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Pinguça, baladeira e superpoderosa

Milly Alcock vive uma versão pouco convencional da prima do Homem de Aço. Foto: Divulgação

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Quem viu Superman, sucesso de James Gunn lançado no ano passado, se divertiu com a aparição no finzinho de uma Supergirl diferente. Com cara de ressaca e nenhuma reverência ao primo mais novo (calma, eu explico) a personagem de Milly Alcock roubou a cena e adora ganha seu próprio longa, dirigido por Craig Gillespie, destaque nas estreias desta quinta-feira. O longa é baseado no quadrinho Supergirl: Mulher do Amanhã e traz uma Kara Zor-El (Alcock) que tenta afogar no hedonismo sua crise existencial. Antes da destruição de Krypton, seus pais a mandam para a Terra com seu cachorro Krypto a fim de cuidar do primo bebê, um certo Kal-El. Um acidente cósmico, porém, atrasa sua viagem e a mantém congelada. Quando ela chega aqui, o bebê já é o Superman, o que a deixa sem propósito. Entre um pileque e outro em diferentes planetas, ela conhece a órfã Ruthye (Eve Ridley), cuja família foi massacrada pelo piratas de Krem (Matthias Schoenaerts), o que a leva a uma jornada de vingança. Para a alegria dos fãs, entra na história um ícone da DC, o mercenário anti-herói Lobo (Jason Momoa). O ator nasceu para o papel e está igual ao quadrinho, mas, por conta de sua caracterização anterior como Aquaman, seu Lobo acaba parecendo o rei de Atlântida maquiado como Gene Simmons, do Kiss.

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À primeira vista, Segredo Obscuro, de Max Minghella, parece uma cópia do badalado A Substância, mas somos induzidos a essa falsa impressão porque o longa está chegando ao Brasil com dois anos de atraso. A premissa, de fato, é semelhante. Elisabeth Conto da Aia Moss vive Samantha Lake, uma atriz que já fez sucesso, mas não consegue novos trabalhos por estar fora do padrão de beleza hollywoodiano. É quando conhece Zoe Shannon (Kate Hudson), CEO de uma empresa de bem-estar e estética que promete lhe devolver a aparência de diva. O tratamento revolucionário funciona, mas Samantha começa a perceber algo de sinistro na transformação, especialmente depois que sua linda amiga Chloe (Kaia Gerber, filha da lendária modelo Cindy Crawford) desaparece.

Ainda no campo das analogias cinematográficas, Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco, tem um que de Brokeback Mountain no Centro-Oeste brasileiro. Em 1984, o rude peão Antonio (Lucas Drummond) socorre e leva para sua casa o motociclista Marcelo (Liev Carlos), que sofreu um sério acidente na estrada. Os dois acabam desenvolvendo uma paixão avassaladora e consideravelmente explícita, no que seria mais um longa tórrido LGBTQIA+. Mas, numa reviravolta, Nolasco traz a história para o presente e envolve o espectador numa trama bem mais complexa.

Até que ponto é viável se sacrificar pelo amor? Essa pergunta está no cerne do drama chinês O Sol Nasce Para Todos, de Cai Shangjun. O casal Meiyun (Xin Zhilei) e Baoshu (Zhang Songwen) se reencontra após anos de separação motivada por uma decisão drástica: ele foi para a prisão ao assumir um crime que ela cometeu. O reencontro vai trazer mágoas supostamente enterradas e jogar o casal numa espiral autodestrutiva. Xin Zhilei ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza de 2025 por essa atuação.

Escrito e dirigido por Cyril Aris, Um Triste e Belo Mundo é uma história de amor e desencontro ao longo de décadas no Líbano. Nino (Hassan Akil) e Yasmina (Mounia Akl) se amam desde a infância, mas sua relação é uma espécie de “trisal”, no qual o país e sua conturbada história assume o papel de terceiro elemento, ora os separando, ora os unindo.

Por fim, temos Uma Infância Alemã, de Fatih Ak?n, ambientado nos últimos momentos da Segunda Guerra Mundial. O filme gira em torno de Nanning, um menino de 12 anos, morador da isolada ilha de Amrum e integrante da Juventude Hitlerista — não o julguem precipitadamente, a participação no movimento era compulsória. O fim do conflito e do reino de terror nazista, porém, vai trazer à tona segredos que a família preferia não ver expostos.

Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)

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