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14 de fevereiro de 2020
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Número de homicídios cai 19%


O número de vítimas de crimes violentos seguidos de morte, no Brasil, caiu 19% em 2019, quando comparado ao ano anterior. Foram, de acordo com levantamento do G1, 41.635 assassinatos contra 51.558, em 2018 — quase dez mil mortes a menos. É, aliás, o menor número da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que monitora os casos desde 2007. Há alguns motivos para a queda. De acordo com Bruno Paes Manso, especialista do NEV-USP, um rearranjo interno dos grupos envolvidos no mercado de drogas diminuiu o número de conflitos. Além disto, as ameaças de transferência para presídios federais faz com que chefes de facções presos amenizem sua atividade. E há a influência particular das políticas públicas de São Paulo, Paraíba, Espírito Santo e Distrito Federal, onde já faz entre cinco e seis anos que este tipo de crime vêm diminuindo fortemente. (G1)

Bruno Boghossian: “Entre algumas cotoveladas, Paulo Guedes conseguiu provar sua influência durante o ano inaugural de Jair Bolsonaro. O ministro contornou resistências políticas dentro do governo e dobrou até o próprio presidente para emplacar uma agenda amarga de ajustes nas contas. A ampliação da presença de militares em postos-chave do Planalto deve lançar o chefe da equipe econômica numa nova competição. Ao cercar Bolsonaro, a ala fardada reforça sua participação em decisões políticas que envolvem diretamente a pauta de Guedes. Os representantes das Forças Armadas não chegam a discordar da cartilha liberal do ministro. Determinadas posições, no entanto, produzem pontos de atrito. Partiram da ala militar, por exemplo, sinais de resistência que levaram Bolsonaro a hesitar no envio da reforma administrativa ao Congresso, ainda no ano passado. O núcleo de inteligência do governo, dominado pela caserna, foi o responsável por levar ao presidente o alerta de que a proposta poderia ser o estopim de protestos como os que ocorriam no Chile. Seria exagero, entretanto, dizer que os militares vão necessariamente torpedear a tentativa de Guedes de reduzir a participação do Estado na economia. Um almirante, afinal, vem tocando o processo de privatização da Eletrobras no Ministério de Minas e Energia — sob resistência do Congresso, e não das Forças Armadas.” (Folha)

A popularidade de Bolsonaro cresceu em 2020. De acordo com o levantamento Veja/Instituto FSB, metade dos brasileiros aprova a forma como o presidente governa, 6% nem aprova nem desaprova, 44% desaprova e 1% não soube ou quis responder. Foram ouvidos 2.000 pessoas, entre os dias 7 e 10 de fevereiro.

E a Fiesp está cada vez mais próxima do governo Bolsonaro. Paulo Guedes e Tarcísio Freitas por pouco não se esbarraram ontem nos corredores. Pelo menos 12 dos 20 ministros do presidente já estiveram na entidade para fazer reuniões, receber homenagens ou participar de encontros com empresários. (Globo)

Fabio Wajngarten propôs à Comissão de Ética passar a sua empresa para a esposa. A medida da defesa é para que tentar reverter a decisão da Comissão que deve enquadrá-lo na lei de conflito de interesse. O chefe da Secom está sendo investigando por ser sócio de empresa que mantém contratos com TVs e agências de publicidade contratadas pelo próprio órgão que ele comanda. O caso dele será avaliado semana que vem. Wajngarten pode tanto receber apenas uma advertência para que corrija a irregularidade, como até ser demitido. (Folha)

A greve dos petroleiros pode afetar o abastecimento de combustíveis do país. O alerta é da ANP sobre a paralização que chega a seu 14º dia. A agência avalia que a Petrobras não conseguirá manter por muito tempos as operações de suas unidades com equipes de contingência como tem feito. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), estão em greve cerca de 20 mil empregados em 113 unidades operacionais, como plataformas, refinarias e terminais. Sem previsão de acabar, a Petrobras recorreu ao STF para obrigar que os sindicatos garantam 90% de pessoal. Mas não tem sido cumprido. (Folha)

A ala mais crítica à Lava Jato do STF quer usar a delação de Sérgio Cabral para rever o atual entendimento da Corte que permite que a PF feche acordo de colaboração. O acordo entre Cabral e a PF foi contestada pela PGR que entrou com ação. O procurador Augusto Aras defende que os relatos feitos por Cabral já são investigados. O mesmo é defendido pelo MPF-Rio. O entendimento do STF foi em 2018, com o placar de 10 a 1. O único a votar contra foi Edson Fachin. O ministro Marco Aurélio Mello, no entanto, já se posicionou contra rever o caso. (Estadão)

Pela primeira vez, Lula se encontrou com o Papa Francisco. Fora da agenda oficial do pontífice e em encontro privado na casa de hóspedes Santa Marta, no Vaticano, o ex-presidente tuitou que ele o Papa conversaram sobre um mundo mais justo e fraterno. Segundo pessoas presentes, Francisco disse a Lula que está feliz de vê-lo solto, mas não concordou e nem discordou de suas críticas à Lava Jato. (Época)

A questão, nesta semana, é inevitável — para que serve o jornalismo na sociedade? O ataque desta semana não foi o primeiro da família presidencial contra a imprensa. Mas como se encaixa, numa democracia, a livre imprensa? Não é eleita, porém alguns a chamam quarto poder. É obviamente falha. Convive, constantemente, com o debate sobre imparcialidade — se faz sentido ou se não faz. Democracia não é possível sem imprensa, e todas estas questões se juntam no tema do Meio deste sábado. Em crise de modelo de negócios, de formato, e em busca de se reencaixar na rotina de cada um, segue peça fundamental. Aliás... Invista no futuro da imprensa. Assine o Meio e receba esta edição ;-) É sério.

E por falar... Você já foi cancelado? Assista o Meio em vídeo.


A solução para a crise hídrica

Tony de Marco

 
WaterBNB

Histórias para ouvir

Histórias para ouvir


Já ouviu um livro? É prático. E dá pra fazer outra coisa ao mesmo tempo. E os leitores do Meio têm direito a experimentar o Storytel por 30 dias. Sem custo. Experimente.

E por falar em ouvir, a dica hoje é a biografia de Antonio Carlos Jobim. Neste livro, seu amigo e jornalista Sérgio Cabral aproxima o leitor do universo do 'maestro soberano'. Tom Jobim foi mais que um nome da música popular. Ao compositor, músico e orquestrador, reconhecido mundialmente, somava-se uma personalidade tão fascinante e multifacetada como sua obra. De sua atilada inteligência saíram observações definitivas sobre o Brasil e seus costumes. Ouça.

Cultura


Disponível na HBO e na HBO GO, a série Jorge Mautner – Kaos em Ação destaca a produção cultural de Mautner e artistas de sua geração. Em quatro episódios, a produção retrata as experiências vividas pelo artista, ao longo de 60 anos de carreira e traz depoimentos, músicas e cenas de filmes como Jardim de Guerra (1968) e O Demiurgo (1970), que dirigiu e no qual atuou ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Maria Bethânia e José Celso estão entre os artistas que ajudam a contar a história, que inclui o registro de um importante marco da cultura brasileira com a volta de artistas do exílio.

Em São Paulo, a exposição Agora ou Nunca - devolução: paisagens audiovisuais de Maureen Bisilliat abre no sábado no IMS Paulista com a presença da artista. Entra em cartaz hoje a primeira temporada da peça Por que não vivemos?, a partir da obra Platonov, de Anton Tchekhov, no Teatro Municipal Cacilda Becker. Já o Ballet Stagium apresenta hoje às 20h espetáculo com as coreografias Preludiando e Sonhos Vividos no Teatro Sérgio Cardoso. Hoje tem o encontro de poesia e sons vanguardistas do Música de Montagem, no Sesc Belenzino e Lívia Mattos faz o show de seu disco Vinhas da Ida no Sesc Ipiranga. No Sesc Pompéia, três excelentes shows. Hoje, Josyara lança o vinil de Mansa Fúria. Amanhã, Kiko Dinucci lança Rastilho, com participação de Juçara Marçal e Ogi. E hoje e amanhã, Rincon Sapiência mostra seu lado mais pop no projeto Plataforma. No domingo, às 16h, na Sala São Paulo, acontece a abertura da temporada da Orquestra Jovem do Estado com O Anel sem Palavras, que compila a saga do Anel do Nibelungo, de Richard Wagner.

No Rio, abre amanhã no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, a exposição Cine Desejo, de Caroline Valansi, que explora o universo do cinema pornô com o corpo feminino e o sexo. No sábado, no MAM RJ abre a primeira individual de Ana Paula Oliveira na cidade. Poça/Possa tem curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes. Também no sábado, a Galeria A Gentil Carioca apresenta os artistas selecionados para o ABRE ALAS 16, que nesta edição contou com Keyna Eleison, Pablo Leon de La Barra e Yhuri Cruz na comissão de seleção e curadoria da exposição. É o último fim de semana de Auto de João da Cruz, de Ariano Suassuna, com Cia. Omondé e direção de Inez Viana no Teatro da Firjan Sesi. Também é a última chance de ver a coletiva Vaivém no CCBB. No sábado tem os catalães Neus Borrell e Bru Ferri, que musicam poesia contemporânea da Catalunha, na Áudio Rebel. E Beto Guedes, 14 Bis e Marcus Viana no Km de Vantagem Hall. No domingo, Mart'nália canta Martinho da Vila no IMS. Pra quem é de pista, sábado tem Dûsk HellRave com Volvox, Ananda e Amanda Mussi. Para mais dicas culturais, assine a newsletter da Bravo!.

Viver


Para ler com calma...O tamanho da destruição atual da Amazônia é bem maior do que se acredita. E o desmatamento é só uma parte do problema. “Falar só de desmatamento quando falamos da destruição da Amazônia é o que eu chamo de a grande mentira verde”, disse à BBC News Brasil o climatologista Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “É muito maior do que os quase 20% de desmatamento dos quais se fala nos meios de comunicação”.

Pois é...a Antártica registrou temperatura acima dos 20 graus pela primeira vez no registro histórico, trazendo atenção à questão da crise climática. Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, o cientista Carlos Schaefer, do projeto Terrantar, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirmou que estão acompanhando a tendência de aquecimento em muitos dos locais, "mas nunca vimos nada parecido com isso".

Boris Cyrulnik, neurologista francês: “A desigualdade social começa nos mil primeiros dias de vida”.

Na China, mais de 1.700 médicos da linha de frente contra o coronavírus foram infectados abrindo uma nova crise para o governo.

E os números mudaram de novo. As autoridades sanitárias do país anunciaram ontem que o total de mortos devido à epidemia é de 1.380, e não 1.483 como divulgado anteriormente. A Comissão Nacional de Saúde informou que constatou "estatísticas duplicadas" na província de Hubei, epicentro da epidemia, mas não revelou mais detalhes sobre o erro. As mesmas autoridades também removeram 1.043 casos de pacientes contaminados dos balanços. Com as 116 mortes verificadas em Hubei e outras cinco no resto da China nas últimas 24 horas, o número total de mortes no país é de 1.380, disseram as autoridades. Por conta da revisão, o número de pessoas contaminadas na China continental é de 63.851, sendo que no início desta sexta esse total ultrapassava 64.000.

Cotidiano Digital


O WhatsApp chegou a marca de dois bilhões de usuários. Esse é o segundo app do Facebook a conquistar a marca - o primeiro é o próprio. Com a proposta de mensagens e ligações sem custos, o WhatsApp ganhou imensa popularidade sem nenhum marketing nos mercados em desenvolvimento. Mas o desafio atual tem sido combater as fakes news. O caminho é longo.

Pois é... 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa, mas 42% ocasionalmente questiona o que lê na web. (Veja)

O Softbank está puxando o freio. O grupo japonês anunciou que vai diminuir a segunda edição do Vision Fund, fundo destinado para startups. A meta era aumentar a captação para US$ 108 bilhões. Só que com o IPO fracassado do WeWork e a desvalorização nas ações do Uber, o Softbank teve um prejuízo de US$ 8,9 bilhões no trimestre passado. Outros negócios do grupo também têm tido dificuldade em demonstrar viabilidade, o que deixou investidores receosos. Até dezembro, a companhia só conseguiu captar US$ 74,6 bilhões no segundo fundo. (Estadão)





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