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Bolsonaro pede multidão nas ruas em 7 de setembro contra TSE
Enfrentamento com as instituições e mobilização de sua base de apoio. O presidente Jair Bolsonaro confirmou o tom de sua campanha à reeleição diante de um Maracanãzinho lotado na tarde de ontem, onde a convenção nacional do PL homologou sua candidatura, tendo o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto como vice. Durante um discurso de cerca de uma hora, Bolsonaro conclamou seus apoiadores para irem às ruas “pela última vez” no dia 7 de setembro. O alvo, mais uma vez, é o Supremo Tribunal Federal, a quem se referiu como “esses poucos surdos de capa preta”, dizendo que os ministros do STF “têm que entender que quem faz as leis é o Poder Executivo e o Legislativo”. Ele também não poupou ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “bandido” e “ex-presidiário”. (g1)
Mais um massacre da polícia do Rio. Mais um
Em menos de um ano, o Rio de Janeiro testemunhou três das quatro operações policiais mais violentas de sua história. A quarta mais letal aconteceu ontem, quando 18 pessoas morreram em decorrência de uma ação das polícias Civil e Militar no Complexo do Alemão, uma das maiores favelas da Zona Norte da capital. Entre os mortos estão o cabo da PM Bruno de Paula Costa, atingido durante um ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, e a moradora Letícia Marinho de Sales, de 50 anos, baleada no peito dentro de um carro parado em um semáforo. Testemunhas disseram que não havia confronto na hora que os tiros foram disparados por um agente. “Foi para matar. O policial atravessou na frente do nosso carro e deu o tiro”, disse Denilson Glória, namorado da vítima, que estava com ela. “Não tinha bandido. Não estava tendo tiroteio.” Os 400 agentes envolvidos na operação prenderam quatro pessoas e apreenderam quatro fuzis, duas pistolas e uma metralhadora .50. (g1)
PF põe estatal do acordo Bolsonaro-Centrão na mira
A Polícia Federal fez ontem uma operação para apurar denúncias de corrupção na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal entregue pelo governo Bolsonaro ao Centrão em troca de apoio político. Na ação, que aconteceu em diversas cidades do Maranhão, foram apreendidos R$ 1 milhão em espécie e objetos de luxo, como relógios. Um dos principais alvos foi a empreiteira Construservice, vice-líder em licitações da estatal e que é acusada, entre outras irregularidades, de usar sócios-laranjas para participar de concorrências públicas. A PF suspeita que o esquema de corrupção para beneficiar a empreiteira foi elaborado dentro da Codevasf, que recebeu bilhões de reais durante o governo Bolsonaro por meio de emendas do orçamento secreto. Um dos presos na operação é o empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como “Eduardo Imperador”, sócio oculto da Construservice e que já representou a empreiteira em reunião oficial com o presidente da estatal, Marcelo Moreira. Os agentes acreditam que o empresário atuava com seis empresas de fachada e laranjas para direcionar licitações. (Folha)
Militares se distanciam de Bolsonaro e EUA elogiam urnas eletrônicas
Pelo menos um dos governos de peso representados na reunião em que Jair Bolsonaro (PL) tentou vender a embaixadores sua Grande Mentira (um conjunto de teorias conspiratórias sem provas contra o sistema eleitoral) não comprou as denúncias. A Embaixada dos EUA no Brasil divulgou ontem comunicado afirmando que as “eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo” e que “o país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores”. Representantes de outros países presentes no evento classificaram, nos bastidores, a fala de Bolsonaro como “uma tática trumpista” para preparar um questionamento do resultado de outubro. (Folha)
Bolsonaro aposta na estratégia da ‘Grande Mentira’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, reagiu ontem à tentativa de Jair Bolsonaro (PL) de desacreditar as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro perante a comunidade internacional. Em discurso na OAB do Paraná e sem citar o nome do presidente, o ministro afirmou que é hora “de dizer basta à desinformação e ao populismo autoritário que coloca em xeque a Constituição de 1988”. Ele ressaltou que os ataques de hoje foram ainda mais graves por envolverem a política internacional e as Forças Armadas. “É importante a sociedade civil e o cidadão entenderem que esse tipo de desinformação, como a de hoje, pode continuar, uma vez que ao negacionismo não interessa as provas incontestes e os fatos. Portanto, precisamos nos unir e não aceitar sem questionarmos a razão de tanto ataque.” (CNN Brasil)
Bolsonaro chama embaixadores para atacar urnas eletrônicas
O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu vender para o público externo suas teses, nunca comprovadas, de fraudes eleitorais e fragilidades nas urnas eletrônicas. Ele convocou para hoje um encontro com embaixadores e tentará convencê-los (e a seus governos) das supostas irregularidades. Embora dissesse na noite de ontem que já havia 40 representantes diplomáticos confirmados, Bolsonaro não divulgou uma lista. Mais cedo, sabia-se que embaixadores de países de peso, como EUA, Rússia, Reino Unido e Japão, não haviam respondido ao convite. Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux e Edison Fachin, também foram convidados, mas recusaram. (Estadão)
Bolsonaro transforma promulgação da PEC Kamikaze em comício
Embora a promulgação de uma Emenda à Constituição seja atribuição do Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez questão de ir ao Congresso ontem participar da cerimônia que oficializou a chamada PEC Kamikaze. Não foi sem motivo: a medida cria um Estado de Emergência e lhe entrega cerca de R$ 41 bilhões para gastar em programas sociais a menos de três meses das eleições, driblando a Lei Eleitoral e o teto de gastos. A emenda eleva de R$ 400 para R$ 600 o Auxílio Brasil, aumenta o vale-gás e cria vouchers para caminhoneiros e taxistas. O governo quer começar a pagar ao menos o Auxílio Brasil e o vale-gás turbinados já em agosto. Mais cedo, Bolsonaro negou que a medida seja eleitoreira, mas omitiu que ela vale somente até dezembro. (UOL)
Com adesão da esquerda, Lira aprova PEC Kamikaze
A Câmara aprovou ontem, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que injeta R$ 41,25 bilhões em programas sociais e cria outros benefícios a menos de três meses das eleições. Apelidada de PEC Kamikaze, a proposta teve 469 votos a favor e somente 17 contra. Ela eleva o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, aumenta o vale-gás e cria vouchers para caminhoneiros e taxistas, mas somente até o fim deste ano. A oposição apresentou um destaque que tornava permanente o valor de R$ 600 e outro que tirava o texto o estado de emergência, artifício que permitia o gasto à revelia da Lei Eleitoral, mas ambos foram rejeitados. (UOL)
Câmara aprova PEC… E aí o sistema caiu
A Câmara aprovou ontem, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dribla a Lei Eleitoral e o teto de gastos para aumentar e criar programas sociais a menos de três meses das eleições. Eram necessários 308 votos, e a proposta recebeu 393, com apenas 14 deputados votando contra. A votação só não foi concluída ontem porque o sistema de internet da Câmara apresentou instabilidade. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai acionar a Polícia Federal para apurar se houve um problema técnico ou ataque hacker. A expectativa dos governistas é que a votação em segundo turno aconteça hoje. Apelidada de “PEC kamikaze” e “PEC de Bondades”, a proposta, válida somente até o fim do ano, aumenta o Auxílio Brasil e o vale-gás e oferece voucher a caminhoneiros e taxistas, decretando estado de emergência para escapar da restrições da legislação eleitoral. (UOL)
Bolsonaro se irrita ao ser ligado a assassinato em Foz
O presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com irritação ontem ao ser questionado sobre o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), pelo agente penal Jorge José da Rocha Guaranho. Inconformado pela festa de aniversário de Arruda ter como tema o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o criminoso entrou no local atirando e gritando “Aqui é Bolsonaro” e “mito”, antes de ser baleado pela vítima. “O que eu tenho a ver com a com esse episódio de Foz do Iguaçu? Nada! Somos contra qualquer ato de violência. Eu já sofri disso na pele. Agora, o histórico de violência, não é do meu lado. É do lado de lá”, afirmou o presidente. (Metrópoles)