Mercadante critica uso de recursos do FAT para cobrir rombo da Previdência

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu a retirada do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) como braço auxiliar da Previdência na cobertura do déficit do setor. Na visão do petista, o FAT perdeu sua função original — que é financiador do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e do andamento de programas de desenvolvimento econômico — para cobrir o rombo nas contas previdenciárias do país. A fala de Mercadante faz parte de uma campanha para que parte dos recursos do fundo sejam incorporados ao orçamento do BNDES, que, por sua vez, retornariam em investimentos estruturais. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também tem encampado discursos em favor da mudança. Os repasses do FAT, que é financiado pelo PIS/Pasep, foram direcionados à Previdência ainda em 2019, na Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. 

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Mercadante também afirmou que o objetivo da gestão anterior era “esvaziar o banco”, fala endossada pelo representante das centrais de trabalhadores no Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), Sérgio Leite. “O BNDES trabalha com políticas de médio e longo prazo, você pode desacreditar o banco como um banco de fomento”, apontou. No MTE, a expectativa é de que cerca de R$ 80 bilhões repassados à Previdência sejam revertidos ao FAT até 2032. A ideia de Luiz Marinho, chefe da pasta, é que as mudanças sejam abarcadas na Reforma Tributária — assim como as novas configurações do PIS/Pasep —, que tramita no Senado. (Folha)

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Europa Centro-Oriental: Os jovens e a extrema direita

17/07/24 • 11:00

Os partidos de extrema direita da Europa Centro-Oriental estão observando atentamente a mobilização de um segmento inesperado de eleitores: os jovens adultos. Os programas partidários deixam isso evidente. O partido Revival da Bulgária condena o “monstruoso colapso demográfico” do país e propõe “ações direcionadas a fim de criar incentivos para que os jovens búlgaros” lá permaneçam ou retornem ao país em vez de trabalharem no exterior. A Alliance for the Union of Romanians (Aliança para a União dos Romenos) afirma que “a Romênia deve deixar de ser uma grande exportadora de mão de obra barata” e que “seu estatuto garante o acesso de jovens às estruturas de liderança do partido, em todos os níveis, em proporções significativas”. O Homeland Movement da Croácia solicita que o Estado realize uma “revitalização demográfica” oferecendo aos jovens incentivos para que permaneçam na Croácia, tais como subsídios para moradia e programas de benefícios profissionais. A ala jovem do Estonian Conservative People’s Party (Partido Popular Conservador da Estônia — EKRE), conhecida como Blue Awakening (Despertar Azul), é responsável por apresentar aos jovens valores nacionalistas e uma visão de mundo conservadora, oferecendo-lhes a oportunidade de serem socialmente ativos e influenciarem a política do Estado estoniano, expandindo seus horizontes em questões sociais e proporcionando aos membros a possibilidade de criarem laços de amizade com pessoas de opiniões semelhantes. O Our Homeland Movement (MHM) da Hungria detalha um programa de um novo despertar “no qual os jovens não sonham com o trabalho e a vida no exterior”. A preocupação da extrema direita com o iminente colapso demográfico intensificou os esforços para conquistar o coração e a mente dos jovens eleitores.

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