Flávia Tavares

Editora executiva de conteúdo premium do Meio. Jornalista com 20 anos de carreira, com passagens pelo Estadão, no caderno Aliás e como repórter especial de política e cidades; pela revista Época, como repórter em Brasília e editora de política em São Paulo; e na CNN, como editora-chefe do site. Ama escrever sobre política e direitos humanos.

Lula apela por corredor humanitário em Gaza a presidente de Israel

O presidente Lula conversou com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e fez um apelo por um corredor humanitário para que civis, incluindo brasileiros, possam deixar a Faixa de Gaza. Em um post no X, Lula disse ter reafirmado “a condenação brasileira aos ataques terroristas e nossa solidariedade com os familiares das vítimas. Solicitei ao presidente todas as iniciativas possíveis para que não falte água, luz e remédios em hospitais. Não é possível que os inocentes sejam vítimas da insanidade daqueles que querem a guerra”. Enquanto voos da FAB (Força Aérea Brasileira) e da Presidência da República já resgataram mais de 500 brasileiros que estavam em Israel, o Brasil está com dificuldades de retirar 22 brasileiros de Gaza. O governo mandou um avião da FAB ficar de sobreaviso em Roma, aguardando a autorização do Egito para a retirada dos brasileiros. (UOL)

Fernando Sabino, 100 anos

A obra-prima O encontro marcado, do escritor mineiro Fernando Sabino, cujo centenário é celebrado nesta quinta-feira, dia 12, revolucionou a literatura e influenciou gerações de autores que se seguiram. "Uma novidade, um espanto", lembra Humberto Werneck sobre como foi a chegada do livro, que ganhará edição comemorativa pela Record, em 1956. Apesar da imensidão desse romance, Sabino, contemporâneo de gigantes como Guimarães Rosa e Clarice Lispector, teve um legado ainda mais significativo nas crônicas, argumenta Henrique Balbi. E Alvaro Costa e Silva conta como o autor chegou a ser rotulado de “inventor” das crônicas — mas como foi bem além, sendo, inclusive, um cineasta. Confira cinco livros fundamentais de Fernando Sabino e os lançamentos em sua homenagem. (Estadão, Globo e Folha)

Harari: O preço do populismo e da política de tentativa e erro de Israel e Palestina

O historiador e filósofo israelense Yuval Noah Harari publicou dois artigos, no Guardian e no Washington Post, em que analisa, sob o impacto do horror dos ataques do dia 7 de outubro, o conflito mais recente entre Israel e Palestina. Autor de Sapiens, Homo Deus e Notas sobre a Pandemia, Harari disseca o papel nefasto de Benjamin Netanyahu e seu populismo nos acontecimentos e a rejeição do Hamas a qualquer tipo de paz em Gaza.

Blinken reafirma apoio dos EUA a Israel e, como Netanyahu, compara Hamas ao Isis

Em visita a Tel Aviv, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que os EUA nunca vacilarão no seu apoio a Israel e que a "litania de brutalidade e desumanidade" do Hamas evocou "o pior do Isis”. A comparação ecoa a mesma que o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez ao divulgar, em redes sociais, “fotos horríveis de bebês assassinados e queimados pelos monstros do Hamas”. “O Hamas é desumano. O Hamas é o Isis”, diz a postagem.

Crise humanitária em Gaza: ONU pede fim do ‘bloqueio ilegal’ israelense a palestinos

Ao condenar os ataques a Israel, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta quinta-feira (12), afirma que os residentes em Gaza “vivem sob bloqueio ilegal há 16 anos” e condena o “aprofundamento adicional” das sanções promovido por Israel depois do ataque de 7 de outubro. “Condenamos veementemente os crimes horríveis cometidos pelo Hamas, o assassinato deliberado e generalizado e a tomada de reféns de civis inocentes, incluindo idosos e crianças. Estas ações constituem violações hediondas do direito internacional e dos crimes internacionais, pelos quais deve haver responsabilização urgente”, diz o comunicado. “Também condenamos veementemente os ataques militares indiscriminados de Israel contra o já exausto povo palestiniano de Gaza, que compreende mais de 2,3 milhões de pessoas, quase metade das quais são crianças. Eles viveram sob bloqueio ilegal durante 16 anos e já passaram por cinco grandes guerras brutais”, acrescenta o texto.

Síria acusa Israel de bombardear seus dois aeroportos e aumenta tensão regional

O governo da Síria acusa que Israel de bombardear seus dois principais aeroportos: em Damasco, a capital, e em Aleppo, maior cidade do país. As Forças de Defesa de Israel (IDF) não confirmaram o ataque. A TV estatal síria informou que as defesas aéreas do país foram acionadas para reagir a novos ataques com caças e que os dois aeroportos foram inutilizados.

Saída de brasileiros em Gaza pelo Egito está prejudicada por bombardeios israelenses

O governo do Egito alertou o Itamaraty que sua estrutura de imigração em Rafah, na fronteira com Gaza, foi destruída por bombardeios israelenses. Isso deve dificultar a retirada de 28 brasileiros — entre eles, 15 crianças — que querem deixar a região.

Quanto vale a vida de um palestino? E de um traficante?

Diante das cenas de horror dos reféns israelenses sendo levados por terroristas do Hamas ou de crianças palestinas sendo bombardeadas em retaliação, nos deparamos com a imensa capacidade dos indivíduos e das sociedades de desumanizar o outro. Não só em guerras, mas em contextos de violência cotidiana também fazemos isso. A desumanização do outro atende a interesses políticos. Resistir a ela é possível e necessário.

Flávio Dino na mira

Com a guerra conflagrada entre as polícias e o crime organizado e sua possível indicação ao Supremo Tribunal Federal, Dino está na berlinda. Mas a segurança pública é problema crônico, é a área em que o Brasil menos avançou, até retrocedeu nos últimos 30 anos. Ignorar as críticas de quem entende do assunto ou tapar o sol com a peneira com relação aos erros do PT na Bahia não ajuda. E o próprio Dino sabe disso.

O escárnio do general Heleno

O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional agiu com profundo desprezo pelos parlamentares, pela democracia e pela verdade. Nada inédito na trajetória de um militar que foi relevante na ditadura e ainda a defende. É que, ainda assim, testemunhar esse nível de desdém e saber que, muito provavelmente, isso não vai dar em nada, é doloroso e desanimador.