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6 de março de 2020
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Bolsa cai, dólar sobe e risco Brasil vai junto


O dólar ontem bateu pela primeira vez no patamar de R$ 4,6. O Banco Central tentou evitar o estrago — fez três intervenções extraordinárias no câmbio, mas não deu. É o 12º dia seguido de desvalorização do real. O Ibovespa caiu 4,65%, movido pelo pessimismo interno e externo com a economia — também as bolsas estrangeiras operaram em queda, lá fora muito por conta das incertezas do coronavírus. Por aqui, as maiores quedas foram da Gol e da Azul. (G1)

O dia, hoje, não será melhor. Os mercados globais amanheceram em queda, com as principais bolsas asiáticas abaixo de 2%. O índice londrino FTSE também abriu em queda de 2% esta manhã. Fábricas na China têm dificuldades de retomar atividade, eventos estão sendo cancelados em todo o mundo. Os voos internacionais estão vazios, há passageiros com máscaras por toda parte do planeta, e são as empresas de aviação que puxam a queda. Para as companhias aéreas, o prejuízo no ano está projetado entre US$ 63 e US$ 113 bilhões. (New York Times)

Pois é... O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o dólar. “É um câmbio que flutua”, explicou. “Se eu fizer muita besteira, pode ir para esse nível”, seguiu. Se referia à possibilidade de a moeda americana chegar a R$ 5. “Se eu fizer muita coisa certa, pode descer.” Na quarta-feira, ele já havia questionado a surpresa com o PIB. “Até agora, eu não diria que houve surpresa.” (Poder 360)

Bem... Há gente menos tranquila em sua equipe. “Estou muito preocupado, não durmo tranquilo, não é normal um país como o Brasil crescer 1% ao ano”, afirmou ontem o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. (Estadão)

O problema do Brasil não é só o coronavírus. Os primeiros índices de risco-país começam a aparecer em alta. Ontem, quinta-feira, foi o pior dia do risco-país desde a denúncia feita pelo empresário Joesley Batista contra o governo Michel Temer. (Folha)

O Congresso aprovou veto do governo sobre os R$ 30 bilhões do orçamento impositivo. Mas a negociação nos bastidores acirrou a rivalidade entre Câmara e Senado. A decisão do Senado de deixar a votação dos PLNs, que dividirá o valor entre os poderes, para a próxima semana não agradou parte dos líderes do Centrão. Eles se opuseram por falta de confiança de que, com os vetos garantidos, o Executivo pode desistir do acordo. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, foi o que ajudou a levar a ideia para frente: ele mudou de posição e aceitou a proposta. Mesmo assim, o clima entre os deputados é de que a votação não vai ocorrer e que Davi Alcolumbre não tem controle sobre os senadores. Deputados do Centrão já admitiram que vão engavetar propostas de interesse do Senado. Entre elas, a possibilidade de reeleição dos presidentes do Congresso. (Folha)

Alcolumbre já tem desgastado sua relação com aliados dentro da Casa. O presidente do Senado tem testado apoio para mudar a Constituição para permitir sua reeleição, mas a ideia tem desagradado. (UOL)

Faremos, amanhã, uma edição de Sábado diferente. Ao invés de pinçarmos um tema principal, vamos mergulhar em dois de importância equivalente. Um é o alerta sobre o coronavírus. Enquanto médicos diminuem o nível de alarme, matemáticos trazem números de terror. Quem está certo? Mas o outro tema cala fundo no país, e no mundo. Domingo é dia internacional da Mulher. Por que ainda há tanta resistência a dar espaço, por que ainda não é percebido como natural uma mulher no poder? Os assinantes premium vão receber.

E um último ponto: Cá no Meio acreditamos em jornalismo crítico a governo. A qualquer governo. Acreditamos, também, em um jornalismo que vá direto ao ponto, economize tempo, faça o balanço do que há importante no dia. Vivemos um período de forte pressão contra, não a imprensa, mas contra a informação. Há inúmeras máquinas profissionais de desinformação operando, e estão diretamente ligadas a inúmeras instâncias de poder. Privado e público. Assine o Meio. Nos ajude nesta briga. É ela que define uma democracia.

Bolsonaro já está descumprindo promessa de carta branca dada a Regina Duarte. Diante das críticas nas redes sociais à atriz, ele pediu os nomes dos seis olavistas demitidos pela nova Secretária da Cultura. O presidente deve também reverter a nomeação de alguns indicados por ela. (BR Político)

Olavo de Carvalho: “Aplaudir a indicação da Regina Duarte parece ter sido uma cagada minha, mais uma entre tantas. Não sei onde vou arranjar tanto papel higiênico.” (Facebook)

Preso ontem pela Lava Jato do Rio, Astério Pereira dos Santos, ex-secretário Nacional de Justiça do governo Temer, teria auxiliado o empresário Arthur Soares, o ‘Rei Arthur’, a fugir para os EUA. Em delação ao MPF, o sócio de Soares disse que o empresário era próximo ao ex-secretário, que o informou sobre o seu pedido de prisão duas semanas antes. Soares voou no mesmo dia de Portugal para os EUA, onde firmou acordo de colaboração premiada que impediu a sua deportação para o Brasil. Ele é investigado pelo esquema de compra de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. (Globo)

O empresário João Amoêdo deixou, ontem, a presidência do Partido Novo. Assume em seu lugar Eduardo Ribeiro, do diretório nacional. (Poder 360)


Elizabeth Warren: “Uma das partes mais difíceis disso são todas as promessas e todas aquelas garotinhas que terão que esperar mais quatro anos”. A candidata a nomeação democrata saiu da corrida presidencial nos EUA. Ela, por enquanto, se negou a dizer se apoiará Joe Biden ou Bernie Sanders. (Politico)

Meio em vídeo: Afinal, qual o perfil ideal para vencer Donald Trump? Entre Bernie e Biden, tentamos responder a esta pergunta. Assista.


O PIBinho ficou PIBículo

Tony de Marco

 
Pibiculo

Histórias para ouvir

Histórias para ouvir


Hoje é a última edição da editoria Histórias para Ouvir. E a última oportunidade para os leitores do Meio experimentarem o Storytel, sem custo, por 30 dias. Experimente.

Sobre audiobooks, tem um aspecto de pessoalidade importante que precisa ser lembrado: a narração profissional. No caso dos livros infantis, é mais importante ainda. Por isso a dica de hoje não é apenas uma, mas todos os livros infantis da autora Ruth Rocha. Veja a seleção. Entre eles está Os Amigos do Pedrinho. AquiRuth fala sobre amizade a partir da história de Pedrinho e seu amigo Fernando, que estavam sempre juntos. Até que conheceram o Lucas e Pedrinho começou a se sentir muito sozinho na hora do recreio. Você imagina como a história terminou? Ouça.

Cultura


O coronavírus mudou o cenário do entretenimento em todo o mundo, desde os lançamentos dos principais estúdios até festivais de cinema e TV. As principais empresas de streaming, Apple, Netflix e Amazon, já desistiram da SXSW de 2020. A MipTV, feira de mercado internacional de televisão, realizada a cada primavera em Cannes, cancelou sua edição de 2020. O evento deste ano estava programado para ocorrer entre 30 de março e 2 de abril. Todos os eventos programados foram cancelados, incluindo Mip Formats, Mip Doc e Canneseries. O próximo MipTV não acontecerá até abril de 2021. Os produtores da MGM, Universal e os produtores de Bond, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, adiaram o lançamento de No Time to Die para 12 de novembro no Reino Unido e 25 de novembro nos EUA. O filme estava programado para estreia em 8 de abril. A Paramount Pictures cancelou a produção, em 26 de fevereiro, do próximo filme Missão Impossível, que estava sendo filmado em Veneza. A equipe planejava uma sessão de três semanas. Um porta-voz emitiu a seguinte declaração: “Com muita cautela, pela segurança e bem-estar de nosso elenco e equipe, e pelos esforços do governo local de Veneza para interromper reuniões públicas em resposta à ameaça de coronavírus, estamos alterando o plano de produção para nossas filmagens, a primeira etapa programada para uma extensa produção de Missão: Impossível 7. A Paramount também suspendeu, indefinidamente, a versão chinesa de Sonic the Hedgehog. Outros lançamentos de filmes que foram adiados incluem 1917, da Universal, Jojo Rabbit da Searchlight e Dolittle da Universal. O Festival de Documentários de Thessaloniki, em 2020, na Grécia, foi adiado. O festival de 2020 estava marcado para começar em 5 de março na Grécia. Os organizadores esperam que o evento possa ser remarcado e estão planejando uma nova data no final de maio ou início de junho. A IndieWire listou, e continua atualizando, o número de produções afetadas, desde estreias, cancelamentos e interrupções de gravações.

Em São Paulo, sob regência de Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Municipal abre a temporada 2020 hoje e amanhã com a Sinfonia nº 3 de Mahler. Também no sábado, Paulo Martelli interpreta Bach no violão de 11 cordas e Albert Harris e Geraldo Vespar no de seis em recital do Movimento Violão no Unibes Cultural. Até 15 de março, diversos espaços da cidade recebem espetáculos da Mostra Internacional de Teatro, a Mitsp. Também vale ficar de olho nas peças programadas para o circuito Faroffa, espécie de "off-Mitsp" que começa na terça e tem foco em produções independentes. Dias de boa música na Casa de Francisca: hoje tem Lucas Santtana e o repertório de O Céu é Velho Há Muito Tempo; no sábado tem a Fogueira Doce de Mateus Aleluia. A pianista Karin Fernandes e a pesquisadora Camila Fresca apresentam amanhã, no Sesc Vila Mariana, uma aula-espetáculo sobre a presença feminina na música de concerto. Amanhã e domingo, a praça do Sesc Pinheiros será tomada pelo bloco Ilú Obá de Min. Depois de quatro anos sem se apresentar em São Paulo, a banda Fellini se reúne hoje no palco do Sesc Pompeia.

No Rio, o Mul.ti.plo Espaço Arte exibe 20 obras do artista argentino Juan Melé, um dos pioneiros da arte concreta na América Latina. A artista e ativista Panmela Castro abre amanhã no Museu da República a exposição Retratos Relatos, com trabalhos que retratam mulheres que foram vítimas de abuso sexual, físico e psicológico. Sob a regência de Isaac Karabtchevsky, a Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta hoje e amanhã obras de Barber, Britten e Richard Strauss na Sala Cecilia Meireles. A Sala Nelson Pereira dos Santos recebe a turnê do disco AmarElo, de Emicida, amanhã e no domingo. Zezé Motta homenageia Elizeth Cardoso em show no Teatro Imperator neste domingo. Ed Motta alterna entre o piano e a guitarra em show solo hoje no Teatro Claro Rio. Amanhã tem baile black com Gerson King Combo e Supergroove no Teatro Rival Refit. Neste sábado, a festa Du Black convida Heavy Baile, DJ Nyack e J22 para uma noite animada no Pier On. Para mais dicas culturais, assine a newsletter da Bravo.

Viver


As principais fotos de esportes da semana incluem um arco-íris atrás do estádio Antonio Vespucio Liberti, em Buenos Aires, Argentina, durante uma partida de futebol entre River Plate e Banfield. Malabarismos com uma bola de beisebol durante os treinos na Flórida. Simeon Catharina, da Noruega, e Miklos Cirjenics, da Hungria, competindo no torneio de judô do Grand Slam de Paris. E um cavalo de corrida, o  Alligator Blood, no Hipódromo de Flemington, em Melbourne. Mais fotos.

Domingo é dia internacional da mulher. E na semana passada, uma equipe liderada por duas pesquisadoras brasileiras sequenciou em tempo recorde o genoma do coronavírus que chegou ao país. Na divulgação da importante etapa, foi destaque o fato de serem duas mulheres à frente do trabalho. Ainda causa surpresa que ciência de ponta esteja sendo feita por mulheres? O que falta para que a produção delas seja reconhecida? O podcast Café da Manhã aborda o assunto e entrevista quatro cientistas, além da jornalista Giulliana Bianconi, diretora da Gênero e Número, que chefiou um mapeamento de 250 pesquisadoras que são referência no Brasil.

Vaticano e Sérvia anunciaram o primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus nesta sexta-feira. A Holanda teve a primeira morte.

Cotidiano Digital


O 5G vai movimentar mais de US$ 1,1 trilhão em investimentos globais até 2025. Relatório da GSMA projeta que o setor mais privilegiado será o industrial, desde manufatura a serviços financeiros. A América Latina é um dos locais que tem se destacado com um crescimento de 14% ao ano. A projeção é que o 5G traga US$ 300 bilhões para a economia da região até 2023.

Os motoristas do Uber serão desconectados depois de 12 horas seguidas dirigindo. A ideia da nova função é melhorar a segurança no trânsito, segundo a empresa. O app só será liberado depois de seis horas desligado. E os motoristas poderão conferir, em tempo real, quanto tempo estão online.

A IBM vai realizar evento online sobre transformação digital nos negócios. E a inscrição é gratuita.





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6 de março de 2020
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