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24 de outubro de 2019
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Caras leitoras, prezados leitores —

Fizemos um pequeno ajuste cá no Meio já a partir de hoje. A programação de cinema, que normalmente publicamos às sextas-feiras, passaremos a trazer para vocês às quintas. É quando estreiam os filmes, mesmo que a maioria de nós mortais só frequentemos as salas nos fins de semana.

— Os editores.


No STF, Rosa Weber decide hoje prisão após 2ª instância


Estava em 3 a 1 o placar do Supremo, ontem, em favor da manutenção da prisão após condenação de segunda instância, quando a sessão encerrou. Votou contra o relator, Marco Aurélio Mello, e, a favor, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. “O Brasil vive uma epidemia de violência e de corrupção”, afirmou Barroso. “O que justificaria o STF reverter entendimento que produziu resultados relevantes e adotar posição que vai dificultar o enfrentamento dessa situação dramática?” Marco Aurélio argumentou no sentido contrário. “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, disse, mencionando a Constituição. “Não é possível devolver a liberdade perdida ao cidadão.” Quando for retomada a sessão hoje, a partir das 14h, votará a ministra Rosa Weber. O seu é o voto chave — e ninguém sabe qual será. (Poder 360)

Aliás... A Força Tarefa da Lava Jato, em Curitiba, pediu ao TRF-4 que considere nula a condenação do ex-presidente Lula no processo do sítio de Atibaia. É para seguir a decisão do Supremo de que réus delatores devem se manifestar, nas considerações finais, antes dos réus delatados. O julgamento voltaria à primeira instância, nesta última fase. Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso. (Veja)

Os deputados do PSL que nomearam Eduardo Bolsonaro seu líder na Câmara receberam, em troca, cargos nos ministérios da Economia e Minas e Energia. Segundo Monica Bergamo, quem tinha a lista em mãos para negociar as ofertas era Bia Kicis, do PSL-DF. Mas esta não é uma briga encerrada. Acompanhado de três deputados, o senador Major Olímpio, líder da sigla no Senado, protocolou o pedido de expulsão do filho Zero Três do PSL. Acusam Eduardo de inúmeras irregularidades no comando do partido em São Paulo. (Folha)

Então... A repórter Juliana Dal Piva pôs as mãos em um áudio de WhatsApp enviado por Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual. “Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado”, ele explica para seu interlocutor. “Pode indicar para qualquer comissão, sem vincular a eles”, segue o assessor envolvido no escândalo ainda não investigado das rachadinhas. ‘Eles’ são os Bolsonaro. “Vinte continho aí pra gente caía bem pra c**.” O áudio é de junho deste ano, quando Queiroz estava ainda desaparecido. O ex-policial, procurado, afirmou que ainda tem algum capital político por ter contribuído na campanha de diversos políticos no Rio. Flávio, o filho Zero Um, afirmou não manter contato com o ex-assessor desde o ano passado. (Globo)

Viver


Após 38 anos, o Flamengo voltará a disputar uma final da Copa Libertadores da América, contra o argentino River Plate. O clube carioca venceu o Grêmio por 5 a 0, ontem, no Maracanã. Gabigol, duas vezes, Bruno Henrique, Rodrigo Caio e Pablo Marí fizeram os gols. Assista aos melhores momentos.

Carlos Eduardo Mansur: “Nos dias que antecederam a abertura do confronto, Renato Gaúcho tentou sustentar no discurso o status do ‘melhor futebol do Brasil’. Acontece que há momentos em que o campo fala de forma inequívoca. Nem é o caso de dizer que o 5 a 0, talvez escandaloso demais, seja o tamanho exato da diferença. O fato é que não é preciso mais nada para provar quem joga melhor não só no Brasil, mas no continente. Aquela sensação de impotência que tantas vezes sentimos ao ver clubes brasileiros diminuídos em choques com gigantes europeus se reproduz no Brasil. É um nível similar de disparidade que este Flamengo tem imposto a seus concorrentes domésticos — o que, óbvio, não significa dizer que este time tenha o padrão dos europeus. Pela frente virá uma dura final com o River Plate, de prognóstico impossível. Só é possível cravar que, no que diz respeito a talento, o Flamengo é melhor. É possível falar de intensidade, inteligência tática, qualidade técnica farta. Mas este Flamengo chega à final com outro traço notável: quando tem a bola, esbanja leveza, seu jogo flui a partir da mobilidade de seus jogadores. Um sintoma: encerrado o jogo, enquanto os jogadores permaneciam no campo longos minutos celebrando com a torcida, como numa despedida do Maracanã em noites de Libertadores, a sensação era de um público grato por algo mais do que os resultados. A torcida vê no campo um futebol que a representa.” (Globo)


O derramamento de óleo nas praias nordestinas é considerado o maior acidente ambiental do país, pela duração, pela extensão e pelo ineditismo do problema. São 2.250 quilômetros de costa afetada, da Bahia até o Maranhão. Até agora, não se sabe a origem do derramamento de óleo. A Marinha e a Polícia Federal investigam o caso. (Uol)

A Marinha definiu uma estratégia para tentar solucionar o mistério da origem do petróleo: a investigação foi fatiada em três frentes, com apurações sobre o tráfego de navios na altura da costa brasileira, o movimento das correntes marítimas e os aspectos químicos do óleo encontrado nas praias , com análises que incluem uma tentativa de precisar o tempo de permanência desse material na água. Integrantes da Força acreditam que, assim, será possível montar o quebra-cabeças que leve a um responsável pela contaminação de 200 localidades em todos os estados do Nordeste. (O Globo)

Enquanto isso... O Ministro do Meio Ambiente fez um pronunciamento ontem, em rede de televisão e rádio, para reafirmar que a origem do petróleo é venezuelano. Salles disse que o Brasil vai encaminhar um pedido formal à Organização dos Estados Americanos para que a Venezuela preste esclarecimentos. No mês passado, após as primeiras manifestações brasileiras a respeito da origem do material, o país governado por Nicolás Maduro negou qualquer relação com o óleo. (Estadão)

Salvador, Bahia. Aproximadamente 300 trabalhadores do mar, de diferentes praias, se juntaram na capital para expor o drama de quem está no meio de uma engrenagem de auto-sustentação paralisada pelo maior desastre ambiental da história da costa brasileira. Gente que já sente o prejuízo antes mesmo de sua praia entrar na lista oficial da catástrofe."Esse mar é nossa indústria, nosso polo, nosso comércio, nosso tudo. Abaixo de Deus, é o manguezal e o mar", disse Crispin dos Santos, de 44 anos, pescador. Ali, aponta Crispin, são cerca de 1.000 famílias que vivem quase exclusivamente da pesca. Agora, quem já tinha tirado algo do mar ou do mangue está com os estoques abarrotados. Quem ainda iria pescar nem sai mais. (BBC)

Praia de Itapuama, Pernambuco —assim como em muitas outras da região— soldados se misturam com voluntários, muitos mobilizados por grupos de WhatsApp, abertos para monitorar o desastre na região, ou por iniciativas de ONGs. A rede de solidariedade se expandiu em vários setores da sociedade. (El País)

Cultura


Nos cinemas, destaque para três estreias. Sequência do sucesso de 2009, Zumbilândia - Atire Duas Vezes (trailer) reúne elenco do primeiro filme para metralhar novas piadas de mortos-vivos. A história se passa anos depois dos personagens se unirem para atravessar o início da epidemia zumbi nos Estados Unidos. No elenco, Emma Stone, Woody Harrelson e Jesse Eisenberg. Já Downton Abbey - O Filme (trailer) é uma adaptação da premiada série de televisão britânica. O filme reúne o elenco original para uma trama leve, ambientada na Inglaterra do início do século XX, e deve agradar também quem não acompanhou a série. Dessa vez, a família Crawley se prepara para uma visita do casal real. Para quem gosta de histórias envolvendo esportes, tem o documentário Alex Câmera 10 (trailer). Filme retrata os dois últimos anos de carreira do jogador Alex de Souza, considerado um dos grandes canhotos da história do futebol. Ele se destacou em seleções nacionais e internacionais, mas decidiu voltar ao Brasil vestindo a camisa do Coritiba, clube que o revelou. Confira outras estreias.

Raul Seixas e Paulo Coelho figuraram, ontem, na lista de principais assuntos do Twitter Brasil. A repercussão começou após a Folha publicar uma reportagem sobre um livro a respeito de Raul Seixas. Segundo o texto, a obra cita a suspeita de que Raul entregou Paulo Coelho à ditadura militar em 1974. O escritor, então, compartilhou a reportagem com o seguinte comentário: "Fiquei quieto por 45 anos. Achei que levava segredo para o túmulo". Depois, Paulo Coelho voltou afirmando que 'isso era uma SUSPEITA' nunca comprovada por ele.

A sugestão aparece no livro Raul Seixas: Não Diga que a Canção Está Perdida, do jornalista Jotabê Medeiros, com lançamento previsto para o próximo dia 1º. O caso, segundo a obra, aconteceu em maio de 1974, quando Raul e Coelho desfrutavam do sucesso de Krig-ha, Bandolo!, disco lançado no ano anterior e que já tinha mais de 100 mil cópias vendidas.

Cotidiano Digital


Libra, a moeda virtual que o Facebook pretende criar com outras empresas, esteve no centro do longo depoimento de Mark Zuckerberg perante o Congresso americano. “Nós concordamos em adiar o lançamento da moeda até que os reguladores americanos se manifestem”, ele afirmou. “Acredito que isto deve ser criado, mas compreendo que não somos os mensageiros ideais neste momento. Enfrentamos muitas questões nos últimos anos”, admitiu. Mas também deixou uma ameaça discreta. “Enquanto estamos debatendo estas questões, o resto do mundo não está esperando. A China se move rapidamente para lançar ideias similares nos próximos meses.” O CEO da principal rede social do planeta foi questionado sobre o porquê de sete dos 28 parceiros iniciais de Libra terem deixado o consórcio — incluindo os principais agentes financeiros, PayPal, Visa e Mastercard. “É um projeto arriscado”, ele argumentou.

As perguntas tiveram um tom duro. “Não me parece que seja um bom argumento ‘se Mark Zuckerberg não fizer, Xi Jinping o fará’”, questionou o deputado republicano Anthony Gonzalez. “Argumentar desta forma me parece desvio de foco.” Um democrata, Brad Sherman, foi por outro lado. “O homem mais rico do mundo vem aqui e se esconde por trás das pessoas mais pobres do mundo afirmando que pretende ajuda-las.” O fundador do Facebook defende que os principais usuários de Libra, inicialmente, são aqueles sem acesso ao sistema bancário. “Você vai é acabar ajudando terroristas, traficantes de drogas e quem deseja fugir dos impostos”, terminou Sherman.

Um dos deputados foi direto: “Você fez algo que ninguém acreditava ser possível”, indicou Bill Huizenga, um republicano, enquanto observava que tanto os membros de seu partido quanto dos democratas estavam desorientados. “Você pegou as peças da política, chacoalhou a caixa, jogou-as em cima da mesa, e agora todo mundo está tentando entender como cada um se encaixa quando o assunto é Facebook.”

Assista ao depoimento completo.

A iRobot, principal fabricante americana de robôs domésticos, anunciou seus resultados para o terceiro trimestre. O faturamento caiu 7% no mercado americano, que é o seu principal. E as ações da empresa acompanharam o anúncio: caíram 18% no mercado pós-fechamento. Nos outros mercados, ainda mais tímidos com robôs de limpeza caseira, a companhia cresceu. 27% na Europa, 40% no Japão. Ocorre que as tarifas impostas à China pelo governo Trump estão ferindo empresas americanas de tecnologia, que fabricam seus produtos no país do centro. Não deve ocorrer apenas com a iRobot.





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