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Onda de esquerda na AL faz mais um presidente, agora na Colômbia

O senador e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro, de 62 anos, fez história ontem ao se tornar o primeiro político de esquerda eleito presidente da Colômbia. Mas foi apertado. Ele obteve 50,44% dos votos, vencendo o empresário conservador Rodolfo Hernández, que, embora fosse ex-prefeito da cidade de Bucaramanga, apresentava-se como um outsider da política. Na década de 1980 o presidente eleito integrou o grupo guerrilheiro M-19, até ser preso em 1985. Em 1990, participou da transformação da guerrilha em partido político e foi eleito deputado no ano seguinte. Essa é a terceira vez que tenta a presidência. A eleição é inédita também por levar ao poder, como vice, a primeira mulher negra na história do país, a advogada e ativista dos direitos humanos Francia Marquez. Líderes de diversos países da América Latina parabenizaram Petro, mas o governo brasileiro não se manifestou. (g1)

Corpos atribuídos a Bruno e Dom chegam a Brasília para perícia

Os restos mortais encontrados na Amazônia foram levados ontem pela polícia, de avião, para Brasília, onde passarão por perícia no Instituto Nacional de Criminalística. A expectativa é de que sejam identificados como os corpos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Ontem, os especialistas concluíram que o sangue encontrado no barco do assassino confesso Amarildo da Costa Oliveira não era de Phillips. Além de Amarildo e de seu irmão Oseney, também preso, a polícia investiga outras três pessoas por participação no crime. Uma delas é o possível mandante. (Metrópoles)

EXTRA: Polícia anuncia descoberta dos corpos de Bruno e Dom

A Polícia Federal encontrou, ontem, “remanescentes humanos” que, acredita-se, são os corpos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips. Os policiais chegaram ao local indicado pelo pescador Amarildo da Costa Oliveira, o ‘Pelado’, com a ajuda de guias indígenas — é uma região remota e de difícil acesso no Vale do Javari (AM), distante três quilômetros das margens do rio Itaguaí, no interior da floresta. Oliveira confessou ter matado os dois com arma de fogo. Durante o dia, foi feita uma reconstituição do crime. Como os corpos estavam enterrados e carbonizados, a PF aguarda seu translado para Brasília onde haverá confirmação da identidade por DNA e médicos legistas atestarão a causa da morte. (G1)

Preso mais um suspeito pelo desaparecimento de Bruno e Dom

A Polícia Federal prendeu ontem Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como ‘Dos Santos’, segundo suspeito de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e do jornalista inglês Dom Phillips, no último dia 5. Ele é irmão de Amarildo da Costa de Oliveira, o ‘Pelado’, que já está preso em Atalaia do Norte (AM). Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF informou que Amarildo teria ameaçado o indigenista e que uma testemunha apontava a participação de uma segunda pessoa no desaparecimento. No domingo, mergulhadores dos bombeiros encontraram uma mochila e uma lona com objetos pessoais de Araújo e Phillips amarrados em uma árvore num igapó perto da casa de Amarildo. (g1)

Vazamento de conversa pela Casa Branca irrita Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) negou ontem que tenha pedido ajuda ao governo americano para vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. “Olha, não existe isso daí. Houve uma reunião bilateral. O que nós tratamos ali é reservado. Cada um pode falar o que bem entender”, disse ele, em entrevista à CBN Recife (íntegra). Relatos passados à agência Bloomberg por fontes americanas que estiveram na reunião dão conta de que Bolsonaro argumentou que a eleição de Lula “contrariaria interesses americanos”. A informação foi confirmada pelo colunista Jamil Chade com diplomatas brasileiros. Biden, em todas as versões da história, desconversou. (UOL)

Bolsonaro pediu interferência dos EUA na eleição, diz Bloomberg

O presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou um encontro reservado com o colega americano Joe Biden durante a Cúpula das Américas para pedir ajuda de Washington em sua reeleição, disseram fontes da diplomacia americana à agência Bloomberg. Para tentar convencer Biden, o brasileiro alegou que seu adversário e líder nas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria um perigo para os interesses americanos no Brasil. Segundo essas fontes, Biden, que teria ressaltado a importância de preservar a integridade do processo eleitoral brasileiro, desconversou diante do pedido. Na semana passada, ao questionar o sistema eleitoral brasileiro em entrevista a uma TV, Bolsonaro voltou a falar em fraudes nas eleições americanas de 2020, nas quais seu aliado Donald Trump perdeu para Biden. (Bloomberg)

EUA: Comissão parlamentar acusa Trump de incitar golpe de Estado

O ataque ao Capitólio no dia 6 de janeiro, quando o Congresso dos EUA homologou a vitória de Joe Biden, foi uma tentativa de golpe de Estado liderada pelo então presidente Donald Trump. Essa foi a conclusão apresentada ontem pela comissão parlamentar na primeira audiência pública para apresentar o resultado de suas investigações. Ao longo de um ano, os sete parlamentares de ambos os partidos ouviram mais de mil testemunhas e analisaram cerca de 1,4 mil documentos. Na audiência foram apresentados vídeos inéditos da violência, além de gravações de depoimentos. “A violência não foi acidental”, disse o presidente da comissão, o democrata Bernie G. Thompson. “Ela representou a última e mais desesperada tentativa de Trump de impedir a transferência de poder”. (Washington Post)

3 pesquisas mostram Lula no limiar de vencer no 1º turno

A quarta-feira foi marcada pela chegada de três novas pesquisas eleitorais — todas reforçando as chances crescentes de o ex-presidente Lula (PT) vencer no primeiro turno. É exatamente o que aconteceria se as eleições fossem hoje pelo levantamento da Quaest, em que o petista aparece com quase 53% dos votos válidos. O segundo turno, afinal, ocorre quando o candidato líder tem menos da metade dos votos válidos. Se seu total é maior do que a soma dos votos recebidos por todos os outros a vitória é garantida na primeira volta. Os números das outras duas pesquisas apontam para o limiar desta possibilidade. No PoderData ele teria 48% dos votos válidos e, no Ipespe, 47,9%.

Bolsonaro em dia de ira ataca STF e imprensa

A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (UB-PR) provocou no presidente Jair Bolsonaro (PL) um ataque de fúria intenso até para seus padrões. Ele participou ontem do lançamento do programa “Brasil pela vida e pela família”, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, mas praticamente ignorou o tema em seu discurso. Em vez disso, atacou a fala do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edison Fachin, de que a eleição é assunto das “forças desarmadas”. “Eu que sou chefe das Forças Armadas. Nós não vamos fazer o papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir”, afirmou. Bolsonaro reclamou muito da condenação de Francischini, cassado por disseminar notícias falsas contra as urnas eletrônicas, conduta que o presidente repete continuamente. No Dia Nacional da Liberdade e Imprensa, Bolsonaro acusou veículos jornalísticos de serem “fábricas de fake news” e sugeriu seu fechamento. Bolsonaro insinuou ainda que não cumpriria ordens do STF. (UOL)

Mendonça interrompe julgamento e salva deputado bolsonarista

Durou apenas um minuto o julgamento no Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) do recurso contra a decisão monocrática de Kassio Nunes Marques suspendendo a cassação pelo TSE do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (UB-PR). Tão logo a votação foi aberta, André Mendonça, o outro ministro indicado à Corte por Jair Bolsonaro, pediu vista e interrompeu o processo. Com a manobra, Nunes Marques fica livre para levar o caso para a sessão de hoje da Segunda Turma sem a pressão dos votos dos outros ministros. Ele preside a Turma, integrada pelo próprio Mendonça e por Gilmar Mendes, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Como os prazos de vista raramente são cumpridos, caso o ministro terrivelmente evangélico interrompa o processo também na Segunda Turma, Francischini ficará livre para cumprir até o fim do ano seu mandato. (UOL)