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17 de novembro de 2021
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Terceira dose agora é para todos os adultos


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou ontem mudanças importantes no Programa Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. O intervalo mínimo para aplicação da terceira dose foi reduzido de seis para cinco meses, e essa dose de reforço passou a ser recomendada para todos os adultos. Além disso, pessoas que tomaram o imunizante da Janssen, originalmente em dose única, precisarão de uma segunda aplicação e, cinco meses depois, do reforço. Confira quem pode tomar a terceira dose e quando. Embora não impeça a aplicação do reforço, pegou mal o fato de o anúncio ter sido feito à revelia da Anvisa. Em nota, a agência disse não ter sido consultada, reconheceu que “os dados disponíveis até aqui sugerem diminuição da imunidade em algumas populações, ainda que totalmente vacinadas”, mas argumentou que países como EUA e Israel consultaram as agências reguladoras antes de tomarem essa decisão. (CNN Brasil)

Mas não resta dúvida de que o reforço é importante. No Rio de Janeiro, após o início da aplicação da terceira dose em idosos, a idade média dos internados com a doença caiu de 69 para 59 anos. (Globo)

Enquanto isso... A exemplo da Merck, a Pfizer anunciou um acordo para permitir a fabricação em 95 países pobres ou emergentes de versões genéricas do Paxlovid, seu medicamento contra a covid-19. O Brasil não está na lista. (g1)

Confira os dados de casos, óbitos e vacinação contra covid-19 no Brasil. (g1)

A despeito do que diz o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, o governo já interveio ideologicamente no Enem deste ano, e pelo menos 24 “questões sensíveis” foram retiradas da prova, segundo denúncias de funcionários do Inep — 13 tiveram de ser reinseridas por ter havido desequilíbrio no grau de dificuldade do exame. Na segunda-feira, em Dubai, Jair Bolsonaro afirmou que a prova começava a “ter a cara do governo”. Para fiscalizar o conteúdo do Enem, dizem os servidores, o governo usa artifícios como antecipar a impressão das provas, que passam por mais pessoas. Além disso, pessoal não qualificado, como o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, ex-comandante do Centro de Comunicação do Exército, teve acesso à sala segura onde são preparadas as provas. O Enem acontece neste domingo e no dia 28. (Estadão)

Meio em vídeo. A COP26 terminou neste final de semana em Glasgow, foram assinados acordos por diversos países, inclusive o Brasil. Foi produzido um texto final questionado por ativistas. Tasso Azevedo, coordenador técnico do Observatório do Clima, explica como de fato funciona a política ambiental, onde estão realmente as dificuldades brasileiras e faz até algumas previsões para o futuro próximo no Conversas com o Meio. (YouTube)

Turistas que passaram três dias de setembro em órbita da Terra a bordo da Inspiration4, de Elon Musk, fizeram imagens deslumbrantes de nosso planeta. Essas fotos agora estão sendo divulgadas em alta resolução. E confirmam: parece que a Terra não é plana. (g1)

Não há democracia, dizia Thomas Jefferson, sem eleitores informados. Mas, no século 21, os veículos tradicionais perderam o encaixe na vida. Mas o Meio encaixa. A gente já resolve para você, de segunda a sexta, o problema das notícias. Podemos resolver também o do contexto, da profundidade, com a edição de sábado. Assine. Não vai se arrepender. É tão barato…

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Investir no bem-estar dos funcionários já é tão estratégico quanto desenvolver um produto, administrar a saúde financeira da empresa ou pensar no plano de crescimento. As constantes mudanças no mercado e o surgimento de novas tendências para o futuro do trabalho exigem que os gestores de RH criem iniciativas que favoreçam positivamente a vida pessoal e profissional dos colaboradores. Afinal, promover a saúde física, mental e emocional só traz benefícios. Confira cinco dicas para melhorar o bem-estar dos seus funcionários.

Como estão as ações de diversidade nas organizações com a pandemia? A pesquisa global Future of Inclusion realizada pela Intel mostrou que, para 63% dos executivos ou gestores de empresas com mais de 100 funcionários em 17 países, incluindo o Brasil, a pandemia teve um impacto positivo para o avanço da estratégia de Diversidade, Equidade e Inclusão nas companhias. Mas 57% dos líderes, porém, afirmam haver espaços para que suas empresas invistam mais em sistemas e iniciativas que promovam a diversidade. Entenda. (Valor Econômico)

O governo federal publicou recentemente um novo decreto que simplifica diversas normas trabalhistas e as reúne em 15 pontos. Uma das principais novidades é o capítulo sobre a alimentação do trabalhador, que traz novas flexibilizações para o vale-alimentação. Na prática, a medida fará com que, em breve, os cartões de vale-alimentação sejam aceitos por mais estabelecimentos. Veja os principais pontos do novo decreto e o que muda na vida dos funcionários e das empresas. (Exame)

Política


Faltando pouco mais de dez meses para as eleições, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem, durante viagem oficial ao Bahrein, que o governo avalia dar reajuste salarial a todos os servidores, caso a PEC dos Precatórios passe. Aprovada na Câmara e tramitando no Senado, a proposta parcela o pagamento de divididas da União, liberando, na expectativa do governo, R$ 91,6 bilhões do Orçamento. “Não é o que eles merecem, mas é o que podemos dar. Todos os servidores federais, sem exceção”, disse. Ao fazer o anúncio, Bolsonaro ignorou alertas reiterados da área técnica do governo, como revela a jornalista Ana Flor. Fontes do Ministério da Economia afirmam que, mesmo com a PEC, não há espaço para mexer no salários dos servidores. Um reajuste linear de 5%, por exemplo, custaria R$ 15 bilhões aos cofres públicos. (g1)

Não foram só os técnicos que discordaram de Bolsonaro. O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que os recursos provenientes da PEC estão destinados à área social, em particular ao pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400, sem espaço para gastos com folha de pagamentos. (Poder360)

Aparentemente, porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já cedeu. Senadores que se reuniram com integrantes da equipe econômica dizem que estes admitem o reajuste, mas pedem cortes em outras áreas do Orçamento. (Folha)

Tudo isso, porém, está vinculado à aprovação da PEC. O relator da proposta e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), prevê concluir todo o processo na Casa até 3 de dezembro. Porém, senadores e o próprio governo discutem mudanças no texto, o que o levaria de volta para a Câmara com necessidade de duas votações. (Estadão)

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou para hoje uma reunião com dirigentes de todos os diretórios estaduais a fim de aparar arestas e facilitar a filiação do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A cerimônia estava marcada para o dia 22, mas foi adiada por pelo menos três semanas. O problema é que, em todo o país, o partido integra a base de pelo menos sete governadores de oposição ao presidente, incluindo o pré-candidato tucano Eduardo Leite (RS) e Renan Filho (MDB-AL). (Globo)

Correndo por fora, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que o anúncio da filiação de Bolsonaro ao PL “pode ter sido apressado” e que seu partido continua de portas abertas para o presidente. (Folha)

Apesar de denúncias de falhas ou mesmo fraudes no aplicativo usado para votação, o PSDB decidiu manter para este domingo as prévias que escolherão o candidato tucano ao Planalto no ano que vem. Estão na disputa os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. Doria defende que somente filiados sem mandato e vereadores usem o aplicativo, fazendo com que prefeitos tenham de ir a Brasília votar no dia 21. Já Leite quer que todos os tucanos possam votar remotamente. (Poder360)

Em 2015, com a perspectiva de mais três anos de governo de Dilma Rousseff, o Congresso aprovou a chamada PEC da Bengala, elevando de 70 para 75 anos aposentadoria compulsória de ministros do STF e impedindo que ela e depois Michel Temer indicassem os substitutos de Celso de Mello e Marco Aurélio. Agora, com o risco de Jair Bolsonaro não se reeleger no ano que vem, governistas querem reverter a medida, o que anteciparia as aposentadorias de Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, previstas para 2023. Autora do projeto, a deputada ultrabolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), nega que a medida seja casuística. (Globo)


O Senado do Chile rejeitou na noite de ontem o impeachment do presidente Sebastián Piñera, acusado de corrupção em paraísos fiscais envolvendo a venda de uma mineradora, revelada nos Pandora Papers. Eram duas acusações, e a oposição precisava de 29 votos em pelo menos uma delas. Porém, somente 24 senadores votaram a favor da primeira, e 22 da segunda. (Poder360)

Os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, fizeram na noite de segunda-feira uma reunião virtual de cúpula para, nas palavras do americano, garantir que a competição entre seus países “não se desvie para um conflito”. Um dos pontos de maior tensão, como sempre, foi o apoio dos EUA a Taiwan, tratada por Pequim como “província rebelde”. Biden tenta refazer as pontes queimadas por Donald Trump, que travou uma guerra comercial com a China e culpava o país pela pandemia de covid-19. (g1)

Cultura


Alegre-se, você que vive em crise de abstinência desde Harry Potter e as Relíquias da Morte — Parte 2 (2011). A HBO Max anunciou para o primeiro dia de 2022 um especial (teaser no YouTube) reunindo o elenco original para celebrar os 20 anos da saga nos cinemas, a exemplo do que foi feito com Friends. É também uma homenagem aos atores que já não estão entre nós, como Alan Rickman (1946-2016), o professor Snape, e Richard Harris (1930-2002), o primeiro professor Dumbledore. (Globo)

Quase duas semanas após sua morte trágica, Marília Mendonça quebra um novo recorde. Sua coletânea Todos os Cantos Vol.1 (ouça aqui) se tornou ontem o álbum brasileiro mais transmitido do Spotify, com mais de 1,1 bilhão de streams. O recorde anterior era dos também sertanejos Zé Neto e Cristiano, na faixa de um bilhão de transmissões. Os fãs da cantora comemoraram nas redes sociais. (Marie Claire)

A entrada de gigantes do streaming no mercado brasileiro balançou o cenário artístico. Após 25 anos na Globo, a atriz Camila Pitanga anunciou que está deixando a emissora e assinando contrato com a HBO Max. A transferência vai ser selada esta semana, após ela participar como convidada da nova casa da cerimônia do Emmy Internacional. “Essa é uma oportunidade que estou tendo de desenvolvimento de carreira”, diz Camila, que assina um contrato de três anos para atuar e criar produtos. Segundo a atriz, a saída da emissora será sem traumas. “Uma separação pode ser feita com muito amor, para se ganhar um novo contorno de aliança, é nisso que estou apostando.” (Estadão)

Cotidiano Digital


Na segunda-feira, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, se reuniu com o bilionário Elon Musk nos Estados Unidos e anunciou ontem uma nova parceria para conectar escolas rurais no Brasil e facilitar o monitoramento da floresta amazônica. O acordo envolve a Starlink, área de negócio da SpaceX que atua no lançamento de satélites em órbita para o fornecimento de internet em áreas remotas. Com a nova parceria, a tecnologia será incorporada ao programa Wi-Fi Brasil, iniciativa do governo que oferece acesso gratuito à internet sem fio em instituições públicas. A pasta diz que o projeto deve começar a ser implantado em 2022. (Folha)

Em maio deste ano, a SpaceX solicitou o direito de exploração de satélites para a Anatel, mas ainda aguarda a liberação. No novo projeto, a companhia pode agora atuar por meio de um processo administrativo via Anatel e sem a necessidade de licitação. (Tecnoblog)

A IBM anunciou ter atingido a chamada “supremacia quântica” com o seu novo processador Eagle. A tecnologia seria capaz de resolver problemas e processar informações complexas que o supercomputador mais avançado hoje não consegue. Com isso, o Eagle passa a ser o processador quântico mais poderoso da IBM no momento. (UOL Tilt)

Meio em vídeo. As redes sociais são uma ferramenta que permite hoje que informações sejam difundidas com uma velocidade nunca vista na história. Para o bem ou para o mal, a regulamentação das redes sociais vai acontecer. Mas como será regulado? De que forma vamos conseguir que essa regulamentação seja benéfica para a sociedade e não prejudicial? Pedro Doria e Cora Rónai explicam. (YouTube)





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