Novas Frequências, no Rio e 2 anos de Matiz em SP: o melhor do fim de semana
Vou contar melhor essa história para assinantes premium na Edição de Sábado, mas neste fim de semana acontece o festival carioca com mais sabor cosmopolita paulistano que eu conheço. Trata-se da 15ª edição do Novas Frequências que, como sempre acontece, ocupa diferentes lugares da cidade com uma programação musical que sai do óbvio. Na sexta, as canadenses Kara-lis Coverdade e Sarah Davachi tocam no Solar de Botafogo. Mais tarde, no Trauma, a pista ferve com Anti Ribeiro, Cashu e Praed. No sábado, de graça, quatro shows à tarde no Parque Laje: Rosa Nioviello e Laura Dâmaso, Concepcíon Huerta, Chico Correa e Luciana Rizzo. A parte carioca termina com peso no Circo Voador no domingo: Papangu, Test & Deafkids e Metá Metá. Isso sem contar a instalação do Craca, que está aberta à visitação na Casa Firjan. Já na segunda o festival segue pra São Paulo, incluindo outros artistas no line-up.
Vencedor da Palma de Ouro chega aos cinemas do Brasil

Um acidente banal em uma estrada do interior, uma parada rápida na oficina e um som que faz gelar o sangue do mecânico. A perna de pau do motorista emite o mesmo som da que usava o homem que o torturara anos atrás. Essa cena, que poderia muito bem se passar no Brasil, é o pontapé inicial de Foi Apenas um Acidente, do iraniano Jafar Panahi. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o filme é a principal estreia desta quinta-feira, mas o cardápio nos cinemas é variado, incluindo o drama de uma operária/artista na sociedade machista do Brasil dos anos 1910 e um mergulho na vida do irmão que sobra quando o gêmeo idêntico morre. Confira todas as estreias e veja os trailers.
FliRui no Rio e aniversário da YB em SP: o melhor do fim de semana
Com destaque para Maria Bethânia lendo poemas, começa nesta sexta e vai até domingo a primeira edição da Festa Literária da Fundação Casa de Rui Barbosa – FliRui. Tendo "Liteatura e Democracia"como tema, traz rodas de conversa, slam, oficinas, poesia, contação de histórias, exposições, espetáculos de teatro e filmes. Outros destaques deste três dias são Ailton Krenak, Bia Lessa, Amara Moira e André Dahmer.
Lá vai Emma Stone sofrer na mão de Yorgos Lanthimos de novo

Yorgos Lanthimos adora Emma Stone, o que não signifique que a trate com carinho nas telas. Nas mãos do cineasta, ela já foi confidente/concubina de uma rainha, uma versão sexualizada do monstro de Frankenstein e seguidora de um culto doido. Agora, em Bugonia, ela vive uma executiva sequestrada por dois sujeitos que a tomam por uma alienígena. Mas há também uma boa safra de dramas brasileiros que valem a ida ao cinema. Confira todas as estreias e veja os trailers.
Fim de semana dos festivais: Atos de Fala no Rio e de música no cinema em SP
A boa desse fim de semana no Rio é a sétima edição do festival Atos de Fala, que acontece até o dia 23 no CCBB. Fazendo um recorte do que acontece até domingo, separei alguns destaques. Começo pela performance Tapajós, de Gabirela Carneiro da Cunha, encenada na abertura e com nova apresentação nesta sexta, que lida com imagem e desaparecimento, a partir de sua pesquisa fotográfica na região Norte. Também na sexta, vale participar do espetáculo Terra Nullius – Má Criação, da portuguesa Paula Diogo. Baseado na ideia de terra de ninguém, ela propõe ao público um percurso pelo entorno do CCBB, feito com fones de ouvido, mesclando a trilha ao som local. Já sábado rola a performance NIÑ(H)O – Ou uma Casa Provisória para o Nascimento do Invisível, da maranhense Tiyê Macau, que propõe transformar o que foi silenciado pela colonização em novas formas de expressão e escuta.
Um prefeito, um xerife e uma pandemia

O onipresente Pedro Pascal é antagonista de Joaquin Phoenix em Eddington, principal estreia desta quinta-feira nos cinemas. Apesar de dirigido por Ari Aster, famosos pelos filmes de terror Midsommar e Hereditário, o longa é uma comédia com toques de suspense sobre o conflito entre o prefeito e o xerife de uma cidadezinha nos EUA por conta das restrições impostas pela pandemia em 2020. Também chegam as telas, entre outros filmes, um drama sobre radicalismo religioso, um romance adolescente LGBTQIA+ e a mais um Truque de Mestre. Confira todas as estreias e veja os trailers.
Mostra no Poeirinha no Rio e Balaclava Fest em SP: as boas do fim de semana
O Teatro Poeirinha traz a Mostra Anônimas — Três solos autorais, que reúne três monólogos em torno do silenciamento das mulheres que já foram apresentados em São Paulo: Criatura, uma Autópsia, de Bruna Longo trata da vida e obra da autora de Frankenstein, Mary Shelley; Inventário, com Erica Montanheiro, esmiúça a vida da escultora Camille Claudel e, por último, Aquele Trem baseado na vida da atriz Denise Dietrich, sobrinha-neta de Marlene Dietrich.
‘O Agente Secreto’, nossa grande aposta para o Oscar, chega aos cinemas
Com dezenas de prêmios, incluindo dois em Cannes, e a responsabilidade de representar o Brasil no Oscar 2026, estreia finalmente O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Wagner Moura vive Marcelo, um professor que, em 1977, vai buscar em Recife o refúgio de seu passado turbulento. E as telas recebem ainda Honey, Não!, novo longa do premiado Ethan Cohen, mais um Predador e até uma corrida de ratinhos. Confira todas as estreias e veja os trailers.
O Brasil velado em ‘O Agente Secreto’

Um bom filme não precisa escancarar a realidade nua e crua, chocando e provocando fortes emoções no público. Pode fazê-lo, mas não é o único caminho. Com perspicácia e sensibilidade, é possível dizer tudo isso e muito mais, sem necessariamente ter de dizer. Kleber Mendonça Filho reconta um naco de nossa história sob o ponto de vista do Brasil velado em seu novo filme O Agente Secreto, premiado no Festival de Cannes, representante brasileiro no próximo Oscar, e que estreia no circuito nacional de cinemas em 6 de novembro. Com enredo se passando na Recife de 1977, em pleno regime militar, é fácil para o espectador pensar, à primeira vista, que a película trata da ditadura, que teve fim apenas em 1985. Mas observando com cuidado, desvela-se um Brasil tão atual que assusta. O diretor e roteirista diz muito sobre isso ao longo da obra, sem precisar falar escancaradamente. Aliás, o termo “ditadura” não é dito uma única vez ao longo das quase três horas de filme.
Manguezal no Rio e Lia Rodrigues em SP: as boas do fim de semana
No CCBB, acaba de abrir Manguezal, exposição que explora o bioma a partir de diferentes pontos de vistas artísticos com 50 trabalhos de 25 artistas que retratam o Brasil de diferentes gerações como Lasar Segall, Hélio Oiticica, Uýra Sodoma, Ayrson Heráclito, Celeida Tostes e Frans Post. A curadoria é de Marcelo Campos.