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30 de abril de 2021
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Prezadas leitoras, caros leitores —

Temos anunciante novo — é a Omie. É uma empresa da qual você ouvirá falar muito. Dizer que é uma startup que põe um dos melhores softwares de gestão de empresa da praça é pouco, porque o objetivo deles não é oferecer mais um programa para controlar estoque, vendas, emitir notas fiscais e tudo o mais. O objetivo é encontrar empresas que cresceram muito, aí empacaram e não conseguem passar do ponto em que estão.

A missão é destravar o crescimento.

Como sempre, cá no Meio, o anunciante não vem e põe um banner. Ele nos patrocina para produzir mais jornalismo. E, assim, começa a circular hoje, e sempre às sextas-feiras, a editoria Destrave Sua Gestão. Vamos falar não só de gestão, mas sobre como o digital, a pandemia, e as transformações gerais pelas quais estamos passando reinventam empresas. Mudam a maneira de pensar e agir.

À turma da Omie, nossas boas-vindas. =)

— Os editores.


Um vazio de 400 mil vidas


O Brasil se tornou ontem o segundo país no mundo a ultrapassar a marca de 400 mil mortos pela Covid-19. Estamos mais perto das 575 mil mortes nos EUA que das 215 mil no México, terceiro nesse ranking pavoroso. Foram registrados na quinta-feira 3.074 óbitos, totalizando 401.417 vidas perdidas. A média móvel de mortes em uma semana foi de 2.523, o 44º dia acima de dois mil. (UOL)

Consegue imaginar o que sejam 400 mil mortos? Se todas as vítimas da Covid-19 no Brasil fossem sepultadas num único lugar, que espaço esse cemitério ocuparia nas maiores capitais do país? Clique aqui e veja. (Globo)

Eram 400 mil indivíduos, 400 mil histórias, quase 400 mil famílias, já que muitas perderam mais de um ente querido. É impossível falar de todas, mas conheça algumas dessas pessoas, como homenagem às outras. (G1)

E ninguém está imune à tragédia. Em cada dez brasileiros, sete conhecem alguém que morreu por causa da doença. Em cada 20, cinco perderam alguém próximo. (CNN Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Câmara dos Deputados fizeram, durante suas sessões de ontem, um minuto de silêncio pelas 400 mil vidas perdidas. Não houve manifestação oficial por parte do Executivo. (UOL)

Meio em vídeo. Quatrocentos mil mortos. A gente não teria chegado a um número tão catastrófico com qualquer outro no Planalto. Então o que houve? Qual é o feitiço que faz gente inteligente acreditar que o problema está nos governantes que pedem isolamento e não naqueles que deixam de comprar vacinas? Esta tragédia foi construída tijolo a tijolo. Confira o Ponto de Partida no Youtube.

E há um risco no horizonte. Segundo epidemiologistas, o Dia das Mães, no próximo dia 9, pode, a exemplo das festas de fim de ano, agravar o contágio. Eles pedem que as pessoas evitem aglomerações. (UOL)

No meio disso, algumas boas notícias. Chegou ontem ao Brasil a primeira carga de vacinas da Pfizer. O lote de um milhão de doses começa a ser distribuído hoje nas capitais. (Estadão)

Já a Fiocruz entrega hoje 6,5 milhões de doses da AstraZeneca, seu maior lote até o momento. (Globo)

Enquanto o Brasil rompia a barreira das 400 mil vidas perdidas, a minoria governista na CPI da Covid procurava obstruir os trabalhos da comissão. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) queria que todos os mais 200 requerimentos de depoimentos fossem votados de uma vez, o que inviabilizaria a sessão. Diante da recusa do relator Renan Calheiros (MDB-AL), Nogueira provocou, perguntando do que Renan tinha medo. O relator reagiu dizendo que não votaria requerimentos elaborados pelo Planalto. Quando o clima serenou, foram aprovadas as convocações para depor já na semana que vem dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich (ambos na terça-feira) e Eduardo Pazuello (quarta), do atual, Marcelo Queiroga, e do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ambos na quinta. (Folha)

Assista ao vídeo da discussão. (G1)

Radar: “Se depender da vontade de membros da CPI, Queiroga não será o único integrante do primeiro escalão do governo Bolsonaro a ser ouvido. Nas próximas reuniões, os senadores devem apreciar pedidos para convocar os ministros Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).” (Veja)

Em mais uma derrota para os governistas, o ministro do STF Ricardo Lewandowski rejeitou o mandado de segurança que pedia a retirada da comissão de Renan e do suplente Jáder Barbalho (MDB-PA), sob a alegação de que os dois são pais de governadores. O ministro lembrou que a escolha de membros de uma CPI é atribuição interna do Congresso. (UOL)

Sob pressão da CPI, Bolsonaro tenta estreitar os laços com o Tribunal de Contas da União (TCU), após a área técnica do órgão ter apontado uma série de falhas do governo no enfrentamento da pandemia. Nunca é demais lembrar que partiu do TCU o relatório sobre as “pedaladas fiscais” que levaram à deposição da presidente Dilma Rousseff, em 2016. (Estadão)

Bela Megale: “O depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten na CPI da Covid é um dos focos de maior preocupação no Planalto. Descrito como ‘estourado’ e ‘encrenqueiro’ por auxiliares de Bolsonaro, eles avaliam que o ex-chefe da Secom não fará preparação alguma para participar na sessão. Além de tudo, acreditam que Wajngarten cairá facilmente em provocações da oposição e que vai complicar ainda mais o governo.” (Globo)

Mônica Bergamo: “O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se reuniu com empresários e banqueiros na quarta em SP e foi taxativo: a CPI da Covid não vai dar em nada para o presidente Jair Bolsonaro. Por um motivo simples: o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não deixará nenhum pedido de afastamento de Bolsonaro ser discutido, funcionando como uma sólida barreira.” (Folha)


O peso nas costas do governo

Tony de Marco

400mil

Fatos marcantes registrados no blockchain. As animações do Meio estão no Open Sea.

Destrave sua gestão

Destrave sua gestão


Investir em Enterprise Resource Planning (ERP), ou seja, sistema de gestão integrado, se tornou etapa importante da transformação digital das empresas. Mas como toda tecnologia, o ERP também passa por um processo de transformação que começa pela nuvem. A transição já tem ajudado empresas a enfrentar as barreiras de agora, como administrar processos de forma remota a até atender clientes com interações inteligentes e personalizadas em tempo real. Não é à toa que as empresas já estão vendo a necessidade de transição do ERP para a nuvem. Um relatório da consultoria IDC descobriu que 37% dos entrevistados estão priorizando projetos de TI para ajudar suas organizações a reduzir custos operacionais e se recuperar da pandemia. E a modernização do ERP foi apontado como uma área-chave a ser reavaliada.

A mudança de comportamento do consumidor durante a pandemia acelerou a implementação de tecnologias nas cadeias produtivas. Quase sete em cada dez organizações planejam mudar estratégias nessa área nos próximos três anos, segundo o Capgemini Research Institute com 400 executivos em 11 países. Perto de 60% vão investir mais na digitalização das suas cadeias. Por aqui, as varejistas têm realizado parcerias com startups e alterado os seus softwares de gestão para, por exemplo, consumir dados de outras áreas — como a de relacionamento com o cliente, com o objetivo de identificar movimentos para adaptar o estoque e abastecimento. (Valor)

São Paulo, Florianópolis e Osasco foram as melhores cidades brasileiras para empreender em 2020, segundo ranking da Endeavor. Das 10 cidades no topo do índice, metade estão no Estado de São Paulo e o restante é dividido por Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ). No entanto, segundo a pesquisa, tem crescido, para além do Sul e Sudeste, a vontade de empreender dentre as 100 cidades mais populosas do país, com avaliação de fatores como ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

E uma lista do Business Insider dos 12 negócios mais promissores para empreender durante a pandemia.

Política


Apoiada por críticas ao chamado ativismo judicial, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), Bia Kicis (PSL-DF), vem dando ênfase a projetos que limitam a ação do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos projetos proíbe decisões monocráticas liminares em ADIs (ações diretas de inconstitucionalidade) e ADPFs (arguições de descumprimento de preceito fundamental). Outro veta ações que se baseiem em questões de princípios da Constituição. A oposição diz que é uma retaliação da extrema-direita às frequentes derrotas na Corte. Bolsonarista ferrenha, Kicis, aliás, é investigada no inquérito das fake news no Supremo. (Folha)

Fracassou a tentativa da defesa de Wilson Witzel de interromper, via STF, o julgamento de impeachment do governador afastado do Rio, marcado para hoje. O ministro Alexandre Moraes considerou que não houve cerceamento da defesa com a inclusão de documentos pelo Tribunal Especial Misto depois do prazo, já que, segundo ele, os anexos não têm relação com a denúncia. Porém mandou que esses documentos fossem retirados do processo. Witzel é acusado de crime de responsabilidade por atos no combate à pandemia. Ele foi afastado do cargo em agosto por decisão do STJ. (G1)

Amanhã se comemora na maior parte do mundo o Dia do Trabalho. Mas qual trabalho? Aquele tradicional, sinônimo de emprego? O precarizado dos aplicativos como Uber, que transformam colegas em rivais? O flexível, com “jobs” para diversos contratantes? Como os sindicatos, estruturas dos séculos 19 e 20, podem se adaptar a esses trabalhos do século 21? Essas são algumas questões que cá este Meio vai abordar na edição especial de sábado, exclusiva para assinantes premium. Assine. Custa pouco e ajuda a manter o jornalismo independente.


Joe Biden chegou à emblemática marca de cem dias de governo dando uma guinada de 180 graus em praticamente todas as políticas de Donald Trump. Ciência, meio ambiente, imigração, pauta de comportamento, armas... E todas elas representam más notícias para o governo brasileiro, alinhado umbilicalmente ao trumpismo. (UOL)

Cultura


Hoje à noite acontece a edição online do Sampa Jazz, que apresenta shows de João Donato com Tulipa Ruiz, Hamilton de Holanda e Sintia Piccin.

Também hoje a cantora Tuini lança o single Janelas, com misturas do baião e da MPB setentista tradicional. O clipe, que já está no ar, foi filmado em Macaé, no litoral do Estado do Rio.

De hoje a 9 de maio, sempre às 20h, o CCSP reexibe o projeto Abismos de Dostoiévski, que adapta obras do escritor russo para monólogos teatrais. Celso Frateschi, Matheus Nachtergaele e Yara de Novaes estão entre os artistas envolvidos.

Produções de 12 países integram a programação do Vivadança Festival Internacional, que acontece até 9 de maio. Entre os destaques está a estreia de Dancing at Dusk – A Moment with Pina Bausch’s The Rite of Spring, uma parceria entre a Pina Bausch Foundation (Alemanha), a École des Sables (Senegal) e o Sadler's Wells Theatre (Reino Unido). A coreografia foi filmada na praia de Toubab Dialaw, no Senegal, pelo cineasta Florian Heinzen-Ziob.

Sob a regência de Neil Thomson, a Osesp interpreta a Sinfonia nº 5 de Tchaikovsky, com transmissão direto da Sala São Paulo. Ao longo do fim de semana, a Orquestra do Theatro São Pedro se junta à São Paulo Companhia de Dança em programa que inclui a estreia de Madrugada, coreografia de Antonio Gomes inspirada pelas Valsas da Esquina, de Francisco Mignone.

Enquanto isso, até 2 de maio, o Theatro Municipal de São Paulo exibe os mini-documentários da série Cartas Líricas, que convida personalidades como o rapper Emicida e a compositora Ellen Reid a escrever cartas para personagens femininas de óperas.

Na programação do Palco Virtual do Itaú Cultural, hoje tem show de Lazzo Matumbi e amanhã, de Tulipa e Gustavo Ruiz.

Até 16 de maio, a Casa do Povo apresenta o podcast Levante-se, que conecta a resistência antinazista do século 20 a lutas do passado e do presente. Quatro episódios já estão no ar.

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Cotidiano Digital


No últimos anos, smartphones e apps lançaram opções de dark mode para diminuir os efeitos da luz azul no sono dos usuários. Mas um recente estudo mostrou que na verdade essas versões que adaptam a luz do celular não geram nenhum efeito. Os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença no sono entre o grupo que adotou modo noturno, o que não aderiu e até mesmo quem nem usou celular antes de dormir. O resultado sugere que talvez não seja a luz azul que cause distúrbios no sono, mas simplesmente o estímulo cognitivo e psicológico de postar, mandar mensagem, receber notificação etc antes de dormir.

Meio em vídeo. A Apple liberou a versão iOS 14.5 para iPhone. Entre as novidades, um recurso de privacidade que promete tornar mais transparente a coleta de dados por aplicativos, o que gerou uma briga com a gigante das redes sociais: o Facebook. Saiba mais sobre isso e outros assuntos no Pedro+Cora desta semana. No Youtube e no Spotify.

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