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Pedro Doria

Diretor de jornalismo do Meio. É também figura fácil no Twitter e Instagram. Colunista de O Globo, O Estado de S. Paulo e da CBN. Foi editor-executivo do Globo e editor-chefe de digitais do Estadão, além de colunista da Folha de S. Paulo. Knight Fellow pela Universidade de Stanford. É autor de oito livros, a maioria sobre história do Brasil.

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O atalho que quebrou o Brasil

O Brasil está prestes a cair num buraco fundo. E por dois lados ao mesmo tempo. De um lado, a política sendo engolida pela corrupção — a essa altura, prova aparece e já não derruba mais ninguém. Flávio Bolsonaro ganhou 60 milhões de Vorcaro? Só desliza um pouquinho nas pesquisas. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ganhou um apartamento? Passa uma semana e o presidente ainda está pensando se demite ou não. Do outro, a economia saindo dos trilhos outra vez, porque a gente insiste no mesmo truque que já quebrou o país uma vez. Dois buracos. E olha: eles têm a mesma causa. Uma só. O Brasil foge do trabalho difícil. Apitar a falta não importa pra quem e segurar a economia no lugar são coisas chatas, lentas, que não rendem aplauso nem um inimigo bonito pra apontar. Trabalho de dia a dia não dá meme, não gera história de mocinho e bandido pra virar vídeo de um minuto. O atalho é sempre mais fácil. E é por isso que nenhum — nenhum — dos candidatos que estão aí na sua frente se oferece pra enfrentar os dois. Só que enfrentar os dois ao mesmo tempo é a única saída. A gente está empacado. Crescimento medíocre. As pessoas achando que não têm futuro. Onde está a liderança política que explica direito o problema? Que trabalha sem ser histriônico? Ainda tem adulto na sala?

Alexa+ chega ao Brasil

No Pedro+Cora do dia 23 de junho de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai falam sobre o lançamento da Alexa+ no Brasil. No papo, comentam sobre as novidades no serviço lançado pela Amazon, a integração da Alexa com modelos de linguagem de inteligência artificial e a possibilidade de ter conversas complexas com o dispositivo.

Vorcaro comprou todo mundo

A Lava Jato prometeu acabar com a corrupção. O que ela acabou foi com a capacidade do Brasil de combatê-la. Esta não é uma conclusão óbvia. Mas é importante entender o tamanho do estrago que esse escândalo do Banco Master causou. Se você tentar entendê-lo na base do é um escândalo de esquerda ou é um escândalo de direita, talvez saia feliz, talvez saia triste, porque seu lado se deu bem ou se deu mal. Mas vai sair sem entender o que aconteceu de fato.

Isentão ou incompreendido?

Você já engoliu a seco uma opinião política durante um almoço só para evitar o desgaste e manter a harmonia? Se sim, saiba que você não está sozinho. No Ponto de Partida React desta sexta (19), Yasmim Restum confronta Pedro Doria com os comentários de vocês para que ele analise a realidade da maioria silenciosa no Brasil — que soma quase 70% dos eleitores e que recusa extremos ideológicos, mas se vê sufocada pela polarização.

O avanço do caso Master

Neste episódio do Não é Bem Assim, Pedro Doria, Manuel Thedin, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam os novos capítulos do caso Banco Master e as investigações que começam a atingir figuras importantes da política nacional.

O erro das democracias liberais

No Pedro+Cora do dia 18 de junho de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai comentam o verdadeiro significado de uma democracia. No papo, falam sobre a ilusão das eleições, os países que vivem em ditaduras e como se organizam e as falhas e acertos de democracias liberais.

Você não é isentão

Deixa eu te fazer uma pergunta. Você está cansado de política? Você às vezes vê um vídeo, ou uma postagem qualquer no Zap, em alguma rede, e tem vontade de comentar — aí hesita. Pensa em tudo que vai ouvir. Melhor não. Você já percebeu o jogo, né? Se você critica um lado, decidem que você é do outro. Se critica os dois, é isentão. Sobra calar a boca. E aí você acha que é só você. Não é — e isso é uma coisa que a maior parte das pessoas como você não tem como enxergar.

Sequestraram a sua política

Metade do Brasil sequestrou nossa política. É isso. Este é o tamanho real da nossa polarização. Se, uma pesquisa após a outra, você abre e vê sempre os mesmos dois sujeitos disputando a corrida lá em cima e quaisquer outros candidatos estão na batalha pra botar o pescoço acima dos 5%, a razão é essa. Metade do Brasil sequestrou nossa política. E a outra metade não consegue fugir disso. Existe uma polarização? Claro que existe. Mas ela não é uma coisa tipo metade dos brasileiros vestem amarelo, a outra metade veste vermelho. Não. Os polarizados são 52%. É o que a pesquisa diz: 26% de lulistas convictos, Luiz Inácio é nosso líder e não enxergo outro para liderar a nação. Assim como são 26% os que retrucam, Jair Bolsonaro é nosso líder, jamais houve presidente como ele, jamais haverá, eu sou é Flávio. E a outra banda do Brasil, os 48% que não têm este apego? Bem, estão divididos demais e não conseguem reagir a este xeque-mate.

O Pix e a representação do Brasil

No Ponto de Partida React desta sexta-feira, Pedro Doria responde às mensagens da audiência do Meio sobre o Pix, o ataque americano ao sistema de pagamento brasileiro, as periferias do Brasil e a corrida eleitoral.

O que o novo Claude é capaz de fazer?

No Pedro+Cora do dia 11 de junho de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai comentam o lançamento do Claude Fable 5 e Claude Mythos 5. No papo, falam sobre a diferença entre os dois novos modelos de linguagem da Anthropic, as possibilidades que esses agentes de IA podem executar e como usar e operar da melhor forma cada um deles.