tirou pontos defendidos pelo ministro Sergio Moro. Um deles, é a prisão em segunda instância. (UOL)

Pois é... Os senadores lavajatistas gostariam de votar o projeto de lei que altera o Código de Processo Penal para que o início do cumprimento de pena passe a ocorrer após condenação em segunda instância logo em fevereiro. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, tem outro plano. Quer levar a proposta à discussão em plenário apenas em abril, de acordo com o Painel. (Folha)

Vinicius Torres Freire: “Pode parecer doido quem diga que houve alguma estabilidade neste quase primeiro ano de Bolsonaro. Mas há um arranjo político que dura desde março, evitou o desgoverno total. As altercações e os ultrajes quase diários dão a impressão de movimento caótico. Avanços e recuos em medidas e leis demonstram que o governo carece de coordenação político-administrativa. Seu governo bate recordes de derrotas em votações parlamentares. Seu partido se dissolveu em menos de nove meses em meio a uma chacrinha sórdida. De que estabilidade se trata, então? A elite política e econômica acomodou Bolsonaro. O que parecia uma extravagância passageira no início do ano, o ‘parlamentarismo branco’, firmou-se até aqui. O governo do premiê acidental Maia funciona regularmente. Discute e organiza os projetos da Economia. Contém os avanços autoritários. Nesse parlamentarismo branco ou encardido, o presidente mantém certos poderes. Por exemplo, o poder de fazer guerra cultural (na educação, na cultura), o de aparelhar a máquina com esbirros ideológicos alucinados, de intervir aos poucos nos órgãos de controle (Procuradoria-Geral) e de tocar a política externa. Difícil dizer que não se trata de arranjo funcional, que contribuiu para estabilizar a economia. Essa geringonça de extrema-direita, de resto, cria uma base estável para Bolsonaro tocar o seu principal projeto, que é ‘quebrar o sistema’ político e as instituições de controle democrático.” (Folha)

Saiu a nova edição do Atlas da Notícia, projeto do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo em parceria com o Volt Data Lab. O objetivo é mapear onde estão os veículos jornalísticos profissionais no Brasil — e onde estão as regiões sem qualquer cobertura.


A Câmara dos Deputados apresentou formalmente acusações contra o presidente americano Donald Trump. Ele será julgado por abuso de poder e obstrução de justiça no processo de impeachment.

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HealthTech


Um grupo de cientistas anunciou, ontem, o maior projeto de mapeamento genético jamais feito no Brasil. DNA do Brasil, tocado pela professora Lygia da Veiga Pereira da USP, e com patrocínio da Dasa, vai sequenciar o genoma completo dos 15.105 voluntários ligados ao projeto Elsa. Em países como EUA, Coreia do Sul e China, projetos semelhantes buscam sequenciar os genomas de mais de um milhão de pessoas. Um trabalho assim revela as principais características que distinguem uma determinada população de outra, e por isso têm imenso impacto em saúde. Daí a escolha recaiu sobre quem já estava no projeto Elsa — há mais de dez anos, essas pessoas, que vivem em seis cidades brasileiras, mas vêm de todos os estados — passam a toda hora por exames completos. Seus históricos de saúde são conhecidos e, por isso, podem ser batidos com o DNA. (Globo)

DNA do Brasil tem três pilares. O primeiro é incluir a população brasileira nos bancos genéticos do mundo. Os dados serão armazenados de forma que pesquisadores de todo o mundo tenham acesso. Pois a segunda perna é justamente pesquisa. O cruzamento de informações clínicas com dados genômicos pode mostrar que trechos do código podem causar ou evitar certos males. Uma das preocupações dos cientistas é de agilidade — o Brasil burocratiza o registro de patentes. É muito importante que o tipo de tratamento que possa surgir deste material seja registrado aqui e não no exterior. Por fim, uma compreensão mais profunda do brasileiro. Viviam por aqui cinco milhões de indígenas quando chegaram os europeus. Foram trazidos outros cinco milhões da África como escravos, e não sabemos em detalhes de que regiões. Some-se aos europeus e alguns asiáticos. A composição final do povo não é bem conhecida. Passará a ser, e possivelmente revelará uma história desconhecida.

Vídeo: o projeto em detalhes. (YouTube)

Viver


A Força Aérea do Chile confirmou que o avião de carga que está desaparecido desde segunda com 38 pessoas a bordo caiu. A aeronave desapareceu dos radares em uma área isolada entre a América do Sul e a Antártida, e são poucas as chances de se encontrar sobreviventes. Buscas continuam.

Para ler com calma... O nome dela era Ann Hodges e entrou para a história por protagonizar o único caso registrado oficialmente de alguém atingido por um meteorito. As autoridades decidiram entregá-lo à Força Aérea para inspeção. Afinal, ainda estavam na Guerra Fria, e era necessário descartar qualquer possibilidade de um complô soviético.

O que a ciência tem a dizer sobre lances em que bolas fazem curvas “impossíveis” no esporte? A expressão “A física não permite!”, dita por Galvão Bueno já nos momentos finais da final da Libertadores da América de 2005 virou meme eterno e o Choque da Uva, podcast dos Focas do Estado foi atrás de algumas respostas.

Sobre a arte de bater com os três dedos na bola, a famosa trivela, botando curvas e efeitos indescritíveis e mortais, uma paródia de futebol da música Baile de Favela do MC João.

E Jorge Sampaoli não é mais técnico do Santos. O clube anunciou na noite de ontem que o técnico pediu demissão e entregou o caso aos departamentos jurídico e de recursos humanos.

O governador do Estado de São Paulo, João Doria, fez mais um aceno para os familiares de vítimas do massacre ocorrido no baile funk Dz7, em Paraisópolis. Após conversar com os parentes dos nove jovens mortos pisoteados após ação da Polícia Militar no dia 1º, o tucano decidiu afastar 32 PMs que participaram da operação. "A decisão é um recuo em relação à posição de Doria no começo da crise e contraria setores mais conservadores da população. Distancia, ainda que momentaneamente, o tucano do bolsonarismo raiz que o ajudou a ser eleito na onda do Bolsodoria em 2018", analisa Gil Alessi (El País).

Cotidiano Digital


O WhatsApp é a principal fonte de notícia para 79% dos brasileiros. Mesmo assim, 62% confia mais no que é veiculado em mídias tradicionais como a televisão e rádio. Oito em cada dez pessoas ouvidas disseram ter identificado notícias falsas em redes sociais. (Agência Brasil)

Cientistas imprimiram um coelho de plástico que armazena, em sua composição, as instruções de como reproduzir uma cópia exata de si mesmo. Apelidaram a técnica de ‘DNA das coisas’, já que as informações guardadas servem como instrução para criar réplicas a partir de impressão em 3D. A técnica simula o DNA, como se fosse um código de barras. Os dados são armazenados em nanopartículas de vidro, depois misturados com o plástico usado na impressão. O DNA das coisas pode permitir, no futuro, que qualquer objeto carregue e replique dados sobre eles próprios ou transporte qualquer tipo de informação. (O Globo)

Cultura


Sobre a decisão da Ancine de cancelar a exibição de A Vida Invisível para seus funcionários, Rodrigo Teixeira, produtor do filme, reagiu: “Quem representa a cultura no governo brasileiro enlouqueceu completamente”, disse à coluna de Mônica Bergamo. “Sou completamente contra qualquer tipo de censura. Acho um absurdo.”

Marie Fredriksson, vocalista do Roxette, morreu segunda -feira aos 61 anos em decorrência de um câncer. "Você foi a amiga mais maravilhosa por mais de 40 anos. As coisas nunca mais serão as mesmas", lamentou o guitarrista Per Gessle , seu colega no duo autor de hits como Listen to you heart, Spending my time e It must have been love.

E além dos hits: 10 pérolas "escondidas" na discografia do duo.

E a internet reagiu, positivamente, ao vídeo de apresentação de Bruno Gagliasso, ex-Globo, como novo contratado da Netflix. Após se oferecer para trabalhar nas séries Casa de Papel e Elite, o ator ouve que pode atuar em outras séries da empresa. “Não sendo novela...”, ele brinca. É uma trilha relativamente nova no mercado de nomes globais de peso rumo ao streaming.

1969, Capitão América lendo Capitão América, duas pessoas "lendo um tweet" nos anos 1950 e outras fotos antigas de leitores em ação.





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