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STF une investigações de ataque de Bolsonaro às eleições e das milícias digitais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou ontem que os ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral devem ser investigados em conjunto com o inquérito da suposta milícia digital que atua contra a democracia. Em fevereiro, Moraes já havia autorizado a Polícia Federal a usar provas sobre o vazamento por Bolsonaro de uma investigação sigilosa no TSE no inquérito das milícias digitais. A unificação destes inquéritos atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República. (CNN Brasil)

TSE rejeita sugestões de militares para eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ontem ter rejeitado as novas sugestões das Forças Armadas para mudanças no processo eleitoral já para o pleito deste ano. Segundo a equipe técnica da Corte, os militares confundem conceitos e erram cálculos quando apontam riscos inexistentes nos testes de integridade das urnas eletrônicas. Das sete sugestões enviadas pelas Forças Armadas, quatro já estão implementadas ou previstas em lei. As outras três foram rejeitadas. Uma delas recomendava apuração paralela nos TREs, o que já ocorre. O TSE também nega que exista uma “sala secreta”, como constantemente insinua sem provas o presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que a Justiça Eleitoral tem historicamente assegurado a “realização de eleições íntegras em nosso país”. (Folha)

Bolsonaro é o 1º desde o real a deixar salário-mínimo menor

Caso não se reeleja, Jair Bolsonaro (PL) será o primeiro presidente desde a implantação do real a deixar o salário mínimo com um poder de compra menor, descontada a inflação, do que o de quando quando chegou ao governo. Segundo a corretora Tullett Prebon Brasil, que fez o cálculo, a perda será de pelo menos 1,7%, caso a alta nos preços de estabilize. (Globo)

Bolsonaro: “militares não serão espectadores da eleição”

Em mais um ataque à credibilidade do processo eleitoral brasileiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na live semanal que seu partido vai contratar uma ‘empresa de ponta’ para fazer auditoria das eleições de outubro, e que esse trabalho não aconteceria depois da votação. “Se antes das eleições, daqui a 30, 40 dias, (a empresa) chegar à conclusão que, dado o que já foi feito até o momento para melhor termos umas eleições livres de qualquer suspeita de ingerência externa, ela dizer (sic) que é impossível auditar e não aceitar fazer o trabalho. Olha a que ponto vamos chegar”, afirmou. Bolsonaro disse ainda que os militares “não vão fazer papel de chancelar apenas o processo eleitoral, participar como espectadores do mesmo”. (Metrópoles)

Por inflação alta, juro vai à maior taxa em cinco anos

Já era previsto, afinal a inflação está alta e os juros são a única ferramenta de combate, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou nesta quarta-feira em um ponto percentual a taxa básica da economia, a Selic, de 11,75% para 12,75%. É o maior patamar em cinco anos (13%). Além disso, este é o décimo aumento seguido da Selic e o período mais longo de aperto monetário ininterrupto da história do comitê, que iniciou o ciclo de aumentos em março de 2021. Entre as razões para a elevação da taxa, o BC destacou o ambiente externo, com os impactos inflacionários da pandemia, a nova onda de covid-19 na China e a guerra da Ucrânia. A inflação cresce pelo aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. E o Copom não deve parar aí. Já indicou que tem planos de elevar novamente os juros, mas com reajuste de menor magnitude, ou seja, inferior a 1%. (g1)

Exército encampa ataques de Bolsonaro às urnas perante TSE

O discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre supostas fragilidades no sistema eleitoral foi encampado em boa parte dos 88 questionamentos enviados nos últimos oito meses ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por militares. Foram cinco ofícios sigilosos assinados pelo general de Divisão do Exército Heber Garcia Portella, que participa da Comissão de Transparência do TSE, quatro dos quais já foram respondidos. Desde a adoção das urnas eletrônicas, em 1996, nem um caso de fraude na apuração foi comprovado. Portella foi indicado para a comissão pelo ex-ministro da Defesa Walter Braga Neto, hoje potencial candidato a vice na chapa de Bolsonaro. (Estadão)

Suprema Corte dos EUA deve liberar proibição do aborto

A guerra conservadora nos EUA contra do direito ao aborto atingiu um novo patamar ontem com o vazamento de um rascunho de acórdão (leia a íntegra em inglês) da Suprema Corte para tirar da prática sua proteção constitucional. O documento, elaborado pelo ministro ultraconservador Samuel Alito, reverte a histórica decisão do caso Roe x Wade, de 1973, que estabeleceu a interrupção da gravidez como um direito, depois confirmado em outra decisão de 1992. “Roe estava notoriamente errada desde o início”, escreve Alito. “É hora de devolver a questão do aborto aos representantes eleitos do povo”, conclui. A decisão é fruto de um voto preliminar dos oito juízes e pode ainda haver mudança de posição. Se não ocorrer, os estados passam a poder legislar sobre aborto. Poderiam proibir até em casos extremos como o de fetos anencéfalos ou gravidez fruto de estupro ou incesto. (Politico)

Nem Bolsonaro nem Lula empolgam massas no 1º de Maio

Assessores palacianos tentaram evitar, tentaram dissuadir, mas o presidente Jair Bolsonaro (PL) tirou o Dia do Trabalho para tomar parte, ontem, de atos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Esteve presente em Brasília e falou com o público em São Paulo por vídeo. Na Praça dos Três Poderes um grupo reduzido de manifestantes recebeu o presidente com cartazes pedindo intervenção militar e o fechamento do Supremo. Bolsonaro ficou no local por dez minutos, acenou e foi embora sem discursar. Já o ato em São Paulo, um quê mais encorpado, era em desagravo ao deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo STF e indultado pelo presidente. Em vídeo, Bolsonaro afirmou que seu governo “acredita em Deus, respeita as autoridades, defende a família e deve lealdade a seu povo”. (g1)

Bolsonaro trabalha para desarticular 3a via

Por trás da prevista saída do União Brasil da aliança com MDB, PSDB e Cidadania há, em parte, a mão pesada do Palácio do Planalto, em particular do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. A ala governista no UB tem recebido recados de que vão perder os cargos que controlam se o presidente do partido, Luciano Bivar, não abandonar o grupo. O líder do partido na Câmara, Elmar Nascimento (BA), pode perder o controle sobre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por exemplo. Nascimento, por isso, é o principal articulador da pré-candidatura de Bivar. Ontem, um evento dos grupos Derrubando Muros e Roda Democrática reuniu líderes de MDB, PSDB e Cidadania, e mostrou os descompassos internos. Dentre o público presente em São Paulo, a emedebista Simone Tebet foi aplaudida e o tucano João Doria, criticado. (Estadão)

Bolsonaro acena com golpe, ameaçando suspender eleições

O evento tinha por objetivo exaltar a livre expressão — a pauta, porém, foi outra. O presidente Jair Bolsonaro (PL) levantou a possibilidade ontem, no Palácio do Planalto, de suspender as eleições. “Não pensam que seria só para presidente”, afirmou. “Isso seria para o Senado, para a Câmara, se tiver algo de anormal.” Descartando sua antiga bandeira do voto impresso, o presidente saiu-se com outro caminho — agora quer que os militares façam uma apuração paralela dos votos. A solenidade de ontem, transmitida ao vivo pela TV Brasil e inflada pelas bancadas Evangélica e da Segurança Pública, era um desagravo ao deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por declarações antidemocráticas e incitação à violência contra ministros da Corte. Silveira esteve presente e exibiu, numa moldura o decreto com o indulto que recebeu de Bolsonaro. (UOL)