Ata do Copom: BC cita mudança no cenário esperado e compromisso contra a inflação

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A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, afirmou que a maioria do colegiado considerou apropriada a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,50% ao ano. Segundo o Banco Central (BC), a decisão aconteceu por conta da “desancoragem adicional das expectativas, da elevação das projeções de inflação, do cenário internacional mais adverso e da atividade econômica mais dinâmica do que esperado”. Para a maioria, o “forward guidance”, ou seja, a sinalização indicada na reunião de março de que a Selic seria reduzida em 0,5 p.p. sempre foi condicional e “houve alteração no cenário em relação ao que se esperava”. Com isso, o documento tentou minimizar as preocupações do mercado financeiro com relação ao placar dividido da decisão, que contou com cinco votos a quatro. Os diretores consideraram que, mais importante do que o “custo reputacional” de não seguir um “guidance” está o risco de perda de credibilidade sobre o compromisso com o combate à inflação e com a ancoragem das expectativas. (Bloomberg Línea)

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O documento do colegiado ainda citou a tragédia no Rio Grande do Sul, que além das óbvias consequências humanitárias desastrosas, também deve trazer mais efeitos inflacionários para o país. De acordo com o BC, está claro que a “tragédia no Rio Grande do Sul também terá desdobramentos econômicos” e que “o cenário prospectivo de inflação se tornou mais desafiador”. (Valor Investe)

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Europa Centro-Oriental: Os jovens e a extrema direita

17/07/24 • 11:00

Os partidos de extrema direita da Europa Centro-Oriental estão observando atentamente a mobilização de um segmento inesperado de eleitores: os jovens adultos. Os programas partidários deixam isso evidente. O partido Revival da Bulgária condena o “monstruoso colapso demográfico” do país e propõe “ações direcionadas a fim de criar incentivos para que os jovens búlgaros” lá permaneçam ou retornem ao país em vez de trabalharem no exterior. A Alliance for the Union of Romanians (Aliança para a União dos Romenos) afirma que “a Romênia deve deixar de ser uma grande exportadora de mão de obra barata” e que “seu estatuto garante o acesso de jovens às estruturas de liderança do partido, em todos os níveis, em proporções significativas”. O Homeland Movement da Croácia solicita que o Estado realize uma “revitalização demográfica” oferecendo aos jovens incentivos para que permaneçam na Croácia, tais como subsídios para moradia e programas de benefícios profissionais. A ala jovem do Estonian Conservative People’s Party (Partido Popular Conservador da Estônia — EKRE), conhecida como Blue Awakening (Despertar Azul), é responsável por apresentar aos jovens valores nacionalistas e uma visão de mundo conservadora, oferecendo-lhes a oportunidade de serem socialmente ativos e influenciarem a política do Estado estoniano, expandindo seus horizontes em questões sociais e proporcionando aos membros a possibilidade de criarem laços de amizade com pessoas de opiniões semelhantes. O Our Homeland Movement (MHM) da Hungria detalha um programa de um novo despertar “no qual os jovens não sonham com o trabalho e a vida no exterior”. A preocupação da extrema direita com o iminente colapso demográfico intensificou os esforços para conquistar o coração e a mente dos jovens eleitores.

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