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12 de julho de 2021
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Brasileiros veem um Bolsonaro corrupto e querem impeachment


A bandeira anticorrupção que Jair Bolsonaro agitou na campanha de 2018 já não tremula, segundo pesquisa do Datafolha. Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados avaliam que há corrupção no governo, em particular no Ministério da Saúde, e 64% acreditam que o presidente tinha conhecimento disso. O único grupo em que não há visão predominante de que há corrupção é o dos empresários. Entre eles, 50% acreditam haver irregularidades, contra 48% que discordam, um empate na margem de erro. O dado da pesquisa que mais chama atenção, porém, é outro: pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros desejam o impeachment: 54%. (Folha)

Pois é... No domingo, o Estadão pediu o impeachment de Bolsonaro em editorial. “É hora de coragem e firmeza na defesa da liberdade”, escreveram os editorialistas. “O presidente Jair Bolsonaro não reúne mais as condições para permanecer no cargo.” (Estadão)

Guilherme Amado: “Integrantes do gabinete de Bolsonaro no Palácio do Planalto estão preocupados com o cansaço físico e mental do presidente, que está sofrendo de insônia há dias, e tem enviado mensagens em grupos ao longo da madrugada. Segundo um integrante do gabinete presidencial, ele tem recebido mensagens do presidente às 2h, 4h, 6h da manhã, o que denotaria, na visão deste assessor, que Bolsonaro não está dormindo.” (Metrópoles)

Eu sua cruzada pela adoção do voto impresso, Bolsonaro, publicou ontem nas redes sociais um vídeo de 2015 no qual o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) falava de uma auditoria pedida pelo partido sobre as eleições de 2014. Bolsonaro omitiu, porém, que a investigação dos tucanos não encontrou indícios de fraude. O presidente faz insistentes acusações de irregularidades em votações com urnas eletrônicas, mas não apresentou qualquer prova, mesmo cobrado pelo TSE. (Estadão)

O clima de confronto entre o Executivo e, do outro lado, Legislativo e Judiciário não arrefeceu ao longo do fim de semana. Na sexta-feira, após Bolsonaro questionar a realização das eleições no ano que vem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que não aceitaria retrocessos à democracia e classificou como “inimigo da nação” quem tentasse algo nesse sentido. Repetidamente ofendido por Bolsonaro, o presidente do TSE, ministro Luiz Roberto Barroso, afirmou que tentativas de impedir as eleições seriam crime de responsabilidade. Até o deputado Arthur Lira (PP-AM), presidente da Câmara e aliado do governo, acabou criticando manifestações políticas de militares e “intentos antidemocráticos”, após tentar colocar panos quentes na crise. (Folha)

Paralelamente à investigação de possíveis fraudes na compra de vacinas, a CPI da Pandemia está tentando traçar um organograma que mostre a cadeia de comando do esquema. São investigados ministros, aliados do governo e até os filhos do presidente Bolsonaro. Senadores já têm indícios de que orientações e pressões para negociações de imunizantes vinham diretamente da Casa Civil, na época comandada pelo general Braga Netto. (Globo)

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), criticou neste domingo a demora da CPI em convocá-lo para depor. “Meu nome já foi citado 96 vezes na CPI. Todos os depoentes me isentaram. O dono da Precisa já disse que não me encontra há 3 anos. Reafirmo que não participei das negociações da Covaxin. Por que a CPI só me ataca e não me dá direito à defesa?! Isso tem nome: COVARDIA” (Poder360)

Virtual indicado à vaga aberta no STF com a aposentadoria hoje de Marco Aurélio, o advogado-geral terrivelmente evangélico da União, André Mendonça, ajustou o discurso para agradar os senadores, a quem cabe aprovar a indicação. Critica a Lava-Jato e promete não “criminalizar a política”. Em campanha, Mendonça apelou até ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), visto como inimigo pelo governo. (Globo)


Manifestantes foram às ruas de Havana e de outras cidades de Cuba neste domingo protestar contra o governo. Organizados pelas redes sociais, os atos foram motivados pelo agravamento da pandemia de Covid-19 e pela crise econômica provocada por ela, afetando principalmente o turismo, umas das principais fontes de renda do país. O presidente Miguel Díaz-Canel adotou a retórica tradicional do governo, acusando os manifestantes de serem “contrarrevolucionários” financiados pelos EUA e conclamando os integrantes do Partido Comunista a enfrentá-los. (G1)

O governo haitiano anunciou na noite de ontem a prisão de Charles Emmanuel Sanon, de 63 anos, suspeito de ter ordenado o assassinato do presidente Jovenel Moïse, no dia 7. Sanon é médico e vive na Flórida. (Poder360)

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Gestão Simples

Gestão Simples


Apesar de ter sido criada na área de TI, a metodologia ágil tem beneficiado, sobretudo, o setor financeiro. Segundo a VersionOne, a área das finanças já aparece na segunda colocação, com 17%, no ranking de setores que mais adotam a prática. Não é à toa. Com o ritmo das mudanças nos negócios em constante aceleração, as organizações não podem mais depender de orçamentos estáticos para orientar suas decisões ou burocracias com bancos. Entre as muitas vantagens de uma gestão financeira ágil estão mais autonomia, escalabilidade, controle e segurança. Entenda.

A gestão financeira é um dos principais pilares para empresas atravessarem crises e se manterem no mercado. A conclusão é do IBGE que apontou que desde o início do pandemia, 716 mil empresas fecharam as portas. Destas, quatro em cada 10 culparam a falta de um bom planejamento financeiro. Algumas práticas que precisam virar regras nas empresas são estabelecimento de prioridades e fluxos de caixa organizados e atualizados. (Terra)

O mercado de fintechs voltadas tanto para consumidores finais quanto negócios está crescendo no Brasil. E se destacando globalmente. A cidade de São Paulo é o quarto maior ecossistema de inovação financeira no mundo, com o Brasil no top 15 do ranking geral de países. A capital paulista está atrás apenas de São Francisco (EUA), Londres (Inglaterra) e Nova York (EUA), e à frente de cidades como Tel Aviv (Israel), Berlim (Alemanha), Boston (EUA) e Los Angeles (EUA). (Olhar Digital)

Viver


O governo de São Paulo anunciou ontem que pretende vacinar todos os adolescentes entre 12 e 18 anos a partir de 23 de agosto, três dias depois de concluída a imunização de adultos. Essa nova fase iria até o dia 30 de setembro. Neste momento, somente a vacina da Pfizer tem autorização da Anvisa para uso nessa faixa etária. (Globo)

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) avaliou que o anúncio do governo paulista tem cunho político, uma vez que o Ministério da Saúde ainda não incluiu esse público no Programa Nacional de Imunização (PNI). Para a entidade, esse deveria ser um movimento conjunto do ministério e dos estados, não uma iniciativa isolada. (UOL)

E a iniciativa paulista não é inédita. No dia 18 de junho a prefeitura do Rio havia anunciado para 1º de setembro o início da vacinação de adolescentes. Nas redes sociais o prefeito Eduardo Paes (PSD) ironizou o governador João Doria (PSDB) e deu a entender que pode antecipar a imunização dos mais jovens. (Twitter)

Neste domingo o Brasil registrou 597 mortes por Covid-19, chegando a 533.546 vítimas desde o início da pandemia. A média móvel de óbitos em sete dias foi de 1.296, a menor desde 2 de março, com uma variação de -20% em relação aos 14 dias anteriores, a 15ª queda consecutiva. (G1)

Embora esses números sejam animadores, há um risco no ar. O Brasil já registra vinte casos confirmados da variante delta, com duas mortes. Identificada primeiro na Índia, a delta é mais contagiosa e caminha para se tornar a cepa dominante no mundo. (CNN Brasil)

Neste momento, estudos mostram que a segunda dose das vacinas oferece proteção suficiente contra todas as variantes conhecidas, mas cientistas alertam que não é possível prever o que pode acontecer se a circulação do vírus continuar alta, produzindo novas mutações. (Folha)

Neste domingo, a Austrália registrou a primeira morte por Covid-19 contraída localmente em 2021. A variante delta tem se espalhado rapidamente pelo estado de Nova Gales do Sul, onde foram registrados 77 novos casos da doença em um dia, um recorde desde o início da pandemia. (Estadão)

Aparentando boa recuperação, o Papa Francisco rezou ontem o Ângelus da janela do hospital Gemelli, em Roma, onde se internou no dia 4 para uma cirurgia agendada no intestino. O Vaticano ainda não informou quando o Pontífice de 84 anos terá alta. (Folha)

Apesar dos poucos gols, o jogo entre Inglaterra e Itália pela final da Eurocopa foi eletrizante. Após um empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, os italianos venceram a disputa de pênaltis por 3 a 2, calando a torcida que lotava o estádio de Wembley. É o segundo título italiano na competição e marca o renascimento do futebol no país, após a Itália sequer ter se classificado para a Copa da Rússia. (UOL)

Antes da partida, torcedores sem ingressos romperam as barreiras policiais na tentativa de invadir o estádio. Veja o vídeo. (Guardian)

E a Argentina quebrou o jejum de 28 anos sem títulos ao conquistar a Copa América no sábado. Diante de 5 mil convidados, a equipe de Messi venceu o Brasil por 1 a 0, em pleno Maracanã, com um gol de Di Maria. (El País)

Richard Branson, fundador da Virgin, tornou-se o primeiro turista espacial ao participar de um bem-sucedido voo da espaçonave VSS Unity, de sua empresa Virgin Galactic Holding. Foram menos de vinte minutos de um voo suborbital, mas o suficiente para tirar de Jeff Bezos, dono da Amazon, a primazia de fazer o primeiro voo espacial comercial. Em vez de um foguete, a Unity foi levada ao espaço por um avião e depois desceu planando até o “espaçoporto” da empresa no Novo México. (G1)

Cultura


Ney Matogrosso completa 80 anos em novembro, mas que ninguém espere dele a mansuetude de um ancião. Enquanto aguarda o lançamento de uma nova biografia, Ney Matogrosso – A Biografia, do jornalista Julio Maria, o cantor prepara um disco para ser lançado em seu aniversário e fala que o isolamento social o deixou “subindo pelas paredes”.  “Sinto falta de um corpo encostando no meu. Não tem como, né? Não sou louco. Conheço muita gente que não respeita (a quarentena). Eu não tenho coragem”, diz. (Globo)

Dar vida a personagens limitados apenas pela imaginação de seus criadores é uma grande responsabilidade, ainda mais quando se tratam de animações num estúdio de renome como a Dream Works, criada por Steven Spielberg. É o que conta Alex Simões, animador responsável, entre outros sucessos, por Como Treinar o Seu Dragão: Homecoming (2019), Abominável (2019), O Poderoso Chefinho 2 (2021) e The Bad Guys, cujo lançamento está programado para 2022. (Rolling Stone)

Vinte anos depois de levar a Palma de Ouro com O Quarto do Filho, Nanni Moretti volta ao Festival de Cannes com Tre Piani (Três Andares), um filme em que deixa de lado o humor amargo e a pegada política que caracterizam o diretor italiano. Baseado no livro do israelense Eshkol Nevo, o filme conta a história de quatro casais que vivem no mesmo edifício em Roma, retratados em três momentos ao longo de uma década. (Folha)

Cotidiano Digital


Para ler com calma… No Vale do Silício, funcionários do Google eram conhecidos por serem difíceis de serem persuadidos a saírem da empresa para uma oportunidade em outro lugar. Mas isso tem mudado: pelo menos 36 vice-presidentes do Google deixaram a empresa do ano passado para cá. Alguns desses executivos ainda estão saindo e fazendo questão de dizer exatamente o porquê — o estilo de liderança de Sundar Pichai. Para eles, uma liderança antes decidida e dotada de grandes ideias foi substituída pela aversão a riscos e pelo apego a burocracias que podem afetar a inovação de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. (New York Times)

Meio em vídeo. Após ser banido das redes sociais mais famosas do mundo por incitação de violência, o ex-presidente Donald Trump e sua equipe resolveram criar uma plataforma própria, chamada Gettr. E mais: Trump anunciou que está processando Facebook, Google e Twitter. Pedro Doria e Cora Rónai discutem os poderes das redes e a influência de figuras famosas nos espaços públicos abertos pela internet. Confira no YouTube.





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