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3 de outubro de 2016
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Prezados leitores –
 
Sejam bem-vindos. Esta é a primeira edição do
Meio. As principais notícias do dia para ler e compreender em menos de oito minutos. Com links para quem deseja profundidade. De segunda a sexta, organizando o tiroteio de informação destes tempos digitais.

No site há um tanto de nossas crenças. E de quem somos. O Meio é uma startup. E, como toda startup, está em constante aprendizado, sempre em beta. Queremos ouvi-los: editor@canalmeio.com.br
 
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3 de outubro de 2016

PT e PMDB perdem nas grandes capitais

O maior derrotado das eleições municipais foi o PT. Não só por conta de São Paulo. Venceu 644 prefeituras, em 2012. Nas últimas contas, só tinha obtido 261 neste domingo. Dentre as capitais, reelegeu o prefeito de Rio Branco (AC) e só. Disputará o segundo turno no Recife e mais cinco cidades. Os candidatos que receberam o auxílio dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula em suas campanhas foram derrotados.
 
Para o PMDB, o resultado é mais dúbio. Se fez 1.024 prefeituras há quatros anos, já emplacou 1.023 neste. Ainda assim, ficou de fora do Rio de Janeiro, que dominava. E a candidatura Marta Suplicy não decolou em São Paulo. Sonhava passar de 1,2 mil cidades, não chegou nem perto. Ainda é o partido com mais prefeituras, mas a legenda do presidente Michel Temer encolheu em peso.
 
O PSDB, por outro lado, cresceu em poder. Na conta que inclui apenas os municípios com mais de 200 mil habitantes, os tucanos elegeram 14 prefeitos contra 7 do PMDB. O PT, que tinha nove, emplacou apenas um.
 
O número de abstenções passou dos 20% nas principais capitais. No Rio, encostou em um quarto dos eleitores.

Em SP, uma vitória de Alckmin

Em São Paulo, a conquista no primeiro turno pelo tucano João Doria Jr é inédita. Sua candidatura foi bancada pelo governador Geraldo Alckmin. José Serra se opôs, Fernando Henrique apoiou com discrição. Fazendo uma campanha construída para os eleitores que protestaram com o impeachment e defendendo o valor do trabalho, ele venceu 56 das 58 zonas eleitorais. Venceu até em regiões pobres de voto tradicionalmente petista como Guaianases, Cidade Tiradentes e Capão Redondo. Já o prefeito derrotado Fernando Haddad, que conseguiu no fim uma arrancada que o posicionou em segundo, teve seu melhor desempenho no bairro de classe média alta de Pinheiros.

No Rio, o derrotado é Eduardo Paes

Popular durante boa parte de seus dois mandatos, o prefeito carioca Eduardo Paes descobriu domingo seus limites. Bancou sozinho a candidatura de Pedro Paulo, seu braço direito, apesar das queixas por ter agredido sua ex-mulher. Os dois candidatos que seguem para o segundo turno, os Marcelos Crivella e Freixo, já declararam que não desejam o apoio formal de seu PMDB. Crivella teve maior apoio nos bairros pobres e, Freixo, nos ricos. A soma dos candidatos de direita e centro-direita que ficaram de fora passa de 40% dos votos válidos. Entre os de esquerda, não chega a 5%. Ainda assim, o eleitorado tem se mostrado volátil. É difícil, mas pode mudar.

Reinvenção

Dois partidos se apresentaram neste pleito propondo uma releitura da política. Pela direita, o Novo e, pela esquerda, a Rede.
 
O Novo, que teve menos destaque na imprensa ou nas redes fora do nicho liberal, elegeu um vereador em São Paulo (Janaína Lima), outro no Rio (Leandro Lyra) e, por fim, um terceiro em Belo Horizonte (Mateus Simões). Três das quatro capitais do sudeste. A Rede, apesar de nomes conhecidos, não fez nada nelas ou mesmo em Vitória.

Placar final

Sobem: Geraldo Alckmin. PSDB. Eduardo Suplicy. Ciro Gomes. Jair Bolsonaro. Abstenções.

Descem: José Serra. PT. Marta Suplicy. Eduardo Paes. Marina Silva. Dilma e Lula. Votos válidos.

Por 0,2%, colombianos dizem não à paz

O acordo de paz celebrado entre o presidente Juan Manuel Santos e o líder das FARC, Timoleón Jiménez, foi rejeitado pela população da Colômbia no domingo. O documento, com 297 páginas, previa que o grupo guerrilheiro abriria mão das armas, os soldados retornariam à vida civil e os líderes processados por crimes de guerra pegariam penas abrandadas. As pesquisas apontavam uma vitória do “Sim” com relativa folga e o resultado surpreende. A abstenção foi de 60% e a guerra já dura 52 anos.

Cotidiano Digital

A independência da internet

O governo americano deixou o comando da internet no sábado. À meia noite do dia 30, o contrato com o ICANN venceu e não foi renovado. Agora, pela primeira vez, a entidade que regula todo o sistema de endereços da rede não responde a mais ninguém. Ou responde: é comandada por 16 diretores escolhidos entre representantes da indústria de tecnologia, ongs ligadas ao digital e usuários.
 
Na última hora, um grupo de políticos ligados ao Partido Republicano ainda tentou impedir o processo na Justiça. Não conseguiu nada.

Antes do voo

Blogueiro cria lista com as senhas de wifi de todos os aeroportos.

Cultura

Na televisão

O Netflix pôs no ar um pacote Guerra nas Estrelas e, outro, Indiana Jones. O de Star Wars é mais bem fornido. Além dos seis primeiros filmes, estão lá as séries animadas Clone Wars e Rebels e a versão Lego The New Yoda Chronicles. Já o arqueólogo chega com os filmes, mas sem a (boa) série O Jovem Indiana Jones.
 
Ainda no Netflix: estrearam os treze episódios de Luke Cage, da Marvel.
 
Foi ao ar ontem o primeiro episódio de Westworld. É a aposta da HBO para substituir o vício de Game of Thrones, cuja última temporada será ano que vem. A nova série tem Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood e o brasileiro Rodrigo Santoro. Se passa num parque temático que emula o Velho Oeste com androides sofisticados. Nele, os visitantes podem realizar suas fantasias. (Trailer.)
 
Parque temático? A inspiração é um roteiro de Michael Crichton, de Jurassic Park.

Um livro para o fim de semana

A Tradutora, novo romance de Cristóvão Tezza, se passa no Brasil de 2014, em meio aos preparativos para a Copa do Mundo e uma crise que se avizinha. Tem selfies e Facebook, discute-se Dilma, tudo ao redor de vidas na classe média urbana. O Globo entrevistou o autor.

Viver

Curtas

A apresentadora Monica Iozzi foi condenada pela Justiça a pagar indenização de R$ 30 mil. Segundo o juiz, ela “extrapolou os limites de seu direito de expressão”. Monica criticou o ministro do Supremo, Gilmar Mendes.

Terminam suas residências e começam a trabalhar no início de 2017 as primeiras turmas de pediatras especializados em stress infantil.

Segundo estudo da revista médica Lancet, a inatividade física custou ao mundo, já, R$ 217,5 bilhões. Drauzio Varella comenta.

O que faziam dois chineses na Londres do tempo dos romanos?

Para quem perdeu no fim de semana: vale ler o simpático apesar de angustiado texto que a apresentadora Fernanda Gentil publicou em seu Facebook. Na sexta, ela assumiu o namoro com outra jornalista.

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