Cid explica à PF por que informava ex-comandante do Exército sobre trama golpista

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Em mais de oito horas de depoimento, o tenente-coronel Mauro Cid disse à Polícia Federal nesta segunda-feira que atuava como elo entre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e a cúpula do Exército. Ele explicou por que mantinha o general Freire Gomes, então comandante da Força, informado sobre a suposta trama golpista, no fim de 2022. Segundo Cid, o general se preocupava com o assunto, queria saber quem estava inflamando Bolsonaro e se ele estava disposto a recorrer a um decreto para anular as eleições. Os investigadores consideraram o depoimento de Cid “esclarecedor”. Ele foi chamado a depor como colaborador em função das novidades trazidas por Freire Gomes no último dia 1º, quando foi ouvido por mais de 8 horas na PF, envolvendo diretamente o ex-presidente na suposta trama golpista. Cid sempre procurou eximir Freire Gomes do caso, indicando que o general se portou como um militar legalista. Por enquanto, o general é tratado pela PF como testemunha e não como investigado. Cid também explicou por que gravou a reunião ministerial de julho de 2022 em que Bolsonaro e a alta cúpula do governo defendem “ações” e um “plano B” a serem implementados antes das eleições de 2022. Segundo ele, Bolsonaro sempre lhe pedia para gravar os encontros para gerar conteúdo para suas redes sociais. O teor daquela reunião, no entanto, só foi revelado pela investigação da PF. (Globo)

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