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18 de julho de 2022
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Bolsonaro chama embaixadores para atacar urnas eletrônicas


O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu vender para o público externo suas teses, nunca comprovadas, de fraudes eleitorais e fragilidades nas urnas eletrônicas. Ele convocou para hoje um encontro com embaixadores e tentará convencê-los (e a seus governos) das supostas irregularidades. Embora dissesse na noite de ontem que já havia 40 representantes diplomáticos confirmados, Bolsonaro não divulgou uma lista. Mais cedo, sabia-se que embaixadores de países de peso, como EUA, Rússia, Reino Unido e Japão, não haviam respondido ao convite. Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux e Edison Fachin, também foram convidados, mas recusaram. (Estadão)

Por seu lado, Fachin, que passa a presidência do TSE para Alexandre de Moraes em agosto, tem procurado contornar as tentativa de ingerência do Ministério da Defesa no processo eleitoral. Segundo o Radar, ele marcou para o dia 1º do mês que vem uma reunião de técnicos da Corte com todas as entidades que vão participar da fiscalização em outubro, incluindo a Polícia Federal e as Forças Armadas. O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, insiste num encontro exclusivo com militares e cobra a aceitação por Fachin de sugestões do ministério já rejeitadas. (Veja)

Em países como os EUA, convenções partidárias são megafestas democráticas transmitidas ao vivo pelas TV e na internet. Momento de o partido mostrar seu projeto e, principalmente, seu candidato. Por aqui, o PT decidiu seguir o caminho oposto. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sequer participará do evento, marcado para a próxima quinta-feira, na qual sua candidatura será homologada. Enquanto o partido estiver fazendo uma “convenção protocolar” em São Paulo, o já candidato cumprirá agenda de campanha no Nordeste. A direção argumenta que o lançamento da (pré-)chapa Lula/Alckmin, em maio, já foi um evento de porte, e que neste momento as viagens pelo país são mais importantes. (CNN Brasil)

Enquanto isso... O fim de semana foi marcado por uma saia-justa envolvendo a cantora Anitta e o PT. No início da semana, ela havia declarado publicamente seu apoio ao ex-presidente Lula nas eleições. “A partir deste momento, eu sou Lulalá no 1º turno”, escreveu nas redes sociais. Anitta, porém, não gostou de ver sua imagem usada por integrantes do partido e com símbolos da legenda. No sábado, disse que, embora siga apoiando Lula, o PT está proibido de usar sua imagem para promover o partido e seus outros candidatos. “Eu NÃO SOU uma apoiadora do PT e NÃO SOU petista”, publicou. “NÃO USEM MEU NOME e minha imagem para promover a candidatura e o partido de vocês, porque quem usar vai tomar logo um forão.” Também no Twitter, Lula disse entender a posição da cantora. (Poder360)

Embora se mantenha há meses como terceiro colocado nas pesquisas eleitorais, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vê chegar o período das convenções partidárias e do registro de candidaturas sem ter conseguido formar alianças e enfrentando dissidências no próprio partido. A legenda ainda espera atrair aliados, mas já admite repetir 2018 e lançar uma chapa puro-sangue. Naquele ano, Ciro tentou acordos até o último instante, mas acabou anunciando como vice a senadora Kátia Abreu (TO), hoje filiada ao PP. Só está confirmado que mais uma vez a escolhida será uma mulher. (Globo)

A Polícia Civil do Paraná passou o fim de semana reagindo a críticas por ter descartado motivação política no assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu Marcelo Arruda. Ele comemorava os 50 anos numa festa temática em homenagem ao partido quando foi morto pelo agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho, que, segundo mais uma testemunha, invadiu o local gritando “Aqui é Bolsonaro” antes de atirar. Em nota, a polícia disse que não há na lei “nenhuma qualificadora específica para motivação política” e que a “nova Lei de Crimes contra o Estado Democrático de Direito não possui qualquer tipo penal aplicável” ao caso. No sábado, porém, a delegada Camila Cecconello, que comandou a investigação, disse que a conclusão do inquérito poderia mudar após a perícia no celular de Guaranho, que ainda não foi concluída. Segundo ela, a investigação foi concluída para cumprir prazos e evitar “a soltura do réu”. (Metrópoles)

No campo bolsonarista, o ministro da Justiça, Anderson Torres, mandou a Polícia Federal investigar imagens e vídeos divulgados pelo próprio Jair Bolsonaro com gravações simulando um atentado contra ele. A Rede Globo, a quem o presidente atribuiu a produção, disse se tratar do filme A Fúria, do cineasta Ruy Guerra, do qual o Canal Brasil tem 3,61% de participação. Nas fotos, um homem representando Bolsonaro aparece morto no chão com uma flecha no pescoço durante uma motociata. (Poder360)


Enquanto a Rússia consolida o controle sobre o leste da Ucrânia e lança ataques remotos ao resto do país, o presidente Volodymyr Zelenski volta suas baterias para supostos “traidores” dentro do governo. Ele anunciou ontem as demissões da procuradora-geral, Iryna Venediktova, e do chefe do Serviço de Segurança do Estado, Ivan Bakanov, um de seus mais antigos colaboradores. Segundo o presidente, há 651 investigações contra subordinados de ambos por traição, principalmente por terem continuado a exercer suas funções nas áreas ocupadas pelos russos. (CNN)


Já é Natal nisso daí

Marcelo Martinez

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Viver


Oito em cada dez cidades brasileiras sofrem com a falta de remédios na rede pública, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento feito em 2.469 prefeituras aponta que 80,4% dos gestores se queixam de não ter estoque suficiente para atender a população. O antibiótico amoxicilina e a dipirona, utilizada como analgésico e antitérmico, são os medicamentos de maior escassez nas farmácias de 68% e 65,6% dos municípios, respectivamente. Complementam a lista medicações como a dipirona injetável e a azitromicina, outro antibiótico muito utilizado. (Estadão)

A Justiça do Rio de Janeiro recebeu denúncia do Ministério Público contra o médico Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante no último dia 10 por estupro de vulnerável, após ser filmado por funcionários do hospital com o pênis na boca de uma mulher em trabalho de parto sedada por ele, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A pedido do MPRJ, o caso tramitará em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima. A Polícia Civil investiga outros 30 casos em que Bezerra atuou como anestesista. (UOL)

Com o tema ‘Juntos contra a desigualdade e a discriminação’, a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), prevista para acontecer em outubro deste ano no Peru, pode ter de procurar outro país para sediar o evento. O governo peruano afirmou na sexta-feira que talvez não consiga sediar a reunião porque o Congresso, controlado por partidos conservadores, se nega a cumprir a exigência de disponibilizar banheiros de gênero neutro durante o encontro. Em um tuíte, o chefe do Comitê de Relações Exteriores do Congresso disse que a OEA tenta “introduzir ideologia de gênero” na lei peruana. (g1)

Para ler com calma. Povos indígenas têm utilizado novos recursos tecnológicos para proteger seus territórios e florestas. Um grupo de 30 homens e mulheres da aldeia Jamari utiliza drones e aparelhos de GPS para monitorar 18,6 mil km² da terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau, cobiçada por grileiros e garimpeiros em Rondônia. Os equipamentos ajudam esses povos no registro de imagens que comprovam crimes sem a necessidade de exposição a risco em confrontos diretos com os invasores. (Folha)

Cultura


Existem hoje disponíveis no Brasil 62 plataformas diferentes de streaming, segundo a consultoria BB Mídia, e assinar apenas as dez maiores pode chegar a R$ 300 mensais. Entre o gosto e o bolso, o público desenvolve estratégias para gastar menos. A mais comum é buscar promoções casadas com outras plataformas e serviços de internet e preços especiais. Há quem divida a mensalidade com parentes e amigos, compartilhando a senha. Por fim, existem os que preferem “pular de plataforma”. “A pessoa assina HBO Max, assiste Batman e depois já cancela a assinatura”, exemplifica Mercedes Mendes, analista da BB Mídia. (Estadão)

Para ler com calma. Os EUA estão vivendo um período semelhante ao pré-Guerra Civil, “com dois países separados pela linguagem. Não entendem as mesmas coisas. Não têm as mesmas fontes de informação.” A avaliação pessimista é do escritor e desenhista Art Spiegelman, autor de Maus, uma premiada série em quadrinhos sobre a experiência dos pais judeus, representados como ratos, num campo de concentração nazista, retratados como gatos. Recentemente a obra foi banida das escolas do Tennessee por conter nudez e palavrões. “Agora que eu fui atropelado por essa guerra cultural, percebi que é uma grande questão fazer as escolas públicas parecerem perigosas aos pais. É uma guerra cultural, algumas culturas estão melhores, outras piores. Agora, os Estados Unidos estão quase em fase terminal”, afirma. (Folha)

Quem gostava de música brasileira, independentemente do gênero, nos anos 1970 certamente teve algum disco da gravadora Tapecar. Nomes como Elza Soares, Candeia, Novos Baianos, Beth Carvalho, Hermes de Aquino (do megassucesso Nuvem Passageira) faziam parte do catálogo. Fechada por problemas financeiros em 1980, a Tapecar está de volta e já lançou 30 preciosidades de seus quase 200 títulos no streaming. Rossana Camero, filha do fundador da gravadora, diz que o foco está nas plataformas digitais e em LPs, apesar do preço salgado devido ao dólar. (Globo)

O documentário A Última Floresta (trailer), de Luiz Bolognesi, foi o grande vencedor da primeira edição do CCXP Awards, prêmio para games e outros produtos culturais brasileiros. Além de vencer como Melhor Filme Nacional, o longa sobre as tribos originárias ianomami levou o Grand Prix, mais importante premiação geral. Confira os demais vencedores. (Omelete)

Cotidiano Digital


Desde a chegada do 5G ao Brasil, a procura por aparelhos compatíveis com a tecnologia deu um salto de 5.000% nas ferramentas de busca. Especialistas, no entanto, lembram que a substituição do smartphone incompatível por um novo nem sempre vai ser vantajosa para o consumidor, dependendo do que o usuário faz com a rede móvel. Enquanto o 5G é associado ao aumento da produtividade da indústria e outros setores, o 4G, por outro lado, ainda é capaz de suprir a necessidade do consumidor médio, que não faz diferentes usos além do WhatsApp e outras redes sociais. (Yahoo)

O Twitter já abriu um processo contra Elon Musk, mas o bilionário ainda não está preparado e pede mais tempo para o início da batalha nos tribunais. É o que diz uma carta enviada à Corte de Delaware, responsável pela ação. Na moção, Musk pede que a solicitação do Twitter para que as audiências comecem em setembro deste ano não seja aceita, alegando que o caso demanda “revisão e análise forense”. Por conta disso, os advogados do empresário querem que a data seja marcada apenas a partir de 2023. O Twitter acusa Musk de tentar desistir de comprar a plataforma e argumenta que o bilionário agiu de má-fé no acordo. (TechCrunch)

O ‘carro voador’ da Eve, subsidiária da Embraer, está cada vez mais próximo de se tornar realidade. A startup apresentou ontem, no Reino Unido, o primeiro mock-up da cabine de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL). A maquete em tamanho real faz parte da exposição Fly the Future da Embraer no Farnborough Airshow, considerado um dos principais eventos do mundo no segmento. O cronograma atual prevê que o eVTOL entre em operação em 2026. Veja as primeiras imagens. (Olhar Digital)

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