Argentina já tem maior parte da população abaixo da linha da pobreza, diz relatório

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A Argentina vive seu momento de maior pobreza desde 2004. É o que diz o relatório do Observatório da Pobreza da Universidade Católica da Argentina (UCA), que aponta que a maioria da população argentina (57,4%) é considerada pobre, índice mais alto em duas décadas. Segundo a publicação, houve aumento de 8,5% em relação a dezembro do ano passado, mês em que Javier Milei assumiu a presidência do país. Cerca de 30% das pessoas pobres já são consideradas “crônicas”, aquelas que não sobrevivem sem restaurantes populares e auxílio governamental, por exemplo. Diretor do observatório da UCA, Agustín Salvia aponta os reajustes salariais abaixo da inflação – hoje em 211% – e a pouca preocupação com os setores mais vulneráveis como cruciais para o declínio econômico interno.

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A previsão é que, em fevereiro, o percentual chegue a 60% da sociedade. Especialistas apontam que o índice vem crescendo desde o final da gestão de Maurício Macri, que saiu da Casa Rosada em 2019. Nos círculos do poder, o atual presidente joga a culpa para o “modelo de castas” – termo que usa para se referir ao kirchnerismo. A ministra do Capital Humano, Sandra Pettovello, convocou “os que têm fome” para recebê-los “um a um”. Uma fila de quase 30 quarteirões tomou as ruas de Buenos Aires em resposta. Ex-presidente, Chistina Kirchner devolveu que o atual governo “está brincando com a mesa dos argentinos”. (O Globo)

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