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23 de novembro de 2021
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Sem solução clara para prévias, PSDB racha


Errou feio quem esperava para ontem uma solução pacificando as prévias do PSDB. Após uma reunião que tomou boa parte da manhã, o partido soltou uma nota anunciando que concluirá até domingo a votação para escolha do futuro candidato ao Planalto. E mais, se os problemas no aplicativo que levaram à suspensão das prévias no domingo passado não forem resolvidos até hoje, contratará uma empresa externa. (Globo)

Em vez de acalmar, a nota esquentou os ânimos. O governador Eduardo Leite (RS), único dos candidatos presente na reunião, contestou o acordo, dizendo que “a cada dia que passa esse processo vai perdendo a sua credibilidade”. Já seus adversários, o governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, elogiaram a decisão do partido. “Qualquer alternativa que não seja a rápida conclusão da votação é um desrespeito à vontade da maioria”, afirmou Doria. (Folha)

O governador paulista não foi à reunião, mas seus representantes jogaram pesado, como revela a Coluna do Estadão. Num dado momento, eles ameaçaram acionar a Polícia Federal para investigar a instabilidade no aplicativo de votação. (Estadão)

Enquanto isso... Embora o aplicativo usado pelo PSDB não tenha qualquer relação com o sistema de urnas eletrônicas do TSE, o presidente Jair Bolsonaro associou o fiasco tucano à falta de votos impressos. “Viu a confusão ontem? Deu uma confusão em São Paulo ontem. É o tal do voto eletrônico, aí”, disse a apoiadores. (Folha)

Malu Gaspar: “Arthur Virgílio diz que, para ele e para João Doria, o deputado Aécio Neves (MG) trabalhou para melar as prévias, para que o PSDB não tenha candidato e possa aderir à campanha de Jair Bolsonaro mais adiante. ‘O que o Aécio quer é um partido dele, com o todo o estilo de um partido do Centrão’, disse Virgílio. ‘Um partido menor, diminuído, para ganhar emendas e cargos’.” (Globo)

Meio em vídeo. Foi um desastre a votação das prévias do PSDB. Mas isso não pode servir de distração para o problema maior dos tucanos: os pré-candidatos do partido não passam dos cinco pontos nas pesquisas. Em 2018 Geraldo Alckmin já havia ficado para trás nos 5%, e ainda assim os tucanos fazem o mesmo discurso que já não atrai mais eleitores. Confira no Ponto de Partida. (YouTube)

Nas eleições de 2018 Jair Bolsonaro (sem partido) reinou sozinho nas redes sociais e aplicativos, mas tudo indica que o quadro não vai se repetir no ano que vem. Segundo pesquisa da consultoria Quaest, o ex-presidente Lula (PT) atingiu 63,9 pontos em 100 no Índice de Popularidade Digital (IPD), que analisa 152 variáveis nas principais redes. Foi uma alta de 12 pontos, ultrapassando Bolsonaro, que permanece estável em 57,9 pontos. Quem também cresceu foi o ex-ministro Sérgio Moro, que pulou para 30,7% após sua filiação ao Podemos. (Poder360)

Thomas Traumann: “O ex-presidente Lula define nas próximas semanas o primeiro núcleo da sua campanha para tentar voltar ao poder. A principal ausência do grupo é de economistas, um sinal do ex-presidente de que não pretende ter um representante que se coloque como futuro ministro da Fazenda de um eventual novo governo do PT. Entre os economistas que Lula tem ouvido estão o ex-ministro Nelson Barbosa, o professor da Unicamp, Guilherme Mello, o presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-ministro Aloizio Mercadante e o ex-prefeito Fernando Haddad.” (Veja)

O STF determinou, por unanimidade, que o governo implemente programas de renda básica mesmo durante o ano eleitoral, o que hoje é vedado por lei. Segundo o relator, ministro Gilmar Mendes, a prioridade do governo precisa ser garantir a subsistência das pessoas desassistidas. Embora a decisão seja contrária a um recurso da AGU, ela, na prática, abre caminho para a ampliação do Auxílio Brasil no ano que vem, caso os recursos para o pagamento de R$ 400 não consigam ser destravados este ano via PEC dos Precatórios. (Estadão)

Aliás... O líder do governo no Senado e relator da PEC dos Precatórios, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que o Executivo aceitou tornar permanente o valor de R$ 400. Na proposta atual, essa quantia está prevista apenas para 2022, o que é visto como manobra eleitoreira pelos senadores. A área econômica do governo é contra, e a oposição diz que a mudança não garante a aprovação da PEC no Senado. (g1)

O ministro do STF Alexandre Moraes suspendeu ontem a quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro determinada pela CPI da Pandemia. Em sua decisão, o ministro argumentou que a CPI extrapolou suas atribuições e que as informações da quebra do sigilo não teriam valor investigativo, pois a comissão já encerrou seus trabalhos. (Poder360)

O Brasil foi o país que mais perdeu valores democráticos em um ano, segundo o estudo Estado Global da Democracia, publicado ontem pela International IDEA, com sede em Estocolmo. De acordo com o levantamento, o país foi marcado por ameaças às instituições democráticas e à harmonia entre os Poderes e má gestão e corrupção durante a pandemia, entre outros fatores. Pela primeira vez o documento apontou declínio dos valores democráticos nos Estados Unidos, embora o país continue classificado como “uma democracia de alto nível”. (g1)

O Cidadania expulsou ontem o deputado estadual paulista Fernando Cury, filmado apalpando — sem consentimento — o seio da colega Isa Penna (PSOL), durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo. Cury cumpriu suspensão de 180 dias na Alesp e responde a processo na Justiça por importunação sexual movido por Penna. (g1)


É iminente, dependendo apenas de uma palavra de Vladimir Putin, a invasão da Ucrânia pela Rússia nos dois primeiros meses do ano que vem, segundo relatório dos serviços de inteligência dos EUA. Desde o começo deste mês, cerca de 100 mil soldados russos fazem exercícios militares nas regiões de fronteiras entre os dois países. Já Moscou acusa o Ocidente de “tocar os tambores da guerra” ao fornecer armas ao governo de Kiev. Em 2014 a Rússia já havia invadido a Ucrânia e anexado a Península da Crimeia. Hoje parte do Leste do país é controlado por separatistas de origem russa. (Folha)

Não há democracia, dizia Thomas Jefferson, sem eleitores informados. Mas, no século 21, os veículos tradicionais perderam o encaixe na vida. Mas o Meio encaixa. A gente já resolve para você, de segunda a sexta, o problema das notícias. Podemos resolver também o do contexto, da profundidade, com a edição de sábado. Assine. Não vai se arrepender. É tão barato…

Viver


A despeito das ameaças de ter “a cara do governo” a prova de ciências humanas do Enem abordou problemas sociais. E Bolsonaro foi cobrado, no melhor estilo de sua militância. Ao parar no cercadinho ontem, ouviu de um apoiador que “Hitler (é, aquele Hitler) trabalhava muito com as crianças” e que o MEC devia fazer o mesmo. Em vez de repreender o mau exemplo, o presidente lamentou que a estrutura do governo não permite fazê-lo. “Você não consegue, tem ministério que é um transatlântico. Não dá para dar um cavalo de pau. Eu gostaria de imediatamente botar educação moral e cívica, um montão de coisas lá, coisas que são boas”, respondeu. (UOL)

Passada a prova, elaboradores do Enem temem sofrer represálias por terem usado no exame questões vetadas. Os temas proibidos falavam de racismo, erotização da figura feminina, entre outros assuntos, e uma das perguntas trazia um texto de Friedrich Engels, coautor do Manifesto Comunista com Karl Marx. (Folha)

Mas o Enem corre outro risco, o de ficar sem questões. O banco de perguntas que abastece as provas não é renovado desde 2018, e não há questões suficientes para o próximo exame. (Globo)

Para garantir a campanha de vacinação contra a covid-19 em 2022, o governo estima necessitar de 340 milhões de doses de vacinas, o que exige a compra de mais 200 milhões de doses. A estimativa é que sobrem 134 milhões de unidades este ano, o que completaria a conta com uma margem de segurança de 14 milhões. (Folha)

Enquanto isso... O Ministério da Saúde prevê aplicar até o fim do ano a segunda dose em pessoas que tomaram a vacina da Janssen, inicialmente prevista para dose única. (UOL)

Veja o balanço da vacinação e os números de mortes e casos de Covid-19 no Brasil. (g1)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou ontem a chamada Lei Mari Ferrer, que obriga juízes, promotores e advogados a zelar pela integridade física e psicológica tanto da vítima como de testemunhas em casos de crimes contra a dignidade sexual. O projeto foi criado após a divulgação de abusos no interrogatório da influenciadora Mari Ferrer. (Marie Claire)

Panelinha no Meio. A previsão para hoje era um churrasco à gaúcha, um virado à paulista ou até um filé de pirarucu. Mas parece que Minas Gerais está dando as cartas. Então vamos no tradicionalíssimo arroz de couve com linguiça, fácil de fazer e ótima opção para o almoço de domingo.

Cultura


Filmados em setembro de 1979, durante a antológica turnê No Nukes, os shows de Bruce Springsteen no Madison Square Garden, em Nova York, ganharam finalmente um tratamento digno. Legendary 1979 No Nukes Concerts traz as 13 canções completas das apresentações, incluindo clássicos como Born To Run e Badlands (YouTube), e gravações de bastidores. Lá fora o material já saiu em CD e DVD e logo vai pintar em Blu-ray e vinil. Por aqui, o filme já está na loja do iTunes e seu áudio está para chegar no Spotify. (Estadão)

Passados vinte anos, Carlinhos Brown dá nova leitura a sua polêmica passagem pela terceira edição do Rock In Rio, em 2001. Escalado como segunda atração da noite encerrada por Oasis e Guns N’Roses, ele foi hostilizado (YouTube) pelo público. Carlinhos hoje diz que as vaias e a chuva de garrafas plásticas foram “um dos primeiros cancelamentos” e motivados por racismo. “Tem racismo, preconceito contra o gênero, contra a música”, afirma. E aproveita para se convidar a repetir o show na edição do ano que vem do festival. “Queria fazer um convite, quero fazer aquele show de novo.” (Folha)

Carlinhos estrategicamente esquece que os roqueiros Erasmo Carlos e Paula Toller, em 1985, e Lobão, em 1991, passaram por incidentes idênticos ao serem escalados em dias de rock pesado.

Quem não gostaria de se esticar confortavelmente no sofá de casa, olhar para cima e apreciar um mural, aliás, o único mural do gênio barroco Caravaggio (1571-1610)? É possível, desde que se tenha pelo menos 471 milhões de euros (R$ 2,95 bilhões) de sobra. Este é o lance inicial no leilão da Villa Aurora, uma luxuosa propriedade do século 16 em Roma. Os atuais donos, herdeiros do príncipe Nicolo Boncompagni Ludovisi, dizem não ter condições de manter a propriedade de 2,8 mil metros quadrados. O mural de Caravaggio, representando Júpiter, Netuno e Plutão, está no teto de uma pequena sala, usada originalmente como laboratório de alquimia. (CNN Brasil)

Cotidiano Digital


Em mais um caso de violação de dados, a empresa de hospedagem de sites GoDaddy disse que endereços de e-mail de até 1,2 milhão de usuários ativos e inativos do WordPress foram expostos. A falha foi descoberta em novembro e aconteceu depois que terceiros acessaram o sistema usando uma senha comprometida. Segundo a empresa, o acesso não autorizado foi bloqueado e uma investigação está em andamento. (Terra)

Agora é lei. Redes sociais são passíveis de indenizar vítimas de perfis invadidos que não recebem apoio ou exclusão destes acessos. A decisão foi do 2º Juizado Especial Cível de Brasília depois de um caso no qual um usuário do Instagram perdeu suas contas após ter sofrido um ataque hacker. Mesmo pedindo à empresa que suas contas fossem excluídas — algo que não ocorreu — , a vítima encontrou outros perfis falsos gerados com seus dados e decidiu entrar em um processo contra a rede social por danos morais. Segundo o juiz, o gesto configura negligência e violação do Código de Defesa do Consumidor por parte da empresa, já que houve descaso e demora com a prestação de serviço. A decisão abre precedente para que outras redes tenham que indenizar perfis invadidos. (Olhar Digital)

E a ByteDance, empresa dona do TikTok, lançou uma nova versão do aplicativo com foco em e-commerce, o TikTok Seller. O app permite criar e gerenciar lojas dentro da rede social. Por enquanto, o recurso está disponível apenas na Ásia. (Canaltech)

A rede social chinesa também anunciou ontem sua chegada às Smart TVs LG e Samsung e outros dispositivos como Google TV nos Estados Unidos e no Canadá. (TechCrunch)





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