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Oposição na Câmara sinaliza apoio ao fim da escala 6×1

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A oposição na Câmara dos Deputados decidiu encampar o fim da escala 6×1, pauta que desponta como a principal aposta do governo Lula (PT) no Legislativo para este ano eleitoral. O movimento foi confirmado pelo líder do bloco, Cabo Gilberto Silva (PL), que ponderou, entretanto, que o apoio não será irrestrito. A estratégia da base opositora é propor a aprovação da medida em “termos próprios”: a implementação da jornada 5×2, permitindo a realocação das horas da estrutura anterior. Para viabilizar esse consenso, Silva sugere agregar as quatro propostas que já tramitam na Casa em um texto único. O Executivo, por sua vez, também pretende enviar um projeto unificador logo após o Carnaval.

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Curiosamente, a fala do líder da oposição ocorreu apenas cerca de uma hora após a bancada do PT se reunir na liderança do partido — localizada a poucos degraus de distância. Ali, diante de uma barreira de microfones, o governo, representado pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), fez questão de marcar território sobre a proposta. O encontro, que formalizou a sucessão dos deputados Lindbergh Farias por Pedro Uczai na liderança da bancada, serviu de palanque para reafirmar os esforços para aprovar a pauta ainda no primeiro semestre. Em sua fala, Gleisi enfatizou que a “qualidade de vida dos trabalhadores” é pilar inegociável da proposta governista.

Neste momento, o cenário institucional também se mostra favorável. Na abertura do ano legislativo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), deu uma espécie de sinal verde à discussão. “Devemos acelerar o debate sobre a PEC 6×1 com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo tanto trabalhadores quanto empregadores”, declarou no discurso inaugural.

O otimismo atravessa o Salão Verde e chega ao Senado, onde o clima de convergência também é ditado pelo pragmatismo do calendário eleitoral. Nos bastidores, parlamentares da Casa Alta e da Casa Baixa admitem que rejeitar uma pauta que tanto comove e impacta o eleitorado às vésperas do pleito é um risco político elevado. Até expoentes da oposição mais ferrenha, como o senador Esperidião Amin (PP), reconhecem o peso da medida. Embora ressalte que o tema ainda não foi debatido internamente por seu bloco, o relator do projeto de dosimetria na Casa Alta admitiu a força do assunto: “é… é um tema de grande apelo popular”.

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