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7 de outubro de 2020
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Pesquisas: Biden amplia vantagem sobre Trump


Na média das pesquisas nacionais organizada pelo site Real Clear Politics, Joe Biden tem 51,2% de preferência contra 42,2% de Donald Trump — uma vantagem de nove pontos, a maior documentada neste semestre. A média do FiveThirtyEight é mais ou menos a mesma — 51,4% contra 42,4%. Uma das pesquisas mais confiáveis, aquela feita em conjunto por Wall Street Journal e NBC, deu 14 pontos percentuais de vantagem ao candidato democrata, 53% contra 39%. A diferença entre ambos era de 8 pontos, em setembro. Mesmo nos levantamentos feitos após o anúncio de que o presidente está com Covid a distância entre os dois candidatos tem aumentado. A eleição será no dia 3 de novembro.

Então... Ontem, Trump encerrou as negociações entre a Casa Branca e os deputados democratas a respeito da ampliação de auxílio emergencial por conta da pandemia. Ele acusou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, de negociar com má fé. Pelo menos um parlamentar republicano, pego de surpresa, considerou a decisão um “presente para os democratas”. (Axios)

Aliás... Pelosi sugeriu que é a sensação de invencibilidade dada pelo esteroide que fez Trump tomar uma decisão potencialmente contra seu interesse eleitoral. (USA Today)

Em editorial, o New York Times declarou, hoje, apoio a Joe Biden. “Um presidente Biden abraçaria um regime baseado em leis e restauraria confiança nas instituições democráticas. Ele retornaria o respeito à ciência e ao conhecimento no governo. Colocaria em sua administração pessoas competentes, qualificadas, com princípios. Ele compreenderia que sua principal responsabilidade, sempre, é com o povo americano.”

Os candidatos a vice-presidente, Mike Pence e Kamala Harris, se encontram hoje em um debate. A campanha democrata exigiu que uma barreira de plexiglass seja colocada entre ambos. O encontro ocorrerá às 19h, hora do Brasil, e será transmitido online.

Meio em Vídeo: Professor da Fundação Getúlio Vargas naturalizado brasileiro e criado nos EUA, Oliver Stuenkel detalha o que está em jogo na eleição presidencial americana de 2020. Simplesmente o futuro da democracia no país. O que pode acontecer se Joe Biden vence? E se der Donald Trump? Assista.

O desembargador Kassio Nunes Marques, indicado pelo Planalto para a vaga aberta no Supremo, tem pelo menos uma fragilidade no currículo. Uma pós-graduação que diz ter concluído em ‘Contratación Pública’ pela Universidade de La Coruña sequer foi ministrada. De acordo com a escola espanhola, Marques participou como ouvinte de um curso de cinco dias sobre compras públicas. Marques argumenta que o problema é de tradução. Segundo ele, tratou-se de um curso de ‘postgrado’, tipo de especialização não comparável à pós-graduação nos moldes brasileiros. (Estadão)

O governo lançou a ideia de prorrogar mais uma vez o auxílio emergencial, estendendo o benefício até março de 2021. Com dificuldades de definir os rumos do Renda Cidadã, programa que substituirá o Bolsa Família, o Planalto tenta fazer a extensão para compensar. Ainda não há um valor estipulado — a partir deste mês de outubro, o auxílio caiu para R$ 300 ao mês. (Poder 360)

Elio Gaspari: “A boa notícia foi trazida pela repórter Geralda Doca: a ekipekonômika quer criar recursos para financiar o programa de amparo social impondo um teto salarial para os servidores públicos: R$ 39,2 mil mensais e nem um tostão acima disso. A medida resultaria numa economia de pelo menos R$ 10 bilhões anuais para a bolsa da Viúva. Se essa ideia for em frente, Jair Bolsonaro poderá custear uma parte de seu projeto. Hoje o programa Bolsa Família protege 13,5 milhões de famílias e custa R$ 29,5 bilhões anuais. O governo é obrigado a respeitar um teto de gastos. No entanto há um teto salarial para os servidores, e ele tem mais buracos do que queijo suíço. O andar de cima de Pindorama tem suas astúcias. O teto real seria ilegal, porque fere direitos adquiridos. É o jogo trapaceado. Os direitos do andar de cima são adquiridos, os do andar de baixo são flexíveis.” (Globo e Folha)

Viver


O Brasil registrou 798 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 147.571 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 652, uma variação de -7% em relação aos dados registrados em 14 dias. É o 14º dia seguido com essa média abaixo da casa dos 700. No total, 5 estados apresentam alta de mortes: Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e Ceará. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 4.970.953 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 30.454 desses confirmados no último dia.

A OMS disse que uma vacina pode sair até o final do ano. Não foram dados detalhes sobre qual seria a candidata mais forte. Mas a entidade já liberou as fabricantes para solicitarem aprovação para seu uso emergencial. Por aqui, a Anvisa também já simplificou e reduziu a documentação inicial para o processo de registro das vacinas. Segundo a OMS, existem 193 candidatas, 42 delas em ensaios clínicos e 151 em estágio pré-clínico.

Enquanto a Europa passa por uma segunda onda de contaminação, a China completou mais de 50 dias sem novos casos locais. O país teve apenas 12 casos, todos importados de outros países, nos últimos dias. Até agora, tem 213 pessoas infectadas ativas, das quais uma está em estado grave.

Cerca de 4 em cada 5 pacientes hospitalizados com Covid-19 apresentam sintomas neurológicos, como dores musculares, dores de cabeça, confusão, tonturas e perda do olfato ou paladar, mostra uma nova pesquisa. A condição mais grave listada foi a encefalopatia, caracterizada por função mental alterada que varia de confusão leve ao coma, disse Igor Koralnik, chefe de doenças neuro-infecciosas da Northwestern Medicine em Chicago e um dos autores do estudo.

Sobre a volta às aulas… Como esperado, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a validade do ensino remoto até dezembro de 2021. O texto também incluiu a possibilidade dos estados e municípios criarem um ano letivo suplementar para estudantes do 3º ano do ensino médio e optarem pela fusão dos anos letivos de 2020 e 2021.

A rede estadual de São Paulo vai aderir a esse ciclo único. Sem dar muitos detalhes de como será feita a metodologia, a ideia é fazer a unificação em oito bimestres para diluir o ensino e ter a possibilidade de quem não aprendeu conseguir recuperar. O CNE recomendou, em julho, que redes escolares evitem reprovar os estudantes neste ano. Apesar da sugestão, o critério ficará por conta das escolas públicas e privadas.

E as primeiras avaliações não são boas. Apontam falta de um padrão para decidir quem vai seguir, uma dificuldade em medir o aprendizado de alunos e aprovações automáticas. O resultado foi a partir de um levantamento do Globo junto às secretarias de Educação dos Estados, com o recorte específico da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino médio.

A onda de calor que passa pelo país deve se estender até sexta (9). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para o risco de morte por hipertermia, quando aumenta a temperatura corporal, em partes do Centro-Oeste e do Sudeste, além de áreas do estado do Tocantins. Essas regiões registrarão 5ºC acima da média, por mais de cinco dias consecutivos.

Então... Setembro foi o mês mais quente da história. O registro é 0,05 grau Celsius superior ao visto em setembro de 2019, que detinha o recorde até agora. Ondas de calor não só tem atingido o Brasil, mas também Austrália e Oriente Médio, e o gelo no Ártico encolhe mais do que a média. A tendência é que as temperaturas permaneçam altas até o final do ano. Desta forma, 2020 pode se tornar o ano mais quente já registrado por cientistas, superando o patamar de 2016.

O Nobel de Química de 2020 foi para Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna pela invenção do CRISPR. Com esse método de edição do genoma, é possível alterar o DNA de animais, plantas e microrganismos com mais precisão e está contribuindo para novos tratamentos de câncer.

Cotidiano Digital


O Facebook anunciou que iniciará uma investigação para suspender quaisquer contas em suas plataformas — que inclui o Instagram — ligadas à teoria conspiratória QAnon. A medida será aplicada a grupos e páginas cujas descrições sugerem ser dedicadas ao debate do tema. Mas não afetará postagens de indivíduos que falem sobre QAnon. De acordo com a teoria, o mundo é controlado por uma horda de pedófilos satanistas ligados à esquerda e ao capital internacional que tem por seu principal adversário um heróico presidente americano Donald Trump. Com raízes no antissemitismo e com crescente influência na ala trumpista do Partido Republicano, QAnon é considerada pelo FBI um dos principais focos de possível estímulo ao terrorismo doméstico. Há dois meses, o Facebook já havia bloqueado o assunto em seu algoritmo de recomendações e ameaçado com banimento quaisquer grupos que fizessem ameaças de violência. Não bastou e, a menos de um mês da eleição americana, faz agora o banimento total.

A Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados americana anunciou o relatório final de sua investigação sobre práticas monopolistas de Amazon, Facebook, Apple e Google. “A competição deve premiar as melhores ideias”, afirmam os parlamentares em sua conclusão, “não a maior conta corrente corporativa.” A recomendação é de que o Congresso comece a legislar para proteger de monopólios não só os consumidores, mas também funcionários, empreendedores, negócios independentes, para garantir mercados abertos e, ressaltam os autores, ideais democráticos. O documento vai além, pedindo restrição de compra para que as grandes empresas do Vale não possam adquirir startups que venham a ser suas concorrentes, assim como sugere que os mercados em que operam sejam limitados. No limite, cogita a possibilidade de dividir algumas das companhias em um número maior de empresas.

Cultura


Eddie Van Halen, guitarrista virtuoso que fez história no rock, morreu ontem aos 65 anos de idade. Na lista dos 100 maiores de todos os tempos com o instrumento, elaborada pela RollingStone, ele está lá na oitava posição, entre Duane Allman e Chuck Berry. “Ele era um mestre do riff de guitarra”, escreveu Mike Cready, do Pearl Jam, sobre sua habilidade nos refrães musicais. O solo Eruption, no primeiro disco da Van Halen, banda que tinha com o irmão Alex, causou choque no lançamento, em 1978. Era a notícia de que um novo guitarrista havia chegado à praça e uma revolução ocorria no rock. A partir daí, principalmente por conta de sua habilidade ímpar, a banda seguiu em turnês mais e mais lucrativas. Hot for Teacher, de 1984, é frequentemente lembrada como outro de seus momentos mágicos. Fumante pesado por boa parte da vida, Eddie Van Halen tinha câncer na garganta. A ex-mulher, Valerie, amiga da vida toda, estava ao seu lado. Deixa o filho Wolfgang, que anunciou sua morte. “Ele era o melhor pai que eu podia ter desejado”, escreveu. “Meu coração está partido e não sei se conseguirei me recuperar.”





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