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Woody e Buzz Lightyear em guerra com as telinhas

Em “Toy Story 5”, os brinquedos não ficam felizes ao serem trocados por um tablet. Foto: Pixar

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Para educadores, psicólogos e (boa parte dos) pais, o tempo que as crianças passam na frente de telas é algo preocupante. Para os brinquedos, é uma questão de vida ou morte. Esse é o tema de Toy Story 5, dirigido por Andrew Stanton, que chega nesta quinta-feira aos cinemas. Jessie e os demais brinquedos dão forma à fértil imaginação da menina Bonnie, até que esta ganha Lilypad, um dispositivo que cria mundos virtuais e prende cada vez mais a atenção da menina e de suas amigas, que não interagem entre si. Em desespero, os brinquedos pedem a ajuda de um Woody mais velho, calvo e barrigudo e um Buzz Lightyear sem noção como sempre. Os heróis terão de se livrar de Lilypad ou criar, na vida de Bonnie, um espaço de convivência entre tradição e tecnologia.

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Bárbara Luz, de Ainda Estou Aqui, vive Anabel, uma adolescente de 17 anos que perde todas as referências com a morte da avó. Tentando processar a perda, ela se refugia na cada da vizinha Meiko (Sharon Cho), jovem e profundamente reservada. Aos poucos, a distância entre as duas vai diminuindo, embora a convivência ainda tenha mais silêncios que diálogos. Paralelamente, Anabal sente a presença da avó (não, o filme não resvala para o sobrenatural) cada vez que vai ao apartamento.

Dirigido pela cineasta argentina-suíça Milagros Mumenthaler, As Correntes retrata a estilista argentina Lina (Isabel Aimé Gonzalez Sola), que, no auge do sucesso, viaja para uma premiação em Genebra. Sem que ela própria consiga explicar o motivo, se atira nas águas geladas do Ródano, mas, antes de se afogar, pensa na filha e consegue se agarrar a uma balsa. De volta a Buenos Aires, Lina não conta para ninguém sobre o impulso suicida, um segredo ainda mais difícil de manter conforme sua recém-adquirida fobia à água vai se tornando perceptível.

Da Itália vem A Vida à Parte, de Marco Tullio Giordana. Em uma rica família italiana nasce a menina Rebecca (Beatrice Barison) com um mancha vermelha tomando uma boa parte do rosto, fazendo com que ela enfrente rejeição desde o berço. O piano, no qual ela vai se revelando cada vez mais brilhante, que Rebecca vai encontrar o refúgio, ao mesmo tempo em que os esqueletos nos armários da família vão sendo revelados.

Sim, o clima das estreias está pesado, mas vamos encerrar com um alívio. Quinze Dias, de Daniel Lieff, é baseado no livro de Vitor Martins. Felipe é um rapaz tímido, gordinho e constante vítima de bullying na escola e que sonha com as férias para ficar longe do ambiente escolar e se dedicar a maratonar suas séries favoritas. Até que sua mãe avisa que vai hospedar pela citada quinzena o vizinho Caio, cujos pais vão viajar. Não apenas Filipe terá o espaço invadido, mas invadido por sua primeira paixão. As duas semanas seguintes vão ser uma história de transformação para ambos.

Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)

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