Lula diz a ministros que é hora de colher em vez de criar novos programas

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Na primeira reunião de 2024, o presidente Lula deu um recado direto a seus ministros: é hora de colher e não de criar novos programas. “O presidente pediu que cada ministro procure revisitar tudo o que lançou. Ele não quer ver anunciando novos programas, novas ações, mas concretizar o que foi lançado. Já tem um portfólio robusto. Os resultados do governo e da economia têm que ser agregados em indicadores que sejam compreendidos pela população”, afirmou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, após o encontro, que durou pouco mais de quatro horas. Sob pressão pela queda de popularidade registrada em diferentes pesquisas, o presidente cobrou dos ministros que viajem mais e divulguem as realizações do governo. O ministro da Comunicação Social, Paulo Pimenta, minimizou eventuais problemas na área e afirmou que o governo vai investir mais na segmentação por meio das redes sociais. Lula também pediu que as eleições municipais sejam deixadas em segundo plano e se queixou dos números da dengue. Também disse que é preciso fazer os recursos renderem, possibilitando que as ações que estão no Orçamento sejam entregues. (Globo)

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Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que uma política econômica pragmática é capaz de guiar as expectativas de mercado. Em sua apresentação, divulgada pela pasta, ele lembrou as conquistas de 2023, fez uma análise do cenário deste ano e destacou os projetos prioritários. “Quando a política econômica do governo é consistente, pragmática e responsável, não são as expectativas de mercado que a guiam, é ela que guia as expectativas do mercado”, disse. Na agenda econômica, Haddad mencionou a regulamentação da reforma tributária; Desenrola para pequenas empresas; o microcrédito para inscritos no CadÚnico; e a securitização de crédito imobiliário. Também as mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador, permitindo portabilidade no vale-alimentação e refeição. A revisão das dívidas estaduais também está entre as prioridades. (Estadão)

Segundo interlocutores, na parte fechada do encontro, Lula desdenhou das pesquisas, lembrando que em 1989, contradizendo os levantamentos, foi para o segundo turno com Fernando Collor, conta Igor Gadelha. Ministros explicaram que o presidente recorreu à lembrança para dizer que aprendeu que pesquisas são retratos do momento e que é preciso ter calma ao analisar os resultados. (Metrópoles)

Lu Aiko Otta: “Aproveitando a presença de quase todos os ministros na reunião, Lula aproveitou para avisar que cortes no Orçamento às vezes são necessários. No entanto, acrescentou, será feito um ‘trabalho imenso para repor’ os recursos. O governo divulga nesta sexta-feira o primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do ano, que analisa o comportamento das contas públicas e indica se é ou não necessário conter despesas para cumprir as regras fiscais. A aposta majoritária nos bastidores é que seja anunciado um bloqueio de despesas”. (Valor)

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