Economistas lançam livro sobre 30 anos do Plano Real

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Os economistas Gustavo Franco, Pedro Malan e Edmar Bacha lançam o livro 30 anos do Real: crônicas no calor do momento, publicado pela editora Intrínseca. A obra reúne uma coletânea de artigos escritos nas datas de aniversário do Real. No pré-lançamento, com um debate na Casa das Garças, no Rio, os autores disseram que nunca houve tanto interesse no plano econômico como agora, em seu aniversário de 30 anos. Para Gustavo Franco, organizador do livro e ex-presidente do Banco Central, esse interesse provavelmente acontece pela atual “angústia” no cenário econômico. Segundo Pedro Malan, que estava desde o começo plano e que assumiu o Ministério da Fazenda nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, a estabilidade dos preços é uma responsabilidade do governo. Edmar Bacha, que também esteve desde o início na equipe que elaborou e pôs em prática o plano e presidiu o BNDES, disse que o povo percebeu a sua capacidade de controlar os preços através do processo eleitoral. “O povo negou o terceiro mandato ao PSDB (quando a inflação chegou a 12%) e apoiou a saída da Dilma (inflação chegou a 10,67%), demonstrando que brincar com a inflação leva a perda de poder”. No contexto do debate, mediado por Rogério Furquim Werneck, os economistas elogiaram a autonomia do Banco Central.

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O real é a moeda mais longeva de todas as oito que o Brasil teve desde o fim do mil-réis, em 1942. Quando entrou em circulação, a alta dos preços beirava os 50% ao mês. Ao fim de julho, tinha se reduzido a 6% e, um ano depois, a 2%. Por mais que matner a inflação na meta e ter juros baixos continuem a ser desafios atuais, não há nada que se compare ao ritmo frenético de ajustes diários de preços com que o Brasil convivi antes da chegada do real. “Precisávamos de um novo padrão monetário duradouro e saudável, e foi isso que o Real fez”, diz Gustavo Franco, um dos titulares da equipe do governo Itamar Franco e de seu então ministro da Fazenda, FHC. (Globo e Veja)

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Europa Centro-Oriental: Os jovens e a extrema direita

17/07/24 • 11:00

Os partidos de extrema direita da Europa Centro-Oriental estão observando atentamente a mobilização de um segmento inesperado de eleitores: os jovens adultos. Os programas partidários deixam isso evidente. O partido Revival da Bulgária condena o “monstruoso colapso demográfico” do país e propõe “ações direcionadas a fim de criar incentivos para que os jovens búlgaros” lá permaneçam ou retornem ao país em vez de trabalharem no exterior. A Alliance for the Union of Romanians (Aliança para a União dos Romenos) afirma que “a Romênia deve deixar de ser uma grande exportadora de mão de obra barata” e que “seu estatuto garante o acesso de jovens às estruturas de liderança do partido, em todos os níveis, em proporções significativas”. O Homeland Movement da Croácia solicita que o Estado realize uma “revitalização demográfica” oferecendo aos jovens incentivos para que permaneçam na Croácia, tais como subsídios para moradia e programas de benefícios profissionais. A ala jovem do Estonian Conservative People’s Party (Partido Popular Conservador da Estônia — EKRE), conhecida como Blue Awakening (Despertar Azul), é responsável por apresentar aos jovens valores nacionalistas e uma visão de mundo conservadora, oferecendo-lhes a oportunidade de serem socialmente ativos e influenciarem a política do Estado estoniano, expandindo seus horizontes em questões sociais e proporcionando aos membros a possibilidade de criarem laços de amizade com pessoas de opiniões semelhantes. O Our Homeland Movement (MHM) da Hungria detalha um programa de um novo despertar “no qual os jovens não sonham com o trabalho e a vida no exterior”. A preocupação da extrema direita com o iminente colapso demográfico intensificou os esforços para conquistar o coração e a mente dos jovens eleitores.

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