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11 de novembro de 2021
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Governo desobedece STF e toca emendas do relator


O governo parece não ter tomado conhecimento da liminar proibindo a execução de emendas do orçamento secreto, determinada na sexta-feira pela ministra Rosa Weber e mantida ontem pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apurou a jornalista Marta Salomon, o Ministério do Desenvolvimento Regional manteve a liberação de R$ 5,4 milhões de reais no último dia 8, após a liminar, para a compra de pás carregadeiras, motoniveladoras e escavadeiras para municípios de dez estados diferentes. Nem as cidades beneficiadas nem os políticos que pediram a verba são identificados. (Piauí)

Pois é... Terminou em 8 a 2 a votação no STF da liminar de Rosa Weber. Somente os ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques foram contra o veto ao orçamento secreto. Embora reconheçam que falta transparência ao processo, os dois argumentaram que suspender os repasses prejudicaria políticas públicas. (UOL)

Embora a tese de Gilmar não tenha vingado, o Congresso pensa em oferecer ao STF mais transparência em troca da reconsideração da liminar. (Globo)

Enquanto isso... Marcando mais uma divergência com o presidente Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão elogiou a decisão do STF. Segundo ele, o orçamento secreto não respeita princípios da administração pública. “Você tem que dar o máximo de publicidade”, afirmou. (Estadão)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou ontem que pretende pautar para o próximo dia 24 a análise da PEC dos Precatórios, aprovada pela Câmara na terça-feira. A medida é crucial para viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400 e precisa ser aprovada em dois turnos pelo Plenário do Senado até o fim do ano legislativo. O relator na CCJ será o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE). (Folha)

No segundo turno da PEC dos Precatórios na Câmara, dois partidos lideram o ranking da dissidência. O MDB orientou voto contra a medida, mas 13 de seus 33 deputados, 39% da bancada, votaram sim. Já 11 dos 32 tucanos (34%) votaram não, contrariando o sim recomendado pelo partido. (g1)

Pela lei, a campanha eleitoral só começa no ano que vem, após as convenções partidárias, mas a quarta-feira foi pautada pelo pleito de 2022. No evento mais movimentado, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro se filiou ao Podemos com pompa, circunstância e discurso de candidato à Presidência. Falando para filiados do partido e convidados, Moro enfatizou o discurso contra a corrupção e fustigou o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro sem mencionar seus nomes: “Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha, chega de orçamento secreto. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”. Ele também defendeu o fim do foro privilegiado para todos os agentes públicos e o fim da reeleição para cargos do Executivo. (g1)

Bruno Boghossian: “Moro fez questão de assumir o rótulo da direita na corrida pelo Palácio do Planalto. Depois de servir ao governo Jair Bolsonaro, o ex-juiz mostrou que vai trabalhar para roubar do presidente essa fatia do eleitorado. Moro fez um discurso de quase 50 minutos em que citou valores cristãos, a proteção da família, o livre mercado, reformas econômicas e um aceno às Forças Armadas.” (Folha)

Bolsonaro, por sua vez, fará sua filiação ao PL num estilo que, se não envolve numerologia, parece. Segundo a direção da legenda, ele vai assinar a ficha no próximo dia 22, mesmo número do partido na Justiça Eleitoral e do ano, 2022, em que pretende se reeleger. (Poder360)

E a coisa não para... O PSB, conta Sonia Racy, vai testar o nome do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa em pesquisa. (Estadão)

Por fim, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) anunciou retomada da ‘pré-campanha’, após tê-la suspendido em protesto contra o voto de deputados do partido a favor da PEC dos precatórios em primeiro turno. “Felizmente eles todos deram um generoso gesto, e eu estou mais fortalecido do que nunca”, afirmou. (CNN Brasil)

A despeito dos discursos, as notícias não são boas para Sérgio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (futuro PL). Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem, o ex-presidente Lula (PT) lidera com folga no primeiro turno, com 48% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (21%), Moro (8%) e Ciro (6%). No segundo turno, o petista venceria em todos os cenários: contra Bolsonaro, ele faria 57% a 27%; contra Moro, 57% a 22%; e Ciro, 53% a 20%. A pesquisa também mediu a aprovação do governo Bolsonaro. A avaliação negativa subiu de 53% para 56% em um mês, enquanto a positiva caiu de 20% para 19%, dentro da margem de erro. (UOL)

O TCU determinou que cinco procuradores que atuaram na Lava-Jato devolvam cerca de R$ 1,8 milhão recebidos em diárias de viagens ao exterior. Segundo o relator da ação, ministro Bruno Dantas, o coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol, escolhia os beneficiados com as viagens, violando o princípio da impessoalidade. Se todos forem condenados, ficarão inelegíveis, inclusive Dallagnol, que deixou o MPF para entrar na política. Segundo Mônica Bergamo, os procuradores ficaram perplexos com a determinação do TCU. (Folha)

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Paulo Maiurino, comprou e quitou em 16 meses um apartamento de US$ 675 mil (R$ 3,5 milhões) em Miami. Segundo Guilherme Amado, ele usou um modo de financiamento mais custoso, mas que não atrai atenção das autoridades fiscais dos EUA. Além disso, a renda familiar do diretor-geral é de R$ 31,2 mil. Maiurino se recusou a explicar a origem dos recursos para comprar o apartamento. (Metrópoles)

Após uma avalanche de críticas, o PT apagou a nota nas redes em que celebrava a reeleição de Daniel Ortega na Nicarágua. Segundo a presidente nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o texto não havia sido “submetido à direção partidária”. Ela não criticou, porém, o conteúdo da nota. Ortega foi reeleito com 75% dos votos após mandar prender diversos opositores, incluindo sete candidatos à Presidência. (Globo)

Não há democracia, dizia Thomas Jefferson, sem eleitores informados. Mas, no século 21, os veículos tradicionais perderam o encaixe na vida. Mas o Meio encaixa. A gente já resolve para você, de segunda a sexta, o problema das notícias. Podemos resolver também o do contexto, da profundidade, com a edição de sábado. Assine. Não vai se arrepender. É tão barato…

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Tech no próximo nível


A transformação digital no setor da saúde sempre foi considerada lenta. Enquanto outros setores podem correr riscos, as clínicas, hospitais e outras empresas do segmento precisam lidar com um grande volume de dados pessoas. Isso impacta até mesmo em como o processamento de dados ocorre. Como é um setor que exige respostas rápidas e ágeis, o Edge Computing ou computação de borda pode ser uma solução. Conheça.

Por falar em saúde e tecnologia, não há como negar que a pandemia de Covid-19 mudou o mundo para sempre, principalmente nesse setor. Em 2020, diversos provedores tiveram que fazer uma série de mudanças para se ajustar ao fluxo de pacientes da Covid. Grande parte dessas mudanças envolveu a entrada na era digital e até a adoção de processos de automação. Saiba como a pandemia acelerou a adoção do digital na saúde. (Forbes)

Meio em vídeo. O trabalho remoto chegou para ficar. Apesar de muitas empresas quererem a volta do presencial, é provável que o home office seja uma realidade de agora em diante. Com isso, é preciso pensar na sua empresa, se adaptar e não confiar em ninguém. Confira no Meio Digital. (YouTube)

Viver


Após dez meses de reuniões, Estados Unidos e China anunciaram ontem na conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP26) um plano conjunto para conter a emissão de gases do efeito estufa. Um dos objetivos é eliminar a emissão de carbono na geração de energia até 2035. Outro, que afeta diretamente o Brasil, é a “proibição de importações ilegais” a ser aplicada sobre produtos que envolvam desmatamento. (g1)

Enquanto isso... “Onde existe muita floresta, existe muita pobreza.” A frase não é de um madeireiro ou fazendeiro desmatador, mas do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Joaquim Leite, em discurso oficial na COP26. Diplomatas e ambientalistas de todo o mundo ouviram incrédulos Leite ignorar os dados de desmatamento, cobrar mais dinheiro dos países ricos e dizer que “o futuro verde já começou no Brasil”. (UOL)

A Pfizer já está testando no Brasil seu remédio antiviral contra covid-19. Em resultados preliminares, o Paxlovid reduziu em 89% o risco de internação e morte entre adultos vulneráveis. De acordo com a empresa, o estudo acontece em 29 centros de pesquisa de 11 estado e do DF. (g1)

O número de mortes por covid-19 em todo o mundo caiu 4% na última semana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Somente a Europa está destoando da tendência de queda, com recorde de casos na Alemanha e de mortes na Rússia. (UOL)

Confira os números mais recentes de casos e mortes e da vacinação no Brasil. (g1)

Após o pedido de exoneração de 37 servidores, incluindo coordenadores, o presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, depôs ontem na Câmara e negou acusações de assédio moral, ingerência política e falta de qualificação técnica. Ele também confirmou a realização da primeira prova do Enem, sob responsabilidade do Inep, no próximo dia 21. Dupas afirmou que as provas já estão prontas e que as equipes de aplicadores foram treinadas. (Poder360)

Panelinha no Meio. Tudo bem que ainda nem chegamos à metade de novembro, mas, quando menos se espera, já é Natal. Então vamos aos poucos sugerindo receitas para as festas de fim de ano, a começar pela releitura de um clássico: rabanadas com licor de laranja. A bebida na receita dá um toque de sofisticação a essa delícia trazida de Portugal.

Cultura


O apelido original era ‘pizindim’, ‘menino bom’ na língua natal de sua avó africana. Mas o maestro e multi-instrumentista Alfredo da Rocha Vianna Filho ficou conhecido como Pixinguinha e entrou para a história como um dos maiores gênios da música brasileira. Sua vida é contada Pixinguinha — Um Homem Carinhoso (trailer), estrelado por Seu Jorge e Taís Araújo, destaque nos lançamentos de filmes de hoje. Confira toda a programação em sua cidade. (Adoro Cinema)

Estamos habituados a ouvir e ler Chico Buarque, mas agora temos a oportunidade de ler sobre Chico Buarque. E não são artigos comuns. Meu Caro Chico – Depoimentos, organizado Augusto Lins Soares, reúne 60 textos sobre e para o artista, de nomes como Ruben Braga, Caetano, Clarice Lispector e outros. O mais antigo, de 1966, é uma crônica de Drummond para o Correio da Manhã exaltando a canção A Banda (YouTube). Os mais novos, feitos para o livro, são dois artigos dos cantores Criolo e Carminho. (Globo)

Imagine ter um tesouro esquecido no próprio sótão há mais de 50 anos? Foi o que aconteceu com o produtor indiano Suresh Joshi. Em 1968 ele escreveu e produziu a Radhe Shaam, para uma trilha sonora. Quando a estava gravando em Londres com o cantor indiano Aashish Khan, seu amigo George Harrison apareceu no estúdio se oferecendo para tocar guitarra e trazendo Ringo Starr. Joshi reencontrou a gravação, que jamais foi lançada, no sótão de casa no ano passado e trabalhou para restaurá-la. O resultado (YouTube) foi apresentado no Museu dos Beatles, em Liverpool. (Estadão)

Cotidiano Digital


E por falar em metaverso… A Meta, controladora do Facebook, anunciou uma nova parceria com a Microsoft que vai permitir a integração entre recursos do Teams e do Workplace, ferramenta colaborativa da Meta. A parceria reúne duas rivais que competem no mercado de softwares de comunicação empresarial e no desenvolvimento de um metaverso em espaços virtuais de trabalho. (CNBC)

Além das empresas de tecnologia, a tendência do metaverso tem chamado a atenção de governos como o de Seul. A capital da Coreia do Sul anunciou um plano para disponibilizar diversos serviços públicos e eventos culturais em um metaverso. Os residentes poderão visitar uma prefeitura virtual usando óculos de realidade virtual, por exemplo. O investimento inicial do projeto é de US$ 3,3 milhões em 10 anos. (Quartz)

E o Twitter lançou ontem nos Estados Unidos e Nova Zelândia o Twitter Blue, serviço de assinatura disponível para iOS, Android e web ao custo de US$ 2,99 por mês. No Brasil, a assinatura custa R$ 15,99 por mês. A novidade torna possível a leitura de notícias em veículos sem propagandas para incentivar o compartilhamento na rede. Além disso, o usuário também poderá cancelar/desfazer um tweet logo depois do envio, salvar tweets para ler depois e personalizar a barra de navegação do aplicativo. (TechCrunch)





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