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12 de janeiro de 2022
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Inflação estoura a meta e BC acha que nada tem com isso


O Brasil teve no ano passado a maior inflação desde 2015. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,73% em dezembro, acumulando alta de 10,06% em 2021. Além do recorde, o resultado é quase o dobro do teto da meta prevista pelo Banco Central para o ano, que era de 5,25%, e dá munição para os adversários do presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano eleitoral. Na comparação mensal, apesar de o IPCA ter desacelerado — indo de 0,95% em novembro a 0,73% —, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta. De acordo com o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo Transportes, com a alta no preço dos combustíveis. Em seguida vieram habitação, alimentação e bebidas. (Agência Brasil).

Em carta aberta enviada ontem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que também é presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, teve de justificar o descumprimento da meta inflacionária, indicar providências e o prazo para o retorno à meta. O presidente do BC apontou o forte aumento dos preços de commodities (produtos básicos, como petróleo, alimentos e minério), a bandeira tarifária de escassez hídrica e a falta de insumos como os principais fatores que levaram a inflação ao estouro da meta em 2021. Ele também frisou a influência da pandemia e destacou que a alta inflacionária foi um fenômeno global. (Estadão)

Míriam Leitão:O que fez a inflação brasileira destoar de outras economias, no entanto, foi o risco fiscal provocado pelo governo Bolsonaro, principalmente após o anúncio da PEC dos precatórios, que deu uma pedalada no pagamento de dívidas judiciais. E nesse ponto a carta do Banco Central peca por dar pouca ênfase ao tema. Nas 15 páginas do documento, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, fala uma única vez sobre a perda de confiança nas contas públicas que provocou a desvalorização do real.” (O Globo)

O Congresso “está muito bem atendido” com as emendas de parlamentares, incluindo as RP9, o chamado orçamento secreto. A avaliação foi feita pelo próprio presidente Jair Bolsonaro em entrevista a uma rádio divulgada nesta terça-feira. “Hoje em dia todos estão ganhando”, disse ele. “Só em RP9, os parlamentares têm quase o triplo de recursos do Ministério da Infraestrutura do Tarcísio (de Freitas). Então, o Parlamento está muito bem atendido conosco.” As emendas do relator, ou RP9, são uma verba do Orçamento da União enviada a estados e municípios sem que se saiba qual parlamentar teve a base contemplada, daí o apelido “orçamento secreto”. Investigado no TCU e alvo de uma ação no STF, é a principal ferramenta do governo para manter a base de apoio no Congresso. (Estadão)

Buscando se contrapor ao ex-presidente Lula (PT), o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, João Doria, entrou no debate sobre a reforma trabalhista e o teto de gastos. Ele divulgou ontem um documento assinado pela equipe econômica de sua campanha em que defende os dois pontos e propõe mudanças pontuais. Entre elas, proteger quem trabalha por aplicativos, fazer uma reforma sindical e reduzir ainda mais o custo da mão de obra. Sobre o teto, propõe entre outros pontos, acabar com o orçamento secreto. (Folha)

O ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) conseguiu esta semana um encontro com o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, relator no julgamento do mensalão petista, mas saiu sem o apoio que buscava. A pessoas próximas, Barbosa disse ver “com desconfiança” a candidatura de Moro. (Folha)

Acusado de leniência com a desinformação no Brasil, o Twitter reagiu, e um dos alvos foi o pastor Silas Malafaia. Por exigência da rede, ele teve de apagar 11 postagens que violavam as políticas da plataforma, inclusive um vídeo no qual comparava a vacinação de crianças ao infanticídio, o que contraria qualquer evidência científica. O pastor também foi proibido de tuitar durante 12 horas, e a hashtag #DerrubaMalafaia, pedindo a remoção de sua conta, foi uma das mais compartilhadas ontem. (Metrópoles)

Só para lembrar... “Não levantar falso testemunho” ainda é o Oitavo Mandamento.

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Que tal começar o ano com novos hábitos? Não precisam ser aquelas famosas promessas de ano novo que, quase sempre, são impossíveis de cumprir. É possível abandonar velhos hábitos ruins que sabotam a nossa vida e adotar práticas mais saudáveis para o nosso dia a dia. Separamos alguns itens que podem estimular você a ter mais qualidade de vida, seja com a alimentação, organização em casa ou no trabalho, finanças e saúde mental. Confira a lista

À medida que a variante ômicron posterga os planos de retorno ao escritório de milhões de trabalhadores, o retorno ao trabalho presencial integral parece muito pouco provável. É difícil indicar onde poderemos nos encontrar daqui a 12 meses, mas especialistas que estudam emprego e ambiente de trabalho identificaram algumas tendências que já estão moldando a forma como trabalharemos em 2022. (BBC Brasil)

A Dinamarca é conhecida como um dos países mais felizes do planeta. A palavra “Arbejdsglæde”, por exemplo, existe apenas nas línguas escandinavas e significa “felicidade no trabalho''. Além de um povo unido, os dinamarqueses estão abertos à diversidade de ações e pensamentos, se tratam com igualdade e tendem a ter o que chamamos de mente aberta. Confira as lições de liderança do país mais feliz do mundo. (Forbes)

Viver


Por conta da maior transmissibilidade da variante ômicron, o mundo quebrou ontem um novo recorde, ultrapassando três milhões de infecções em 24 horas. Segundo a Universidade de Oxford, foram 3,28 milhões de novos casos no planeta, com 1,48 milhões somente nos Estados Unidos. Foi o quarto recorde em oito dias. (UOL)

A ômicron deve infectar metade da população europeia até março, caso as taxas de contágio permaneçam nos patamares atuais. Não é uma profecia do caos, e sim a avaliação de Hans Kluge, diretor da secção europeia da OMS, a partir de um relatório da Universidade de Washington, nos EUA. A área sob a jurisdição de Kluge compreende 53 países, incluindo alguns da Ásia Central. Deles, 50 já relatam casos da variante, que agora avança pelos Bálcãs. (g1)

O pico de transmissibilidade da ômicron acontece entre três e seis dias após o início dos sintomas o diagnóstico, aponta estudo feito no Japão, não até 48 horas depois, como se imaginava. A descoberta põe em xeque a estratégia de diversos países, inclusive o Brasil, de reduzir para cinco dias o isolamento de pacientes assintomáticos. (Globo)

Enquanto isso... Em uma semana a ocupação de leitos de UTI por pacientes com covid-19 em São Paulo saltou de 26% para 35%. O governador João Doria (PSDB) anunciou que deve adotar novas medidas restritivas para conter o avanço da ômicron no estado. (g1)

As chuvas que assolam Minas Gerais mataram pelo menos dez pessoas nas últimas 24 horas e obrigaram 104 a deixarem suas casas, segundo dados da Defesa Civil. Já são 19 mortos desde o início das inundações, no fim de dezembro, fora as 10 vítimas da tragédia de Capitólio. No estado, 145 cidades estão em estado de emergência. A força das águas derrubou pontes e sobrecarregou barragens de mineradoras. Uma delas, em Pará de Minas, está na iminência de se romper, e a prefeitura pediu que famílias na área de inundação buscassem abrigo. (UOL)

Segundo o governo do estado, há 31 barragens com rejeitos de mineradoras em algum nível de emergência, sendo três com maior risco. As empresas receberam um prazo de 24 horas para informar a situação desses diques e as providências para evitar desastres. (O Tempo)

A polícia do Pará está investigando o assassinato do ambientalista José Gomes, conhecido como Zé do Lago, da mulher dele, Márcia Nunes Lisboa, e de Joane, filha de 14 anos do casal, no município de São Félix do Xingú. A família participava de um projeto de proteção ambiental e repovoamento de espécies de tartarugas no Rio Xingú e foi morta a tiros. (Jornal Nacional)

O americano David Bennett, de 57 anos, recebeu na segunda-feira o coração de um porco geneticamente modificado, após os médicos de um hospital em Maryland comprovarem que ele morreria sem o procedimento. Quatro genes suínos foram removidos e seis humanos introduzidos no animal para diminuir os riscos de rejeição. Diariamente 17 pessoas na fila de transplantes dos EUA morrem por falta de doadores. (CNN Brasil)

Cultura


Fechado no início de 2020 por conta da pandemia, justo quando completava 15 anos, o teatro Poeira, em Botafogo, Zona Sul do Rio, reabre na próxima terça-feira. Seria uma notícia local, não fosse o Poeira uma pareceria das atrizes Marieta Severo e Andréa Beltrão, e a reabertura não começasse com uma exposição de aniversário organizada por Bia Lessa. Além de repassar os 15 anos do Poeira, criado com recursos das próprias atrizes, a exposição denuncia o desmonte da Cultura posto em prática nos últimos anos nos níveis federal (“Essa Secretaria de Cultura que está aí não entende nada”, dispara Marieta), estadual e municipal. O palco do Poeira, esperamos, volta a funcionar em maio, com O Espectador Condenado à Morte, do romeno Matei Visniec. (Folha)

Lançado em 1973, o filme Soylent Green (No Mundo de 2020) é um clássico da ficção científica, e seu final ainda provoca calafrios nos desavisados. Diferentemente do que indica o título no Brasil, a história se passa em 2022, e é interessante ver que parte daquele mundo imaginado há 49 anos não está longe da realidade. A Humanidade no filme enfrenta temperaturas cada vez mais altas, poluição, pobreza, desemprego e escassez de recursos, enquanto os bilionários se isolam no luxo de suas coberturas. Felizmente, a dieta popular ainda não chegou no patamar do longa. (Estadão)

Enquanto alguns artistas queimam a própria reputação na fogueira do negacionismo, outros mostram empatia. O Saxon (Spotify), uma das bandas fundamentais da chamada New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM), acaba de lançar um novo single, Remember the Fallen (Spotify), em homenagem às vítimas da covid-19. É a segunda prévia de Carpe Diem, 23º álbum do grupo, previsto para o dia 4 de fevereiro. (Classic Rock Magazine)

Falando em covid-19, Marisa Monte (Spotify) testou positivo e, mesmo assintomática, cancelou os shows de seu novo álbum, Portas (Spotify), marcados para os dias 19, 20 e 21 no Rio e 27, 28 e 29 em São Paulo. Que ela se recupere bem e volte logo a nos encantar nos palcos. (Globo)

Cotidiano Digital


A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) pode prosseguir com uma ação antitruste contra a Meta, anteriormente conhecida como Facebook, depois de arquivar o processo no ano passado. A ação alega que a Meta detém um monopólio ilegal nos serviços de redes sociais e o manteve ao adquirir os concorrentes Instagram e WhatsApp. O juiz do distrito de Columbia, James Boasberg, disse em um parecer divulgado ontem que “esta queixa fornece alegações específicas de reforço que apontam para a mesma conclusão: o Facebook manteve uma participação de mercado dominante durante o período relevante”, diz o parecer. O processo contra a Meta é um dos vários esforços do governo dos EUA para reduzir o poder de monopólio de grandes empresas de tecnologia. (The Verge)

O WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros, segundo um levantamento feito em dezembro pelo site Mobile Time e a empresa Opinion Box. O aplicativo de mensagens lidera com 54% entre os 2.036 entrevistados que têm smartphones. O Instagram aparece em segundo lugar, com 15%, e pelo Facebook, com 7%. Na quarta colocação aparece o YouTube, com 2%, outros aplicativos somam 22%. (Mobile Time)

Falando em WhatsApp, a Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) determinou que o Facebook pague R$ 44 mil em danos materiais a uma idosa e sua filha após ambas serem vítimas de um golpe envolvendo o aplicativo. Segundo a decisão, a empresa deve ser responsabilizada por criminosos que invadem a agenda de contatos de usuários, o que configura falha na prestação de serviços. (iG)





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