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17 de junho de 2021
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Às pressas: Câmara afrouxa lei contra maus gestores


A Câmara aprovou a toque de caixa e por ampla maioria (408 a 64) o projeto que altera a Lei de Improbidade Administrativa, tornando mais difícil a punição a maus administradores públicos. Uma das principais mudanças no texto, que segue para o Senado, é a exigência de que fique provada a intenção do administrador em lesar os cofres públicos. Prejuízos causados por negligência ou incompetência passam a ser impunes. A pressa na votação foi obra do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tirou o projeto da comissão que o analisava e o levou direto ao Plenário. Lira foi condenado em primeira instância em dois processos por improbidade na Justiça de Alagoas. (Folha)

E quatro líderes na Câmara respondem a processos por improbidade. Veja quem são. (Globo)

Presidentes de cinco partidos da centro-esquerda à centro-direita se reuniram ontem em Brasília para iniciar a discussão de uma candidatura única às eleições do ano que vem. Organizado pelo ex-ministro da Saúde — e ele mesmo presidenciável — Luiz Henrique Mandetta, o encontro reuniu PSDB, Cidadania, PV, Podemos e DEM. De concreto, porém, apenas a decisão de não apoiar nem o presidente Jair Bolsonaro, nem o ex-presidente Lula. (Globo)

Confira quem são os possíveis candidatos de “terceira via”. (Estadão)

Não há risco de um levante de PMs bolsonaristas no país, mas houve uma politização das polícias desde 1988. A avaliação foi feita pelo vice-presidente Hamilton Mourão à jornalista Malu Gaspar. Segundo ele, greves de PMs são motins, e, quando houve, o Exército interveio para manter a ordem. Falando sobre desmatamento, o general defendeu a contratação de mais mil fiscais para o Ibama e ironizou a ausência do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nas últimas reuniões do Conselho da Amazônia: “Parece que o celular dele a Polícia Federal levou.” (Globo)

O ex-governador do Rio Wilson Witzel prestou ontem um curto mas polêmico depoimento à CPI da Pandemia. Embora tivesse um habeas corpus para não comparecer ou ficar calado, ele falou durante quase quatro horas e acusou o governo federal de sabotagem e perseguição. Disse que o presidente Jair Bolsonaro negou a cessão de hospitais federais para o estado na pandemia e que a suposta perseguição contra ele começou com a prisão dos matadores da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em 2018. Foi a senha para o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que não faz parte da comissão, dar início a um bate-boca, chamando Witzel de mentiroso e dizendo que ele é o responsável pelas mortes no estado. O ex-governador reagiu, chamando o senador de mimado, e, escorado pelo habeas corpus, deixou a sessão pouco depois. (G1)

Ao deixar a CPI, Witzel, que sofreu impeachment e é réu em processos por corrupção, disse ter provas de que Organizações Sociais ligadas a desvios na saúde patrocinaram seu afastamento. Ele pediu para prestar um novo depoimento reservado e sob sigilo de Justiça. (Poder360)

O dia não terminou bem para o ex-governador. Ele, a mulher e mais 11 pessoas se tornaram réus em um novo processo por desvio de dinheiro público. (CNN Brasil)

E ministros do STF tomaram decisões importantes para a CPI. Gilmar Mendes autorizou o auditor afastado do TCU Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, suspeito de elaborar um “relatório paralelo” sobre superfaturamento de mortes, a ficar calado em seu depoimento. Já Rosa Weber manteve a quebra de sigilos do empresário Carlos Wizard, suspeito de integrar e financiar o chamado “gabinete paralelo” que assessorava Bolsonaro. Horas depois, Luiz Roberto Barroso autorizou Wizard a ficar calado em depoimento. (Estadão)

Nas notícias falsas, eram 1,3 milhão; na estimativa das autoridades, 12 mil. Mas os registros de pedágio da rodovia dos Bandeirantes dão a real dimensão da “motociata” promovida por Bolsonaro em São Paulo no último sábado: foram 6.661 passagens de veículos no horário em que a caravana passou pela estrada. (Folha)

Meio em vídeo. O Exército decretou sigilo de um século sobre o inquérito que investigou a participação do general Pazuello em ato político com Bolsonaro. Mas afinal, o que isso significa? Por que os documentos serão mantidos em segredo? O que diz a Lei de Acesso à Informação? Confira as respostas no #MeioExplica desta semana, que contou com a participação da Júlia Rocha, assessora do programa de acesso à Informação e Transparência da Artigo 19. No YouTube.


Pela primeira vez desde sua posse, o presidente americano Joe Biden se reuniu com o colega russo Vladimir Putin. Apesar da cordialidade, o clima foi de desconfiança. Os dois trataram de temas como armas nucleares, direitos humanos e ataques cibernéticos. Em mais um sinal de distanciamento, os líderes falaram separadamente aos jornalistas após o encontro. (G1)

Está difícil acompanhar as notícias, não é? Anda tudo muito rápido, muito dinâmico e barulhento. O Meio te ajuda a separar o que é importante. Aos sábados, uma edição especial em que te oferecemos um contexto sobre grandes temas do momento. Assine o Premium e não perca tempo no seu dia.

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Tech no próximo nível


A capacitação de pessoas para lidar com as novas tecnologias se tornou uma preocupação de empresas à medida que dados se tornam cada vez mais parte do negócio. O The Data Mine, um programa da Purdue University, tem feito exatamente essa combinação: empresas como Ford e Microsoft ajudam a universidade a moldar o currículo para as demandas que elas enfrentam no dia a dia. O programa já chamou atenção da comunidade e a Universidade de Stanford lançou um mestrado em ciência de dados focado no setor de educação e instituição filantrópica Lilly Endowment já investiu US$ 10 milhões para criar um programa semelhante.

Enquanto no Brasil… A falta de profissionais de TI já é um problema e muitas empresas têm investido no treinamento da mão de obra que já têm. Além de cursos internos, a estratégia envolve a criação de universidades corporativas e programas para ajudar na recolocação. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscon), o Brasil forma anualmente cerca de 45 mil pessoas na área de tecnologia, mas as companhias abrem 70 mil vagas por ano. (Globo)

O Brasil ganhou sua primeira antena 5G no campo e a segunda do país. A instalação aconteceu em maio na cidade de Rondonópolis (MT) e servirá como teste do potencial da tecnologia. Hoje, apenas 23% da área rural brasileira é coberta por sinal de internet. Segundo estudo da Esalq/USP, a expansão da conectividade no campo poderia trazer mais R$ 100 bilhões para o valor de produção agrícola no Brasil até 2026. (UOL)

Então… A adoção do 5G pelo mundo está sendo mais rápida que a 4G e, segundo estudo, deve superar a rede anterior em dois anos. Hoje, pelo menos 200 milhões de pessoas e negócios já assinam serviços com tecnologia 5G em todo o mundo. Enquanto o 4G levou dois anos a mais para atingir esse número depois de seu lançamento. (CNN Brasil)

Viver


O Instituto Butantan identificou nada menos que 19 variantes do Sars-Cov-2 circulando no estado de São Paulo, segundo mapeamento divulgado nesta quarta-feira. A cepa dominante, encontrada em 90% das amostras analisadas, é a Gamma, identificada primeiro em Manaus, mas há registros da Alpha, detectada no Reino Unido. (Veja)

O governo paulista abriu ontem o pré-cadastro para voluntários à primeira fase de testes da ButanVac, vacina a ser produzida inteiramente no Brasil pelo Butantan. A expectativa é que 418 pessoas com mais de 18 anos participem. (UOL)

E o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a Pfizer vai antecipar sete milhões de doses de sua vacina para o Brasil em julho, que se somarão aos oito milhões já previstos para o mês. (Estadão)

A média móvel de mortes por Covid-19 em sete dias voltou a ficar acima de 2 mil, o que não acontecia desde 10 de maio. Foram registrados ontem 2.673 óbitos, totalizando 493.837 e resultando numa média de 2.007 vítimas. O número é 8% maior que há 14 dias, o que ainda indica estabilidade, embora a margem venha subindo diariamente. (G1)

A Covid-19 pode ir embora, mas deixa sequelas. Estudo nos EUA indicou que pacientes curados da doença relataram sintomas de dores crônicas, hipertensão e dificuldades respiratórias, males que não tinham antes de serem infectados. (Globo)

Embora tenha sido elaborado às pressas, o projeto de uma liga de clubes para gerir o campeonato brasileiro tem um detalhe importante, a proibição de “viradas de mesa” para beneficiar clubes tradicionais que hoje disputam a série B, como Vasco, Botafogo e Cruzeiro. Segundo dirigentes, as estruturas atuais seriam mantidas, com clubes subindo para a série A somente por seu desempenho em campo. (UOL)

Panelinha no Meio. Tem gente que se acha o rei da cocada preta. Com esta receita de cocada de forno dá para ser pelo menos duque. Mas lembre-se, o coco tem de ser fresco, de preferência ralado fino, para os outros ingredientes absorverem seu sabor. Quem usa coco seco continua plebeu.

Cultura


Roger Waters, alma do Pink Floyd, revelou ter recusado “uma enorme quantidade de dinheiro” oferecida por Mark Zuckerberg para usar a clássica Another Brick In The Wall (Part 2) (YouTube) numa propaganda do Instagram. Waters, que foi entrevistado num fórum de apoio a Julian Assange, contou que o próprio fundador do Facebook lhe enviou um e-mail dizendo que “o sentimento central desta música ainda é prevalente e necessário hoje”. A resposta do músico de 77 anos foi um “de jeito nenhum” acompanhado do célebre expletivo com “f”. (Globo)

Cá entre nós, por questão de coerência, Zuckerberg deveria preferir Welcome To The Machine (YouTube).

Mônica Bergamo: “A cantora Marisa Monte fará uma audição solidária de seu próximo disco, Portas, que será lançado no dia 1º de julho. O CD será disponibilizado nas plataformas digitais às 21h. As pessoas que participarem poderão ter acesso às músicas uma hora antes, às 20h. As doações, a partir de R$ 20, serão revertidas para profissionais da cultura do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador que tiveram seus trabalhos interrompidos por causa da epidemia da Covid-19.” (Folha)

Quando se fala da família Austen, o primeiro nome que vem à cabeça é Jane (1775-1817), uma das mais influentes escritoras britânicas do século 19. Mas o clã não se notabilizou apenas por isso. Eram abolicionistas fervorosos. Estudos mostram que seu irmão favorito, o reverendo Henry Thomas Austen participou da Convenção Mundial contra a Escravidão em 1840, em Londres, e defendia a abolição em todo o planeta. Outro de seus irmãos, Francis, classificou como lamentável haver escravos “em países dependentes da Inglaterra ou colonizados por seus súditos”. (Estadão)

Cotidiano Digital


A pressão dos reguladores americanos nas big techs não é de hoje, mas o governo americano deu mais um sinal de que ela está longe de terminar. Lina Khan foi nomeada por Joe Biden para ser presidente da Comissão Federal de Comércio, o mais importante órgão regulador. Ela é uma das maiores defensores de aumento de regulamentação contra as empresas de tecnologia. Em seu discurso de posse, disse que os reguladores precisam analisar o poder que empresas como Apple e Google têm desde os mercados digitais, lojas de aplicativos até jornalismo online. Enquanto isso, as organizações de defesa financiadas pelas grandes companhias foram rápidas em criticar a confirmação de Khan. (Globo)

Então… O Congresso americano acabou de apresentar um conjunto de leis que endurecem uma série de práticas comuns das big techs.

E para os fãs de games, os anúncios mais importantes da E3 2021, principal feira de jogos no mundo que terminou esta semana. Confira.





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