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Senado humilha Lula e rejeita Messias no STF

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Na queda de braço entre presidentes, o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), impôs ao da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a mais séria derrota no Legislativo em seus três mandatos. Por 42 votos a 34 e uma abstenção, os senadores rejeitaram a indicação do advogado-geral da União, José Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), um movimento que não acontecia desde 1894. Como conta Natuza Nery, Alcolumbre passou os últimos dias articulando a rejeição de Messias com parlamentares do mais diversos matizes e chegou a prever, em um diálogo captado pelo microfone da mesa, o placar: “Acho que ele vai perder por oito”, afirmou. O presidente do Senado queria a vaga no Supremo para seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e resistiu desde o início à indicação do AGU. (g1)

“O Senado é soberano.” Essa foi a reação de Jorge Messias à rejeição de seu nome. “Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar. Agradeço os votos que recebi”, declarou. Governo e oposição, claro, tiveram reações diferentes. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou em redes sociais que o resultado foi “uma chantagem política” e que o Senado “saiu menor” do episódio. Já o líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), escreveu que a rejeição de Messias é um sinal político. “Hoje não foi a rejeição de um nome. Foi o enfrentamento de um modelo”, afirmou. (Metrópoles)

No Supremo, a derrota de Messias foi encarada com surpresa e temor de uma crise institucional entre Executivo e Legislativo. Em nota, o presidente da Corte, Edson Fachin, ressaltou que a palavra final sobre a nomeação era o Senado e que “a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”. (CNN Brasil)

Saiba o que acontece agora, após a rejeição de Messias. (Poder 360)

Embora tenha a prerrogativa de indicar um novo nome imediatamente, o presidente Lula sinalizou que não pretende fazê-lo antes das eleições de outubro. A ideia seria “deixar a poeira assentar” e evitar que uma nova derrota contaminasse a campanha. (PlatôBR)

Mais cedo, Messias havia participado da tradicional sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde teve o nome aprovado por 16 votos a 11. Ao longo de suas falas, ele fez diversos acenos à direita, como a condenação enfática do aborto e a crítica ao ativismo judiciário. Com diversos pastores na plateia para apoiá-lo, Messias reafirmou sua identidade evangélica, mas ressaltou que, no Brasil, o Estado é laico. (UOL)

Pedro Doria: “Não tem adjetivo, aqui, para classificar o tamanho dessa derrota. Lula escolheu entrar numa disputa política Davi Alcolumbre e perdeu. Perdeu feio. Foi a nocaute. Isto é perda de faro político por parte do sujeito que foi, provavelmente, o mais hábil político criado na Nova República. O Palácio do Planalto não entendeu o que estava acontecendo. Não viu acontecer. Leu tudo errado”. Confira a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)

Míriam Leitão: “O Senado derrotou o presidente Lula pelos piores motivos. Por outro lado, Lula escolheu mal seu candidato. Havia um clamor pela indicação de uma mulher e há um número grande de juristas que ele poderia ter escolhido”. (Globo)

Thiago Amparo: “A derrota de Messias é menos sobre Messias e mais sobre as eleições de 2026 e o ego de Alcolumbre. Se os senadores pensassem que Lula teria enorme vantagem nas eleições (o que não tem), e se Alcolumbre pensasse que bolsonaristas não seriam a principal força política do Senado em 2027 (devem ser), não valeria o desgaste”. (Folha)

Vera Magalhães: “O recado está dado em alto e bom som: qualquer nome que Lula apresente que não tenha a chancela de Alcolumbre corre o risco de ter o mesmo destino de Messias”. (Globo)

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